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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 08.04.21

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João Carvalho: «Soube-se já em Bruxelas que o pedido de auxílio financeiro de Portugal deverá provavelmente rondar os 80/85 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo, o ainda ministro Teixeira dos Santos declarava ser "ainda prematuro estar a avançar qualquer montante" sobre a necessidade imediata do nosso país, mesmo que só aproximado. Fica mais uma vez confirmado o extraordinário rigor e a plena consciência que o ministro-das-Finanças-que-nos-saiu-na-rifa sempre demonstrou durante todos estes anos. É realmente uma tristeza ver Teixeira dos Santos partir em breve para um rodapé da História.»

 

Leonor Barros: «Raramente terei começado post algum com tanta vontade de escarrapachar nomes, assim uma espécie de anúncio à moda do Velho Oeste: WANTED mas hoje, ai hoje, logo hoje, passados uns meros dias sobre o anúncio fatídico da vinda desse tal FMI ou FEEF ou outra coisa qualquer que, surpreendam-se, vai ajudar a Banca, deu-me esta ímpeto. Foi logo pela fresca quando no meu mural facebookiano me anunciaram que nove dos nossos deputados europeus votaram contra uma proposta para que os voos com duração inferior a quatro horas passassem a ser em classe económica. E agora os nomes e os partidos, já agora: José Manuel Fernandes, Paulo Rangel, Regina Bastos, Carlos Coelho, Mário David, Maria do Céu Patrão Neves e Nuno Teixeira do PSD e Luís Manuel Capoulas Santos e António Fernando Correia de Campos do PS votaram contra.»

 

Maria Teresa Loureiro: «O que me faz mesmo sentir em casa é entrar num autocarro, numa camioneta, num eléctrico, etc., etc., etc., dizer bom dia e ser olhada (com sorte) com um ar de "olha para esta armada em esperta" e não obter qualquer resposta. Nessas alturas, inspiro fundo (com precaução), expiro de alívio, e penso, estou em Portugal, com os diabos!»

 

Eu: «Prometeu pôr o País a crescer 3% ao ano e deixa o País em recessão. Prometeu criar 150 mil postos de trabalho e deixa o País com o maior índice de desempregados de que há registo. Prometeu baixar os impostos e deixa o País com a maior carga fiscal de sempre. Prometeu estancar o défice das contas públicas, que era de 5,9% em 2005, e deixa o País com um défice de 8,6%. Prometeu o comboio de alta velocidade e deixa o País com menos quilómetros de linha férrea. Prometeu aumentar o poder de compra dos portugueses e acaba o mandato a cortar salários, deixando o País mais pobre.»