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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 26.02.21

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João Campos: «Mais uma a cair. Temporariamente, diz a CP, para obras - e, entretanto, sem alternativa rodoviária. Considerando o passado recente da CP, alguém acredita mesmo que a ligação de Intercidades entre Castelo Branco e Covilhã volte a abrir?»

 

Paulo Gorjão: «Pedro Santana Lopes acha "estranho" que Pedro Passos Coelho não consiga colocar o PSD "muito mais distanciado do PS das sondagens". A última sondagem, recorde-se, dá maioria absoluta ao PSD. Mais. Com ou sem maioria absoluta, todas as sondagens ao longo dos últimos meses dão sempre a vitória ao PSD. No entanto, Santana Lopes gostava que existisse maior distância entre os dois partidos. Fala quem sabe da matéria: em 2005 o PSD sob a sua liderança conseguiu a proeza de ter uns ridículos 28% e permitir que o PS tivesse 45% dos votos e a sua primeira e única maioria absoluta até hoje.»

 

Rui Rocha: «Há pouco mais de uma semana foi Armando Vara que passou à frente dos utentes de um Centro de Saúde. Agora é a segurança do ministro da Justiça que viola normas ellementares de respeito por uma situação de vida ou de morte. No caso de Vara, o juízo de condenação é pessoal e intransmissível. No caso de Alberto Martins, quero crer que o ministro não terá responsabilidade directa na ordem dada no sentido de afastar uma ambulância em serviço.  Todavia, mesmo que assim seja, estas situações são sinais dos tempos. Os que detêm o poder não estão ao serviço dos cidadãos. Servem-se do poder contra tudo e contra todos.»

 

Eu: «Pode um conto ser deliberadamente político sem nunca parecer que o é? Pode. Albert Camus dá-nos um exemplo admirável numa das histórias incluídas na excelente colectânea de narrativas intitulada O Exílio e o Reino (1957). O conto a que me refiro, "O Hóspede", é daqueles que nos perduram na memória graças à poderosa sugestão visual da escrita de Camus, na sua elegância sincopada. Uma espécie de «Hemingway revisitado por Kafka», na definição algo irónica de Sartre, que nunca escondeu uma certa aversão pelo autor d'O Estrangeiro, um dos raros escritores franceses do século XX que jamais se deixaram seduzir por sistemas totalitários.»

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