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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 11.04.21

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José Maria Pimentel: «A estratégia para a próxima campanha eleitoral afigura-se bastante clara. Aliás, já começou. Sócrates dirá até à exaustão que a culpa é do PSD, que rejeitou o PEC-4, levando à queda do Governo e à precipitação da subida dos juros, que, por sua vez, obrigou o executivo  a pedir ajuda ao FEEF e ao FMI. Antes disso, ainda procurará o apoio do Presidente da República e do PSD (e do PP) ao pedido de ajuda, o que permitirá afirmar que o bailout não é filho de mãe solteira.»

 

Rui Rocha: «Não sou um entusiasta de Fernando Nobre. Não votei nele nas presidenciais. Não me agradou o tipo de  campanha que fez. Creio mesmo que teve momentos bastante infelizes. Sou sensível à maior parte dos argumentos que têm sido utilizados para criticar a sua escolha como cabeça-de-lista do PSD em Lisboa. Parecem-me viáveis quer as críticas que se fazem à instabilidade política de Nobre quer as que, na óptica dos interesses do PSD, defendem a existência de outras alternativas ou salientam que a opção não trará grandes benefícios eleitorais.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Lutar dentro dos partidos é hoje uma quimera. Tudo aquilo é deprimente. Começa no facto de se votarem moções de orientação política desfasadas no tempo, ultrapassadas pelos acontecimentos, quando o que seria aconselhável, depois do que sucedeu, seria suspender o conclave por quinze dias, iniciar um novo período de apresentação de propostas e de formalização de candidaturas. Mas nada disso interessa. Tudo o que seja discutir ideias para o futuro, estratégias de renovação e alargamento da participação é incómodo.»

 

Teresa Ribeiro: «E tu, PSD, não penses que me esqueci do que me fizeste no passado. Em muitas coisas, tu e o PS bem se podem juntar. Por isso pára de apontar o dedo ao outro. Eu sei o que ele me fez durante seis anos, não precisas de mo vir dizer. O que eu gostava de saber acerca de ti é se mudaste. Se em 2005 acabámos foi porque me desiludiste. Lembras-te? E agora, o que tens para me dar que eu já não conheça? É que até agora tens falado, falado, mas ainda não disseste grande coisa, pois não? Raios, ando deprimida com tudo isto. A minha prima é que tem razão. Nunca tive jeito para escolher partidos!»