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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 21.01.22

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Fernando Sousa: «A propósito do folhetim Malvinas, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, chamou aos argentinos "colonialistas". O vice-Presidente de Buenos Aires, Amado Boudou, classificou-o na resposta como "exabrupto, torpe e ignorante". Eh, pá, gostei!»

 

Helena Sacadura Cabral: «Não será bem o que estou a ler, mas antes, o que acabei de ler. Pelo que vejo das escolhas da "confraria", eu sou a mais heterogenea... Acabei, há dias, a leitura de dois. Sim, sou megalómana e tenho, por norma, duas obras de cabeceira. Desta vez, foi o último livro do meu querido Mário Zambujal Longe é um bom lugar, colectânea deliciosa de short stories que é um dos meus estilos preferidos e com o qual o autor e eu própria não nos damos nada mal. Gaba-te cesto!»

 

João Carvalho: «Felizmente, nesta casa, continuamos a dar lições diárias de bom português. Por sinal, ao contrário do que faz o serviço público dRTP todas as manhãs, dessa RTP paga por nós para se dar ao luxo de conseguir achar tantas vezes, entre uma chusma de disparates de bradar aos céus, dois modos diferentes de dizer a mesma coisa e considerar pacífica e alegremente que ambos são "bom português".»

 

José Navarro de Andrade: «É nos momentos de maior aflição e privações que o entretenimento mais falta faz. Não para nos perder dos trabalhos que temos pela frente ou para nos esquecermos do que nos cabe ser responsáveis, mas para nos adoçar um pouco mais a passagem pelo vale de lágrimas. Para termos uma vida um pouquinho melhor.»

 

Leonor Barros: «Acontece também que não é só na cozinha que sou uma transgressora. Podemos explicá-lo pelos astros, os Gémeos gostam de liberdade e não suportam imposições sem que elas sejam devidamente consubstanciadas e justificadas, ou então não e a frase anterior justificará apenas a natureza desta vossa escriba. Terá sido por isso que quando um dia destes tive de enviar um e-mail optei convictamente pela escrita que conheço e aquela em que me sinto em casa. Não houve selecionar nem diretores nem janeiro. E agora, o que me vão fazer? Baixam-me a avaliação? De tanto medo já caí da cadeira e pus-me a prozac.»

 

Rui Rocha: «De facto, não há mesmo necessidade, Sr. Presidente. Não sou curioso. Pronto, tudo bem. O que ganha não lhe chega. Teima em dizer-mo contra a minha vontade. Olhe. Já lhe disse que não quero saber disso para nada, mas já que insiste na conversa, que me envolve no assunto, que me vem perturbar com a ladainha, que quer encharcar o meu lenço com as suas lágrimas, que põe a sua vida às minhas costas contra a minha vontade, agora sou eu que lhe pergunto: o que raio faz ao dinheiro?»

 

Sebastião Bugalho: «Havia uma clara expectativa acerca da nova aluna. O facto de ser francesa e da fotografia tipo passe apresentar um rosto límpido e loiro sob o nome Camille motivou o alarido adolescente. Numa mesquinha mesa faziam-se apostas sobre quanto tempo é que ele ia demorar a tê-la. Era o único que se mostrava indiferente à chegada gaulesa.»