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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 25.05.22

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Ana Vidal: «Tu éve gud cantri uí nid gud présidant. Argent.»

 

Cláudia Köver: «Era boa de desculpas. Desculpava o pé direito por pisar o esquerdo, sem nunca pensar como poderia dançar sem causar nódoas negras. Desculpava-se a si de si própria, sem nunca pensar que a sua terceira pessoa poderia com isso sofrer. Era má de trabalho. Não trabalhava nem para ela própria.»

 

José Navarro de Andrade: «Daniel Carton foi durante mais de 10 anos editor de política do “Le Monde” e depois grande repórter do “Nouvel Obs”. Em 2003 chateou-se, retira-se e publica o livro “Bien Entendu… C’Est Off” sobre o métier que fora o seu. Algo me diz que passados quase 10 anos continua bastante actual.»

 

Patrícia Reis: «A Egoísta GANHA mais prémios (sim, no plural!). Na 24ª edição dos Papies, a Egoísta levou para casa o Grande Prémio na Categoria de Revistas com a edição Viagem, outra na edição Cartas e ainda menção honrosa com a Egoísta Traço. A Estoril Sol, proprietária da revista, e a equipa da 004, que faz a mesma publicação há quase 12 anos, estão FELIZES.»

 

Rui Rocha: «A Amnistia Internacional divulgou ontem o seu 50º relatório anual. Aí se declara que a violência doméstica continua a ser um problema grave em Portugal. De acordo com o relatório, entre Janeiro e Agosto de 2011, a PSP e a GNR receberam 14.508 queixas de violência doméstica. Por seu lado, a UMAR tinha registado até Novembro de 2011 23 mortes e 39 tentativas de homícidio como resultado de violência doméstica. Tal como refere Vítor Nogueira, Presidente da AI, os números visíveis são extremamente preocupantes, mas constituem apenas a ponta de um icebergue de medo, dor e desespero.»

 

Teresa Ribeiro: «Ler na Imprensa que "um ministro ameaçou divulgar na Internet dados pessoais de uma jornalista" tem um impacto tremendo. A indignação é inevitável, o escândalo previsível. Mas quando se sabe que a intenção enunciada era a de divulgar que essa jornalista vive com o militante de um partido da oposição percebe-se os contornos da contenda e já não é bem sobre inadmissíveis abusos de poder que ficamos a cismar mas sobre as vicissitudes das relações entre políticos e jornalistas