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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 05.03.21

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Ana Vidal: «Há qualquer coisa de profundamente aberrante na atribuição de um "subsídio de maternidade" (é assim mesmo que se chama) a quem pratica voluntariamente um aborto. Não é, sequer, uma questão de moral, mas do mais elementar bom senso. Para começar, é incompreensível - se não provocatória - a própria designação do subsídio, atribuído exactamente a quem rejeita a maternidade. Mas não é só isso: numa década em que a natalidade atingiu em Portugal os níveis mais baixos de sempre, esperar-se-ia do governo um forte incentivo à procriação. Somos cada vez mais um país de velhos, sem que se divise no horizonte quem trabalhe para sustentar a nossa improdutiva - e cada vez maior - longevidade.»

 

Rui Rocha: «Acordei outra vez com fortes sintomas de cessação de vigência. Perante o agravar da situação, decidi dirigir-me ao exemplar de parceria impúdico-privada que trata da saúde dos contribuintes da minha zona de residência fiscal. Creio que em tempos lhe chamaram hospital. Antes de sair da fonte de IMI (parece-me que há uns anos atrás se chamava casa), muni-me de toda a paciência necessária para enfrentar a sessão de relaxamento (penso que em tempos se dizia horas de espera) na sala onde os impacientes se encontram divididos em dois grupos. O dos que já atingiram a situação de extrema pobreza e o dos que estão a caminho. Os primeiros ainda não pagam taxas demolidoras. Os segundos ainda não pagam imposto de saúde.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Silvio Forever é a "autobiografia não autorizada" de Silvio Berlusconi, de Gian Antonio Stella e Sergio Rizzo, agora adaptada ao cinema por Roberto Faenza e Filippo Macelloni. Espero que em Portugal haja quem encomende o filme. Ou que o Público o distribua numa edição de sexta-feira. Em Itália estreará em 25 de Março.»