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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 20.09.20

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João Campos: «No cinema, o cyberpunk, sub-género da ficção científica, foi inaugurado com polémica em 1982 com Blade Runner, adaptação de Ridley Scott ao romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick, hoje considerado uma obra-prima, não só do género, como do cinema em geral. Digo com polémica porque, à época do seu lançamento, Blade Runner não foi um filme consensual, tendo sido devastado pela crítica e rejeitado pelo público. O tempo - no fundo, o grande juiz da arte - deu razão a Ridley Scott, que no início da década de 80 realizou um filme que estava à frente do seu tempo. Mas é possível que essa antecipação tenha contribuído para o entusiasmo que, dois anos mais tarde, conheceu o romance Neuromancer, de William Gibson, premiado com os mais importantes prémios do género.»

 

João Carvalho: «Cada vez somos menos auto-suficientes e mais dependentes do que vem de fora. Agora até importamos óvulos e (pasme-se!) espermatozóides (por falta de produção, supõe-se). Ao que nós chegámos. Que coisa.»

 

Leonor Barros: «É que não são só as palavras, não é apenas o miolo, não conta simplesmente o diálogo entre as personagens e o leitor, por vezes entre o escritor e o leitor. Não é o que se lê, o que sente, o que emociona e enfurece. É o objecto. As centenas de páginas agarradas umas às outras, as capas coloridas, o cheiro, sim, um cliché, eu sei. O texto na contracapa, as palavras insossas nas badanas. O prazer de o abrir e espreitar. Um livro não é apenas palavras. Um livro é uma companhia. E são muitos os que me acompanham casa fora. Os que repousam caoticamente no chão ao lado da minha mesa-de-cabeceira, os que me colorem as estantes cá de casa, os que se espalham por aqui e ali. E depois o prazer. A procura. Os momentos em frente das estantes Estava aqui, guardei-o aqui, tem de estar por aqui. A tranquilidade de horas a folheá-los na senda do excerto perdido, a curiosidade dos minutos à procura de uma novidade entre as páginas, a certeza de se encontrar sempre algo novo.»

 

Paulo Gorjão: «Alguém imagina o presidente da ERS ou da ERSE a escrever qualquer coisa como isto

 

Sérgio de Almeida Correia: «O estado em que vive a estrutura dirigente do futebol português já não é de catástrofe. E no grau zero da credibilidade seria estultícia esperar alguma coisa. Há situações clínicas em que os esclarecimentos do paciente se tornam dispensáveis. Tudo o que possa ser dito por Madaíl a partir deste momento só poderá ter interesse científico.»

 

Vítor Cunha: «O famoso Estado Social deixou-se matar pelo pecado, neste caso o da gula. Em nome dos bons princípios o Estado cresceu tanto que destruiu a vontade solidária das comunidades. Até porque os nossos impostos há muito deixaram de pagar apenas as políticas públicas de redistribuição da riqueza: hoje pagamos a luxúria de uns tantos privilegiados. O Estado não soube limitar a despesa e agora arrisca destruir o que de bom se conquistou em quase um século.»

 

Eu: «Os comunistas têm feito boas apostas na renovação da sua bancada em São Bento, sinal de que alguma coisa se move na orientação política do partido, pelo menos na frente parlamentar. É o caso do jovem deputado João Oliveira, que se distinguiu pela sua perseverança na comissão de inquérito às alegadas interferências do Governo nos órgãos de comunicação social. Mostrando-se sempre bom conhecedor dos assuntos em causa, soube fazer perguntas acutilantes nos momentos certos e revelou respeito pelos portugueses que o elegeram com a missão não só de legislar mas sobretudo de fiscalizar o Executivo e as suas múltiplas ramificações.»



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