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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 19.01.22

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Ana Margarida Craveiro: «Eu não devia let notícias logo de manhã, porque isto me deixa muito irritada, e não é suposto eu enervar-me. Portanto: a Optimus faz um inquérito interno logo que sabe do caso, identifica a toupeira, despede a toupeira, e pelos vistos é castigada com a maior multa de sempre. O SIED mete toupeiras, viola direitos constitucionais, e ficou tudo na mesma. País mais estúpido, caramba.»

 

Helena Sacadura Cabral: «Apenas 56% dos portugueses consideram que "a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo", de acordo com o estudo "A Qualidade da Democracia em Portugal: a Perspectiva dos Cidadãos", da autoria de António Costa Pinto, Pedro Magalhães, Luís de Sousa e Ekaterina Gorbunova. Alguém esperava mais?»

 

Ivone Mendes da Silva: «Demorei a perceber que a casa dos meus avós tinha ficado lá, nas minhas recordações, e que o cortinado de renda muito fina na janela da salinha do primeiro andar já não existia. Eles envelheceram, os meus tios e os meus pais. Eu, às vezes, penso que ainda envelheci mais do que eles. Dentro de mim, a casa dos meus avós já é só a casa dos meus avós. Vejo-a daqui e sei que é inabitável.»

 

João Carvalho: «Uma coisa é certa: o melhor transporte é aquele que não está neste lugar a esta hora..

 

José Navarro de Andrade: «A defesa dos direitos de autor e o combate à pirataria é a pedra basilar da actividade criativa. Imagine o leitor que compõe uma canção. Imagine que ela se torna um êxito tremendo no Youtube e nas plataformas de descarga gratuita de música. Toda a gente trauteia a sua canção e anda com ela no mp3 ou no ipod. Toda a indústria ligada à internet ganhou com a sua canção, só autor é que não viu um tostão da sua obra.»

 

Leonor Barros: «É certo que a Nossa Senhora de Fátima até já está no Facebook e o mundo avançou muito, mas produção de padres? E podemos franchisá-los como os pastéis de nata?»

 

Rui Rocha: «Nos embates com a equipa catalã, Mourinho entra sempre condicionado pela história. Se o seu traço característico é o desplante, frente à equipa de Guardiola o Special One transpira medo e frustração. Por isso, refugia-se em tábuas.»

 

Teresa Ribeiro: «Hum... aquele amor em letra de forma enchia-lhe o coração. Era um amor portátil, podia levá-lo consigo para todo o lado. E discreto, podia namorá-lo em qualquer circunstância. Não era carnal mas era táctil. E sobre todos os outros tinha a enorme vantagem de se poder ligar e desligar e até deixar em silêncio a qualquer momento. Na sua vida precisava de um amor assim: infinito, pelo menos enquanto durasse a promoção que oferecia mensagens gratuitas para outras redes.»