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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 24.11.20

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João Campos: «Zapping. Na RTPN, Joana Amaral Dias fala em três milhões de pessoas (números dos sindicatos) e diz que a greve geral de hoje mostra que há uma "alternativa" às medidas "duríssimas" do Governo. Falta é explicar qual é a alternativa. Mas isso já seria pedir demasiado.»

 

João Carvalho: «"Não foi aprovado qualquer regime de excepção" aos cortes salariais nas empresas públicas, segundo o ministro dos Assuntos Parlamentares, até porque, "se isso acontecesse, seria ao contrário das disposições normativas agora apresentadas". O que se fez, ainda segundo Jorge Lacão, foi "adaptar às especificidades das empresas" os cortes salariais. Entenderam? Eu explico: não foi aprovado um regime de excepção nos cortes salariais. Com uma excepção: as empresas públicas. Entenderam agora?»

 

José Catarino: «Enterradas no lodo, bem longe do claro céu, mourejam as enguias, sempre desconfiadas das luzes que fascinam as borboletas ingénuas. Repelentes, de hábitos repugnantes, sobrevivem onde o peixe graúdo, que delas se alimenta, desdenharia viver – mas não se pense que, modestas, discretas, ao menos vivem em paz; não: desde pequeninas que as perseguem impiedosamente. Meixão, chamam-lhes, e vendem-nas a preço de oiro, devoram-nas às dezenas em cada dentada...»

 

Luís M. Jorge: «Portugal, berço inesgotável de pategos, rejubila quando encontra um professor Silva em Oxford ou uma investigadora Zezinha no Massachusetts. Isso não impede que a pátria uive e se contorça ao descobrir que os nossos jovens mais qualificados fazem carreira lá fora. Está mal, pois está. Se fossem reverentes, como lhes competia, ficavam em Alverca a comer torresmo e a suspirar pelo Sócrates, a CGTP, a banca do regime ou a carcaça veneranda de Salazar.»

 

Rui Rocha: «Analisar a greve geral de hoje (um direito inquestionável dos trabalhadores, sublinhe-se) do ponto de vista da sua oportunidade no actual contexto social e económico seria um exercício muito interessante. Mesmo muito estimulante. Mas, a verdade é que, logo a seguir ao almoço, não me está a apetecer nada. Pronto, sobre este assunto, faço minhas as palavras do Manuel Alegre. Esclarecidos, não é? Não se fala mais nisso. Agora, não escondo que, como qualquer conflito social, a greve pode ser muito inspiradora. A ideia de serviços mínimos, por exemplo, tem muito potencial. Vejamos um caso concreto. No meio de alguma trapalhada que não vem agora ao caso, parece que foram fixados serviços mínimos na Justiça. Rejubilemos! Em que outro dia do ano é possível garantir que a Justiça portuguesa cumpre os mínimos?»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Desconfio que não será este post que me irá dar a comenda que Vítor Dias pretende que o bloco central me atribua. Enquanto a comenda não chega (Vítor Dias hoje está em greve e não deve poder fazer muito por isso) continuo a aguardar que ele e os seus camaradas me justifiquem o que levará o regime cubano a despedir mais de um milhão de funcionários públicos e em Portugal não tenha havido uma palavra de solidariedade para com esses postergados do regime castrista que deverão dedicar-se à iniciativa privada se quiserem continuar a ser gente.»

 

Eu: «Em dia de greve geral, a mais bem sucedida de sempre em Portugal, é de elementar justiça lembrar os países do mundo que negam total ou parcialmente aos seus cidadãos este direito fundamental. Eis alguns: ChinaCoreia do NorteCubaBirmâniaSíriaEgiptoIrãoMarrocosArgéliaBielorrússiaArábia SauditaLíbiaLaosVietname e Zimbábue. À atenção dos nossos dirigentes sindicais, que devem estar na primeira linha da defesa dos camaradas que sofrem brutais restrições ao direito à greve além-fronteiras. E também de certos políticos portugueses, que olham para alguns dos países mencionados acima como modelos inspiradores. Apesar de esses mesmos países negarem lá o que os tais políticos exigem cá.»



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