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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 04.05.21

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Ana Margarida Craveiro: «O BE e o PCP opõem-se ao acordo, e anunciam que era muito melhor uma renegociação da dívida, sem nada destas "má soluções". A minha proposta é a seguinte: e porque não deixá-los tentar? Força, amigos. Nós suspendemos isto tudo, até porque é uma chatice equilibrar contas ao mesmo tempo que se está em eleições, e damo-vos duas semanas para renegociar. Ao mesmo tempo, até podem subir salários, pensões e subsídios, como tanto exigem. E logo vemos no que dá. Embora tentar?»

 

Eduardo Saraiva: «A poluição, o meio ambiente, a ecologia são temas que há pouco tempo prenderam a atenção dos cientistas. Por vezes, os homens, apesar de terem consciência das ameaças que os rodeiam, continuam desconfiados das consequências que daí podem resultar. Depois de termos assistido ao homem a pisar o solo lunar (passaram 42 anos sobre essa maravilhosa “aventura” cientifica) onde, presentemente, a ida dos foguetões à Lua parece entrar no dia-a-dia das pessoas, é importante que o homem tome consciência do seu meio ambiente.»

 

Luís M. Jorge: «Observar um país que se prepara, com uma mistura de horror e incredulidade, para reeleger a súcia que o arruinou.»

 

Rui Rocha: «Neste momento, enquanto não se abre a caixa de pandora, a conclusão provisória só pode ser uma de duas: ou estamos perante mais uma farsa protagonizada por Sócrates (se as medidas ou condições da ajuda não tiverem a suavidade que este pretendeu atribuir-lhes), ou é completamente incompreensível que Sócrates tenha adiado por tanto tempo o pedido de auxílio externo. Em todo o caso, a intervenção do primeiro-ministro tem o efeito de eliminar qualquer imputação de responsabilidade ao PSD pela não aprovação do PEC IV. Se o pacote de ajuda é assim tão favorável, com juros razoáveis, o PSD fez muito bem. Se não é, a encenação de Sócrates é de tal maneira condenável que anula qualquer outro juízo de valor negativo. Uma coisa é certa. Os pavões de S. Bento fazem muito mais barulho do que Teixeira dos Santos.»

 

Eu: «Alguém devia dizer com urgência a Pedro Passos Coelho que é impossível comunicar eficazmente com os portugueses recorrendo a um discurso cheio de jargão empresarial, incompreensível para a larga maioria daqueles que o escutam. Há pouco, numa entrevista à RTP, ouvi-o utilizar termos como coremix e utilities. Ninguém entendeu o que ele queria afirmar com isto. Dir-me-ão que são detalhes. Mas qualquer actividade, em moldes profissionais, é trabalhada ao detalhe. Não há outra forma de ter sucesso na política.»