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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 19.05.21

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Adolfo Mesquita Nunes: «Em tempo e modo de campanha eleitoral, perguntaram-me hoje qual o maior problema que enfrenta Portugal. Há tantos à escolha que a resposta não é fácil. Mas querendo fugir das respostas chavão e querendo sair da campanha eleitoral propriamente dita, respondi: a triste circunstância de cada um de nós viver preso ao meio social em que nasceu e de nos ser exigida uma quase sobrenatural excepcionalidade para vencer a imobilidade social.»

 

Ana Lima: «O museu, hoje em dia, já não é o local onde se vai em dias de chuva, quando não há nada mais interessante para fazer, espreitar para vitrines cheias de pó e onde não se pode tocar, falar, rir; mas um espaço apelativo que oferece múltiplas escolhas e que está ao serviço do público.»

 

João Carvalho: «Ficámos assim. Pelos vistos, ficámos e ficamos, porque nunca mais tive notícias da TMN. O que é muito pior do que eu imaginava, pois não só o provedor (ou o suposto serviço de provedoria) da TMN não tem telefone, como o Serviço ao cliente (ou, pelo menos, o atencioso Jorge Brito) da TMN também não possui um telefone de contacto. Ninguém estranha que a TMN manifeste ter tamanha falta de telefones?»

 

José António Abreu: «Vi o final do jogo. E percebi por que motivo o Porto foi buscar o João Moutinho ao Sporting: é sempre conveniente ter no plantel pelo menos um jogador português.»

 

Rui Castro: «O país entrou em bancarrota, está em recessão, o desemprego aumentou exponencialmente e, incapaz de solver as suas dívidas, Portugal teve que recorrer à ajuda externa. Vamos, por isso, viver nos próximos anos reféns de quem aceitou emprestar-nos dinheiro, com a nossa soberania suspensa e o futuro dos nossos filhos sem passar de uma incógnita. Tudo por causa de uma governação incompetente, mentirosa e desligada daquilo que era a realidade do país.»

 

Rui Rocha: «Imagino-te, José Pinto de Sousa, envergando brancas vestes, costuradas pelo próprio Armani para a ocasião, arregaçadas até aos joelhos. Assim estarás, banhando os pés, liberados de unhas encravadas e calosidades por um técnico superior em podologia com curto mas profícuo percurso académico devidamente certificado pelas Novas Oportunidades, nas águas límpidas de um rio sagrado. Atrás de ti, uma oliveira milenar. Dela recolherás um único ramo que levantarás como bandeira com a mão direita, essa que usas para afagar o Estado Social, já manicurada por um técnico superior com curto mas profícuo percurso académico devidamente certificado pelas Novas Oportunidades.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «A Administração do Finibanco deve estar encantada com o serviço prestado e já estará a preparar a remessa de mais uns quantos guarda-chuvas (e já agora t-shirts) para oferecer ao Dr. Bota. Mas não deixa de ter sido uma sorte que a oferta não tivesse sido do BPP ou do BPN. É que aí as conotações poderiam não ser tão "simpáticas" para os candidatos.»

 

Eu: «Porque tarda o Governo em disponibilizar aos portugueses a tradução oficial do memorando que assinou com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional?»