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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 23.05.20

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Ana Vidal: «Em tempos de crise profunda todos os ópios são poucos e em Portugal, país de prodígios inesperados, deu-se o milagre da fusão: surgiu um vitorioso Jesus, que parece ter descido directamente dos céus aos relvados. Se não, como se explica um insistente teaser a abrir telejornais, anunciando "O verdadeiro Jesus como você nunca o viu"? Fico curiosa com o que terá a dizer-nos este novo messias nacional, mas logo me dou conta do estado alarmante a que chegou a alienação geral. A principal promessa da "reportagem alargada" não me deixa dúvidas: "Jesus revelará à SIC, em primeira mão, quantas pastilhas elásticas mastiga em cada jogo". Valha-nos Deus.»

 

Leonor Barros: «Podia até parecer uma réplica manhosa do Sexo e a Cidade: em vez das quatro magníficas às compras na senda dos últimos Manolo Blahnik ou Jimmy Choo, uma horda de mulheres na capital lusa, pontilhada aqui e ali com a presença masculina, na procura dos seus objectos de desejo para um Verão que se prevê tórrido. Assim era o mulherio desvairado com aquilo que não é necessário mas que, sendo acessório, se pode tornar fundamental e necessário na vida de uma mulher. Acontece a todas ou a quase todas. Acontece-me a mim, por exemplo.»

 

Teresa Ribeiro: «O documento, intitulado Os Impostos no Parlamento Português – Sistemas e Doutrinas Fiscais nos séculos XIX e XX, referia que nos últimos 150 anos a tributação nunca tinha parado de subir, mas que nas últimas três décadas o seu aumento tinha sido exponencial. Segundo o coordenador do estudo, o professor catedrático do ISEG Nuno Valério, em 1974 o Estado central absorvia 10% da riqueza nacional. Em 2005 esse valor ascendia aos 25% e correspondia a um terço do PIB, caso estas contas se estendessem a todo o sector público.»

 

Eu: «Terceira e última incursão à Feira do Livro. Trago de lá Portugal – Ensaios de História e de Política, de Vasco Pulido Valente. Uma edição Aletheia que encontro como Livro do Dia: 9,5 euros. Boa compra, não tenho dúvida. E um romance do Francisco José Viegas que há muito tempo procurava: Crime em Ponta Delgada. Encontro-o junto às "sobras” da Europa-América: é o último exemplar. Trago-o por 2,49 euros. Tanto quanto Horizontais Dois, Verticais Um, mais um livro de Ruth Rendell a entrar na minha biblioteca.»


1 comentário

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De Isabel a 23.05.2020 às 18:20

Ao comentário de Ana Vidal eu responderia que Deus não nos valeu. E com o estado/PS maior comprador de publicidade de aos media também não é provável que a curto prazo nos vá valer.

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