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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 16.06.21

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Ana Lima: «Não ligo nada ao facebook. Mas até apetece criar um daqueles grupos que por lá se vêem para registar o protesto e ver o que dá. É que não sei o que se passa nas outras cidades mas, em Lisboa, depois de, nos últimos tempos, a coisa ter melhorado, voltou-se à mania de, em muitos cafés e pastelarias, a determinadas horas, limitar a hipótese de ocupação das mesas aos que querem fazer uma refeição, deixando a quem quer beber um café a alternativa do balcão. Eu disse bem: cafés e pastelarias.»

 

João Carvalho: «Como sabem, tenho sido um fã assumido do demissionário ministro Mendonça e não seria capaz de vê-lo partir, seja lá para onde for, sem lhe desejar que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.»

 

Leonor Barros: «Se por acaso apanhassem um aluno a copiar o que fariam? Eu respondo o que faria, anulava-lhe o teste e atribuía-lhe a classificação de zero valores. Nada de novo, portanto e nada que centenas de professores por esse Portugal fora não tenham feito. Acontece que nesse misterioso mundo da justiça esta atitude do mais elementar bom senso de penalizar os prevaricadores não se aplica e não se aplica porque ao que parece os candidatos à magistratura copiaram num teste e ainda lhe foi dada a benesse, pasme-se, de terem dez valores. Acresce a esta aberração estarmos perante futuros magistrados, gente que terá o futuro dos outros nas mãos mas que, a acreditar na notícia, usa uma trapaça para atingir os seus objectivos. Entregues aos bichos, é o que estamos todos.»

 

Rui Rocha: «O Moinho de Pão fica mesmo ao lado de um dos Tribunais de Braga. O seu ciclo de vida diário está alinhado pela agenda de magistrados e funcionários judiciais. Tipicamente, as mesas enchem-se até às 9h00, para um pequeno-almoço retemperador, sempre necessário depois do sono. Esse que, tratando-se de quem se trata, só poderá ter sido o dos justos. Depois, algures entre as dez e picos e as onze e tal, a sala volta  a estar completa. Os mesmos que tomaram o pequeno-almoço, saboreiam um cafezinho e, quem sabe, uma nata dessas que o forno há dias colocado junto ao balcão mantém sempre quentes.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Sei que nos últimos anos faltou muita lucidez, bom senso, inteligência e seriedade. E também sei que sobrou esperteza. Muita, como continua a ver-se. Mas esses votos não interessam neste momento para nada e agora há que seguir em frente. A não ser que se queira dar mais corda a alguns corvídeos que têm primado pela miopia e pela estupidez.»

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