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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 15.01.22

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José António Abreu: «Continuo a ouvir imensa música, até mais do que por alturas da minha adolescência, quando o dinheiro de que dispunha para a comprar era muito limitado, e continuo a procurar música nova, mas reduzi o grau de profundidade com que a ouço. E o mesmo acontece noutras áreas (na literatura, um pouco menos). A quantidade substituiu não a qualidade dos itens mas a da sua fruição; substituiu a profundidade da análise.»

 

Luís M. Jorge: «Os vates lamentam o apagamento do PS, como se um grande silêncio tivesse descido sobre a terra e numa perversão do um-dó-li-tá colasse por capricho as ventas dos cíceros e quintilianos socialistas. Enquanto o país tagarela, dezenas de almas aflitas perguntam ao vento: porque não falas, Seguro — e no dia seguinte, tendo Seguro falado lamentam, oh, porque não te calaste

 

Luís Menezes Leitão: «Em Portugal o Governo não tem estado infelizmente à altura da crise. Desbaratou todo o seu capital político em nomeações controversas enquanto as reformas marcam passo. Ao mesmo tempo o ministro das Finanças conseguiu o prodígio de já estar a falhar a meta do défice de 2012 em 0,9 % do PIB apenas duas semanas depois de o ano ter começado. Isto simplesmente porque se esqueceu de contabilizar os efeitos em 2012 da transferência dos fundos de pensões efectuada para salvar o défice de 2011.»

 

Eu: «O nosso leitor número dois milhões acaba de nos fazer uma visita. Foi aqui recebido como os restantes 1.999.999: sempre com cortesia e até com carinho. Porque o DELITO DE OPINIÃO não seria o que é sem os seus leitores. Mesmo daqueles que protestam, que se irritam e às vezes nos irritam. Por isso fazemos questão de responder a todos quantos nos comentam.»