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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 25.06.22

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Ana Cláudia Vicente: «Como em série que ganha pouco se deve mexer, repito aqui o dever cívico de chamar a atenção feminina para os discretos valores que, por estes dias, voltam a dotar a relva de algum esplendor metadesportivo. Comecemos por este meu homónimo, o qual na competição se apresenta (tal como Xabi Alonso, etc, deve ser moda...) barbado e temível qual Hanibal Ad Portas

 

Helena Sacadura Cabral: «Aos 22 dias do mês de Junho do ano de 2012, pelas 14h30, reuniu-se na esplanada do jardim do Restaurante 7Castelos, em Oeiras, a Assembleia Geral do Condomínio Delito de Opinião. Dos vinte e seis condóminos, apenas estiveram presentes onze, pelo que o quórum necessário à tomada de decisões não foi atingido. Passada a meia hora estipulada, a reunião prosseguiu com mais um elemento e uma assistente de três meses de idade, sem direito a voto.»

 

José Navarro de Andrade: «Nada é mais sério para os comentadores de futebol do que o futebol. Ora como o futebol em Portugal ascendeu à categoria do mais sério dos assuntos, a seriedade dos seus comentadores de pendão e caldeira, dira mesmo a supina gravidade com que eles discreteiam sobre a coisa, adquiriu uma seriedade de tal modo estratosférica que nem se lhe vê a finalidade, como dizia uma tia pernóstica que em tempos tive.»

 

Luís Menezes Leitão: «A moção de censura do PCP era um exercício diletante, que acabou por ser facilmente ultrapassado pelos partidos da maioria. Mas há um novo dado político resultante do dia de hoje: Pedro Silva Pereira demonstrou estar muitos graus acima de Seguro e protagonizou uma espécie de regresso antecipado do socratismo ao PS. Se, como se afirmou, o que o PCP pretendia com a moção de censura era atacar a actual liderança do PS, acho que o resultado acabou por lhe servir de feição.»

 

Rui Rocha: «Pois muito bem. Se os espanhóis são nuestros hermanos, podem chamar-me Caim.»

 

Teresa Ribeiro: «Quando li esta história, sobre a pressão que Arons de Carvalho, no tempo em que era secretário de Estado da Comunicação Social, exerceu sobre os jornalistas do extinto semanário Tal&Qual, tive que tapar os ouvidos tal foi o estrondo de estilhaços que comecei a ouvir. Eram, como logo percebi, telhados de vidro a desmoronar.»