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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 14.01.21

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João Carvalho: «Não sei se transmitiram alguma mensagem de solidariedade nem em que frequências teria sido enviada, seja lá o que isso for. Não creio que o visado já esteja acusado, a não ser por alguma comunicação social. Não imagino o que é que uma maçã possa ter que ver com o caso, mas sugiro vivamente que seja suspensa a produção do vinho de Cantanhede e Bairrada por uns tempos e passe a ser distribuído sumo de maçã àquela gente. Certos jornalistas incluídos.»

 

Leonor Barros: «Nos últimos tempos aquele que está acima de todos deixou de ser Presidente para ser candidato e terá sido nessa condição que elucidou uma transeunte numa acção de campanha. Agarrado à sua risonha Maria, atirou à mulher atenta que a sua Maria, outra desvalida, tinha trabalhado a vida inteira e que recebia de reforma uns oitocentos euros e que tinha de ser ele a sustentá-la ou a ajudá-la, varreram-se-me as palavras com a tristeza e o coração apertado. Uma miséria. E ninguém dá a mão a estas pobres almas? Um peditório nacional? Uma campanha de recolha de bens?»

 

Rui Rocha: «A disputa eleitoral tem decorrido, como se sabe, em regime de aguaceiros. Estes com a particularidade de caírem sob a forma de água inquinada que vai enlameando o terreno. No fundo, essa é a consequência de uma falta de respeito latente pelos eleitores. Mas, tratando-se de patologia em que a dor apenas aflige, de forma directa,  o corpo da Democracia, só a sentem os que lhe estão muito próximos. Aqueles que a estimam de tal maneira que tomam por suas as dores democráticas. Todos os outros nos vamos distraindo dessa dor e esquecendo que ela é, por direito, também nossa.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Francisco Seixas da Costa não passou por Macau. Helena Sacadura Cabral também não. São ambos insuspeitos, quer pela sua coerência, quer pela frontalidade com que assumem as suas posições. Ler o que o primeiro escreveu e a segunda comentou deixou-me a sensação de que uma vez mais não fui injusto no que escrevi sobre esta coisa. O livro corresponde na íntegra à imagem que o general também quis passar de si enquanto andou por Macau, pese embora isso não tivesse nada a ver com o que por lá andou a fazer.»

 

Sónia Morais Santos: «Até pode haver a crise e o FMI e o desemprego e os políticos que temos e o IVA a subir e as contas para pagar e as cheias e o amigo que morreu e a infância conturbada que tivemos e a falta de amor que sentimos e um divórcio litigioso e uma maleita crónica e outras fatalidades que nos vão acontecendo. Pois sim. Mas há coisas piores. Há sempre coisas piores. E estamos cá. E há um céu azul e uma brisa com cheiro a mar e risos de crianças e o abraço de alguém. E o sabor do chocolate e o beijo de um filho e o elogio de quem se admira e um pôr-do-sol no Verão. E a viagem sonhada e a música que nos toca e um encontro de amigos e uma pintura que nos prende o olhar e o brinde a uma boa notícia e o livro que nos comove. E a vida.»



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