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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 16.04.21

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Ana Sofia Couto: «Um filme belíssimo sobre a memória, a doença, a beleza, o bem e o mal, e a possibilidade de encontrar em tudo isto a melhor lição de poesia. Venceu o prémio de melhor argumento na edição de 2010 do Festival de Cannes.»

 

João Carvalho: ««A pedido da direcção de Informação da TVI venho informar que as imagens do primeiro-ministro a testar o som, no púlpito, em São Bento, fornecidas pela RTP, não são para utilizar.» Ficamos a saber que S. Bento tem um púlpito, mas... quando um primeiro-ministro, preocupadíssimo com uma comunicação ao País sobre a chegada do FMI, pede a um Luís que lhe diga se fica melhor mostrar a orelha direita ou a orelha esquerda, está a testar o som?»

 

Rui Rocha: «Aquilo de que precisamos não é de menos democracia, mas de mais democracia. De uma democracia que evolua da ideia de que toda a irresponsabilidade é permitida para a consciência de que toda a responsabilidade pode e deve ser exigida. A resposta à crise não pode ser mais ausência e demissão dos cidadãos. Pelo contrário, é fundamental reforçar a participação. Desde logo, nas eleições. Mas, também antes e depois delas. 

 

Eu: «O universo de Raymond Carver é povoado de quadros agrestes, de visões desencantadas de um quotidiano onde a esperança há muito deixou de morar. É um mundo citadino, contemporâneo, cheio de personagens que andam à margem do afecto - um mundo de vencidos da vida, confrontados com a erosão de toda a espécie de ideais. Um mundo onde, apesar de tudo, irrompem uns súbitos lampejos de ternura: é nesta complexa atmosfera que tem feito soçobrar por manifesta incapacidade tantos escritores de renome que o malogrado norte-americano se agiganta, como cronista perfeito da era de todas as imperfeições, sem rasto de heróis. O tédio das sociedades materialistas e o desgaste do amor são temas que lhe são caros.