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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 12.04.21

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Fátima Mégre: «A dinâmica da violência, do conflito, da instabilidade não só tem recrudescido mas tem encontrado a sofisticação de meios de aniquilamento. Do nosso aniquilamento. Cada vez mais isolados apesar de mais próximos, cada dia mais invisíveis apesar de todas as visibilidades possíveis, cada vez mais ignorantes e ignorados apesar de toda a velocidade de conhecimento.»

 

João Carvalho: «Finalmente, tal como aqui previmos desde sempre. Adeus, TGV. Falta agora fechar a RAVE, que nunca devia ter existido e já comeu a sopa de muitos pobres. Só é pena ainda termos de pagar a teimosia estúpida de quem quis a todo o custo avançar com o que devia estar suspenso há muito e não se importou de assumir compromissos contratuais que estava na cara jamais ser capaz de cumprir. Pudera, não é? Ninguém lhes cobra responsabilidades e não lhes sai dos bolsos.»

 

Luís M. Jorge: «Qualquer totó no lugar de Passos Coelho já teria garantida a maioria absoluta, mas dizer isto é não conhecer o grémio dos diletantes. O PSD é uma miséria disfarçada de tristeza metida dentro de um logro e condenada ao fiasco. A única coisa que o motiva é a alegria sempre renovada de escorregar nas cascas de banana que o primeiro-ministro, com invejável desprendimento, lhe atira ao caminho.»

 

Rui Rocha: «Pelo caminho que as coisas levam, vencerá as próximas eleições aquele que apresentar os níveis de incompetência mais eficazes.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «A actual “geração à rasca” ainda tem a casa dos pais para se abrigar. Os seus filhos e netos provavelmente não terão, porque a essa sucederá uma geração ainda mais à rasca, dominada pelas poses bonapartistas dos actuais dirigentes. Um bonapartismo só de pose. Não na essência. Porque se persistirmos nos actuais modelos de participação e liderança, acabaremos todos não por sermos como o corso, mas por sermos como eles: isto é, definitivamente sonsos, medíocres, mansos e sempre à rasca.»

 

Eu: «Alguns actores são assim: atingem um estatuto de primeira grandeza, andam uns anos aclamados por um vasto público, são idolatrados e invejados em proporções quase iguais até que um dia sentem na pele que não existe nada mais ilusório do que o efémero mundo da fama. Nesse dia, trocam a vida de fingimento pela vida real e deixam de ser confundidos com as suas personagens mais célebres.»