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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 05.08.21

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Ana Cláudia Vicente: «Como o bom exemplo deve vir de cima, nada como olhar para Norte e considerar o caso de Ayres Gonçalo, jovem alfaiate portuense de currículo notório e notado. Nesta ou noutra estação o dito não deixa - ao que tudo indica literalmente - créditos por mãos alheias, fazendo de si escaparate à medida.»

 

José António Abreu: «Fim da tarde, livraria num centro comercial em Gaia. «Repare!» Ergo os olhos de Vieram como Andorinhas, de William Maxwell (adorei Adeus, Até Amanhã). O funcionário, rapaz de trinta anos, se tanto, pega num livro do expositor de forma aparentemente aleatória, consulta a etiqueta do preço e estende-o, com a etiqueta para cima, a um homem com cerca do dobro da idade dele. «Dezanove euros! Não custa mais do que dois ou três a produzir! Mesmo tirando os trinta por cento para o vendedor, é um negócio da China!»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Parece-me importante que o Governo tome medidas no sentido de ajudar à resolução da situação de muitas famílias que não conseguindo pagar as casas que adquiriram com recurso ao crédito bancário, depois de terem estado a pagá-las durante anos e de terem ficado sem elas por terem entrado em situação de incumprimento em razão do desemprego ou devido à subida dos juros, ainda ficam com a dívida quando o valor do imóvel hipotecado se mostra insuficiente para pagar o remanescente daquela, mais os juros devidos, as comissões que inventam e as demais alcavalas das execuções.»