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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 06.04.20

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Ana Margarida Craveiro: «Na Inglaterra rural, encontramos casas normais dos séculos XIV ou XV. São habitadas, ainda hoje, e em perfeitas condições. Para os proprietários poderem fazer obras, requerem licença a três entidades diferentes, que visam manter o património arquitectónico do país. Em França, existe um regime muito semelhante, e é por isso que encontramos, por exemplo no Poitou-Charentes, aldeias belíssimas, transplantadas de outro tempo mas com todos os confortos modernos. Dir-se-á que este cuidado com a habitação requer dinheiro. Sim, é verdade. Mas, e sobretudo, requer duas coisas muito diferentes: uma sensibilidade estética, manifestamente ausente no engenheiro técnico Pinto de Sousa, e uma luta acérrima à corrupção, que permite estes licenciamentos de terror.»

 

João Campos: «Regressado enfim do "fim-de-semana pascal" por terras alentejanas (e ainda sem o folar de Olhão - mas agradeço as dicas deixadas nos comentários), vejo que o país nem morreu, nem ressuscitou, mas continua mais ou menos na mesma: continua-se a malhar na Igreja, desenterra-se mais um escândalo de Sócrates (sublinhe-se: mais um), e o que já estava mau - o país, para resumir - continua a deslizar lentamente ladeira abaixo.»

 

João Carvalho: «Sócrates é o autor daquelas casitas na Guarda ou não? Pela resposta só ficamos a saber que são da sua responsabilidade. É a resposta típica do primeiro-ministro que temos. Sabia ele do negócio PT/TVI? Não teve conhecimento oficial. Mas, afinal, sim ou não? Nim. Para um primeiro-ministro que passa o tempo a apregoar uma receita de "excelência" e "rigor" como se fosse a sua especialidade, o problema está no acabamento que lhe estraga ciclicamente o esforço: o Cerejo em cima do bolo.»

 

José Gomes André: «Mais curioso do que os factos relatados propriamente ditos, é observar a atitude de Sócrates perante a notícia do Público sobre as alegadas falcatruas na Guarda. O primeiro-ministro pouco interesse tem em esclarecer, explicar ou até mesmo negar as notícias, concentrando-se, pelo contrário, na crítica ao simples facto de as mesmas terem sido transmitidas. É um truque com barbas: quando a mensagem é incómoda, bate-se no mensageiro.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Este país começa a ser, todo ele, não um arremedo de país, mas um programa humorístico. E ainda Passos Coelho não entrou em cena.»

 

Teresa Ribeiro: «Alguém disse que a primeira visita a uma casa-de-banho pública condiciona, de forma irreversível, a opinião dos turistas acerca dos países que visitam. No meu caso confirma-se e o Japão não é excepção. Quanto da sua peculiar cultura se revela também neste detalhe: a par de sanitas high-tech com tampos giratórios aquecidos e repuxo, no império do sol nascente proliferam os wc japonese style, que não são mais que umas fossas abertas no chão (ugh!). Na estação, nas ruas, por todo o lado onde circulo nem um papel no chão, nenhum escarro ou presente de canídeo. E vem-me à memória uma frase batida: "Por que é que os portugueses são tão porcos?"»



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