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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 19.10.21

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João Campos: «Um dia que começa numa fila da Segurança Social antes das oito e meia da manhã e chega ao cair da noite numa cadeira de um dentista não é lá grande coisa, admito, mas notícias como esta (via O Insurgente) sempre proporcionam uma boa gargalhada. A ironia é de facto uma coisa deliciosa.»

 

João Carvalho: «Será que sempre vai em frente a compra da nova frota de carros de luxo para 13 directores da CP por quase o dobro do custo deste ano do comboio histórico do Douro?»

 

José António Abreu: «De entre os banqueiros nacionais, [Fernando] Ulrich é o que menos urticária me provoca, por ter começado a emitir alertas quando os colegas ainda elogiavam Sócrates e a política de obras públicas. Mas uma declaração destas não pode ficar sem comentário. "Risk free"? Que raio de banqueiros são estes que acham ter direito a produtos sem risco? Nunca nada é "risk free" (já agora, o inglês dispensava-se). "Risk free" para os bancos significa a pagar pelos contribuintes.»

 

Laura Ramos: «Dentro de muito pouco tempo posso não ter nada: nem para devaneios, nem para livros, nem para iogurtes, nem para patavina. E tenho (isso sim) a quem alimentar debaixo do meu tecto.»

 

Luís M. Jorge: «Alguém autorizou a Helena Matos a usar as minhas fotografias, e sem qualquer atribuição de autor, para uma das suas catilinárias? É que eu não fui. Tire essa imagem daí imediatamente.»

 

Patrícia Reis: «Então fiz as contas da empresa, decidi a que fornecedores pagar, aborreci a senhora de uma câmara municipal, telefonei para um secretário geral, fiz mais contas, vi o extracto (se fosse com o tal do acordo seria sem "C") do banco, falei com a equipa, atendi mil telefonemas e ainda me perguntam o que faço o dia todo? Pois, tenho uma empresa e não escrevo uma linha há meses. Acho, por isso, imensa graça quando me dizem: ah, é escritora. Uma ova. Sou uma pessoa que luta contra estes tempos, que paga impostos, que nunca teve um esquema, que passa facturas ao Estado, paga o IVA e fica a arder.»

 

Rui Rocha: «Um dia destes vem por aí Greve Geral. Piquete à porta da Presidência e desfile de braço dado na Avenida com o Carvalho de um lado e o Proença do outro. Com uma vantagem. Atendendo ao extraordinário contributo que Cavaco Silva tem dado ao país no exercício de funções de Presidente da República não vai passar pela cabeça de ninguém fixar serviços mínimos para o Palácio de Belém. Bem abaixo dos mínimos tem andado a coisa mesmo sem pré-aviso de greve.»