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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 28.04.21

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Ana Margarida Craveiro: «Este tem uma capa particularmente bela (sim, eu gosto de olhar para as capas). A Divina Comédia, traduzida por Vasco Graça Moura.»

 

Fernando Torres: «Miguéis de Vasconcelos há muitos e para todos os gostos, eles andam por aí. Mas o pior são os traficantes da política, isto é, aqueles cuja acção não coincide com o que dizem, nem com o que pensam, mais o facto de os portugueses continuarem a ter memória curta, serem cada vez mais ingénuos e campeões dos brandos costumes…»

 

João Carvalho: «Se acrescentar a isto as vezes que recebo chamadas da (ou em nome da) TMN com número "confidencial", as mensagens que a TMN me envia a tratar-me por "tu" para promover as mais variadas porcarias e toda a sorte de atropelos ao respeito que me é devido, só tenho uma saída: a próxima vez que o servidor me contactar não lhe darei tempo de me dizer até já. Digo-lhe adeus. Se não reconhece e não respeita um cliente de dez anos, está na hora de lhe virar as costas.»

 

Rui Rocha: «O Senhor Primeiro-Ministro está demissionário, mas mantém-se igual a si próprio. Ou, melhor dito, varia conforme a sua semelhança. Em essência, é incompetente e irresponsável e especializou-se em manipular, ocultar, omitir e negar a realidade. Sendo estas características permanentes, a intensidade com que as pratica aumenta em função da vontade que vai detectando nos que o rodeiam para lhe aparar o jogo. O facto de ter um partido submisso e aparentemente entusiástico dá-lhe forças renovadas.»

 

Teresa Ribeiro: «O Barclays anda há mais de um ano atrás de mim. Alheio à curva ascendente do crédito mal parado quer por força dar-me um cartão de crédito, apesar de não saber grande coisa a meu respeito, pois não sou cliente. Já perdi a conta às vezes que o recusei pelo telefone. Como se não bastasse, passou também a assediar-me com emails. Quando leio o nome do banco no remetente, já sei qual é o assunto, portanto nem abro. Ontem, antes de mandar mais um para o lixo reparei que desta vez a mensagem vinha com teaser. Agora oferecem-me uma máquina Nespresso. Ando, como toda a gente, a restringir o meu consumo a crédito, por isso lamento, mas vou resistir, apesar de não ter Nespresso em casa. Quando me oferecerem o Clooney, talvez ceda.»

 

Eu: «Há meio século, a palavra de ordem era "socialismo" - a toda a velocidade. Agora a palavra que está nas mentes de todos é "capitalismo" - o mais devagar possível. Com mais de dois milhões de cubanos forçados a viver fora da ilha e milhão e meio à beira do desemprego porque o Estado-patrão deixou de ter verba para pagar os magros salários - os segundos mais baixos do hemisfério ocidental - e as esquálidas pensões de reforma de oito euros mensais. Cuba é hoje uma nação envelhecida, sem esperança, com a segunda mais larga população de idosos da América Latina: 46% da população tem mais de 40 anos. Os jovens tudo fazem para abandonar um país onde o partido-Estado persiste em oprimir a sociedade. Em nome da "liberdade", o que torna tudo ainda mais trágico.»