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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 15.04.21

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Jorge Fonseca Dias: «Podemos apostar no fim da batota. No fim da burocracia. No choque fiscal empresarial. Num posicionamento realmente diferenciador no que toca à tecnologia e activos humanos. Podemos criar legislação que pisque o olho a capital e empresas. Podemos ser sociais para com quem precisa. Podemos ser solidários. Podemos ser palco para inovação na ciência. Podemos usar o mar. Podemos aperfeiçoar na energia renovável. Cada um de nós pode participar. Afinal, o que queremos nós para Portugal?»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Foi capa da L' Espresso. Para Alessandra Mammì é só o mais belo filme de Moretti. Considerado por Marco Politi, um especialista em questões do Vaticano do quotidiano "Il fatto", como uma obra genial, o filme que hoje estreia em Itália de um realizador de excepção é uma viagem pelo Vaticano, pelas suas hierarquias, pelos corredores do poder e pela solidão. Ou o drama de um Papa que depois de eleito para o trono de S. Pedro se confronta consigo próprio, com as suas fraquezas e as suas dúvidas. Michel Piccoli regressa no principal papel. Definitivamente uma obra a não perder.»

 

Teresa Ribeiro: «Pena não se poder fazer como no futebol e contratar no exterior os craques que fazem falta aqui no plantel. Sem o nosso ADN, que é, já não me restam dúvidas, o nosso maior problema estrutural, a governação seria mais fiável. Um alemão nas Finanças e um finlandês na Educação, para começar, não estaria mal. O tal chinês talvez pusesse na Economia. Nada como uns negócios da China para pôr a nossa Economia a funcionar.»

 

Eu: «Fernando Nobre anda a ser criticado, vejam lá, por faltar à palavra: disse que não se envolveria com nenhum partido e acabou por aceitar figurar como independente nas listas do PSD. Quem o critica, em grande parte, é gente que acha muito bem haver um primeiro-ministro que agora governa com o FMI quando há poucos dias jurava que não governaria com o FMI. (...) Não me choco com a duplicidade de critério destes incongruentes, que em larga medida cumprem uma antiquíssima tradição do servilismo lusitano: é de bom tom evitar qualquer crítica ao Governo. Choca-me, isso sim, que Portugal esteja à beira da bancarrota - e que, segundo as estimativas do FMI, venha a ser o único país da União Europeia em crise persistente no próximo ano. De uma coisa tenho a certeza: não foi Fernando Nobre quem conduziu Portugal a este cenário de ruína.»