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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 02.10.22

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José António Abreu: «A que propósito hão-de finlandeses e alemães aceitar enviar-nos dinheiro? Obviamente, só o farão enquanto ganharem com isso (por exemplo, através de captação de fluxos de capitais – os quais, acrescente-se, só vieram para cá devido ao euro) ou, pelo menos, não perderem. Mas, do lado deles e do nosso, durante quanto tempo poderá a situação prolongar-se?»

 

Rui Rocha: «Portugal tem hoje uma dívida externa bruta de mais de 250% do PIB e uma dívida externa líquida que se prepara para ultrapassar os 120%. Entretanto, com essa dívida predominantemente denominada em Euro, uma desvalorização do novo Escudo (a propósito, proponho que a nova moeda se chame Sócrates, porque a memória é curta e convém não esquecer) que seria sempre na ordem dos 30% (ou dos 40%), teria como consequência imediata que esta disparasse para valores astronómicos e absolutamente insustentáveis.»