DELITO há dez anos

Ana Vidal: «Leio no Expresso de hoje que a ex-ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, recusou reunir-se com o novo secretário de Estado da Cultura para a protocolar passagem de testemunho, com o argumento de que "ministro não passa pasta a secretário de estado". Para além da arrogância expressa nesta atitude (tiques do governo anterior, aprendidos com o mestre?), pergunto que direito tem um ministro demissionário de decidir isto assim, de ânimo leve. Concorde ou não com a nova fórmula encontrada para a cultura pelo actual governo, o acto da passagem de pasta não é opcional. Gabriela Canavilhas tem de cumpri-lo, porque a isso a obrigam, para além da mais elementar educação, a natureza das funções que aceitou.»
Rui Rocha: «O meu amigo Fernando é um excelente rapaz. Mas, cá para nós que ninguém nos ouve, é um bocado imbecil. Está casado com a Ana Pinto. Um amor de rapariga. Pena ser um bocado aérea. Há uns tempos, fundaram uma companhia. Produzem cadeiras. Um destes dias, lançaram uma linha com cento e cinquenta unidades. É o modelo Bruxelas. Destas cento e cinquenta cadeiras, há vinte que são mais confortáveis. O tecido custou o mesmo, mas torna o encosto dorsal mais agradável.»
Eu: «Mas por que motivo "é prática corrente" (garante o Jornal de Negócios) os membros do Governo - primeiro-ministro, ministro e secretários de Estado - "serem dispensados do pagamento de bilhete nas deslocações oficiais em que utilizam os serviços da companhia aérea portuguesa"?»
