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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 24.06.21

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Adolfo Mesquita Nunes: «Gosto muito de idiomas que nos arranham a pele, feitos de violência, nem sempre triste, que sugerem uma caminhada cheia de paragens pelas bermas. A realidade é melhor carregada por idiomas que não a disfarçam melodiosamente, como o hebraico. Quando tiver tempo, e um dia vou ter, vou tentar aprendê-lo. Até lá, a música.»

 

João Campos: «Nada contra a publicidade - é um mal necessário em qualquer meio. Mas creio que seria bom que os meios online se lembrassem de que os seus leitores não frequentam os sites para ver anúncios, mas para aceder aos conteúdos - e quando aqueles se tornam num estorvo, estes perdem um pouco do seu interesse. Um pouco como os intermináveis intervalos dos canais privados na televisão.»

 

João Carvalho: «Como Columbo, fica a figura do peculiar inspector que conduzia um velho Peugeot 403 cabriolet dos anos 50 e do seu companheiro Dog, um inseparável Basset. Como Peter Falk, fica a memória de um homem que sofria de Alzheimer há cerca de dez anos e que morreu ontem, 23 de Junho, com 83 anos. Muito estimados entre nós, Columbo e Falk.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «A canícula traz consigo a inércia. Os corpos torna-se mais pesados, incham, têm dificuldade em se mover. Esperemos que as coisas se mantenham assim por mais algum tempo. Há inadiáveis para cumprir. E o que terá de ser esclarecido poderá ficar para mais tarde. Esclarecer o peso das maçonarias neste Governo não é uma urgência. O País e os seus compromissos estão primeiro. Cada coisa a seu tempo.»

 

Eu: «Columbo tinha um verdadeiro achado como chave de argumento: desde o início, o espectador sabia quem cometia os crimes. O suspense jogava-se todo na observação da insólita actuação deste detective sem garbo, que quase até ao fim parecia baralhado com o labirinto de indícios que lhe surgia pela frente. Cada episódio terminava com Columbo partindo na noite, sempre de gabardina surrada e charuto sem chama. Cumpria o dever de polícia como se fosse o primeiro a espantar-se afinal com as suas espantosas capacidade dedutivas. Um perfeito exemplo de anti-herói.»