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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 28.02.22

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Adolfo Mesquita Nunes: «Uma grande decisão é sempre precedida, e detesto rimas mas tem de ser, de uma enorme solidão. Podemos partilhá-la, pedir ajuda para sobreviver-lhe ou até esconder-nos em quem mais nos protege. Mas a solidão está lá, naqueles instantes em que nos decidimos, a lembrar que somos quem, não o quê

 

Ana Vidal: «Casaram e foram muito felizes. Ele, a babar-se com as empregadinhas do shopping. Ela, a fazer plásticas até parecer-se com uma empregadinha do shopping.»

 

João Carvalho: «Nunca como no passado recente de tais ex-responsáveis se falou tão mal português na vida pública.»

 

José António Abreu: «Obrigar a que os contribuintes abrangidos pelo regime do IVA tenham uma caixa de correio electrónico nos CTT é uma medida ridícula e inaceitável para um governo que clama defender a liberdade individual.»

 

José Navarro de Andrade: «A realidade é complicada, o retrato por exemplo. Uma pessoa vê a máquina fotográfica e põe-se logo em pose; o que fica dela acaba por ser um híbrido entre o que quis mostrar e o que dela se conseguiu ver. Como fazer com que alguém que esteja em pose deixe de posar?»

 

Luís Menezes Leitão: «Não era possível haver nada mais espantoso neste quadro de subjugação total dos países da União Europeia aos ditames do eixo franco-alemão que a apresentação por estes de um tratado orçamental que todos os outros Estados deveriam assinar. O tratado orçamental, ao reforçar a componente intergovernamental, viola claramente os tratados da União Europeia, tirando completamente o tapete à comissão, enquanto guardiã desses mesmos tratados, assumindo o cariz de um Diktat alemão

 

Patrícia Reis: «A Scotex teve um registo diferente para o nosso país, mas gosto de ver este homenzinho na sanita a levar um baile de um cão mínimo. Como todas as coisas pequenas, o cão é adorável. O homem nem por isso. Este anúncio parte de uma base tão simples que é realmente eficz: o que começa por ser divertido pode terminar num sarilho. Coisas que a vida - ou a publicidade - tecem

 

Rui Rocha: «Schauble foi apanhado a fazer sudokus enquanto o parlamento discutia a ajuda à Grécia

 

Eu: «Mais duas vozes se somam a tantas outras na rejeição liminar do impropriamente chamado "acordo ortográfico" que quer pôr os portugueses a escrever várias palavras do nosso idioma de modo diferente do que escrevem brasileiros (em palavras como 'recepção' e 'percepção'), angolanos e moçambicanos. Refiro-me a dois conselheiros de Estado: António Bagão Félix e Manuel Alegre