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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 25.03.20

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João Campos: «A confirmar-se a abstenção do PSD na votação do PEC - que, dizem, nem devia ter lugar -, a grande vitória cabe ao CDS, que cada vez mais se assume como "o" partido da direita portuguesa. Já o tinha demonstrado com uma boa campanha para as últimas legislativas, que lhe valeu um resultado francamente positivo. E volta a demonstrá-lo agora, ao assumir o papel de principal oposição à direita do Governo. Quanto ao PSD, se, como tudo indica, se abstiver nesta votação, está a assumir responsabilidades por mais este pequeno desastre da governação socialista. E a condicionar a actuação do próximo líder do partido, seja ele quem for.»

 

João Carvalho: «Agora, ao falar do PEC e de 2013, Teixeira dos Santos declara que não quer apenas aproximar o défice dos três por cento, nem sequer chegar ao objectivo desejável dos três por cento certos. Não. O que o ministro das Finanças declara é que o défice em 2013 será de 2,8 por cento. É obra. Em curto tempo, comete erros grosseiros; mas, a três anos de distância, é de uma precisão impensável. Se não é alguma bola de cristal que recebeu por conta do IRS de um vidente, então o mágico é ele. O que significa coisa nenhuma, porque já ninguém acredita em mágicos.»

 

Luís M. Jorge: «Vi ontem a reacção de Francisco Louçã ao aumento do risco da dívida portuguesa de longo prazo proposto pela Fitch. Não recordo as suas palavras exactas, mas julgo que não erro ao resumir assim o argumentário do dirigente do Bloco de Esquerda: a Fitch não tem autoridade para avaliar o risco da nossa dívida, pois já se enganou antes e nada nos diz que não se engane outra vez. Por isso, devemos desvalorizar as avaliações das agências de rating internacionais. Aqui reencontramos o velho esqueleto no armário da vida política nacional: wishful thinking. Louçã gostaria que aquelas empresas não tivessem autoridade, e desejaria que as suas avaliações pudessem ser depreciadas por quem nos empresta dinheiro. Mas não são.»

 

Paulo Gorjão: «Vejo que a tropa de Paulo Portas anda nervosa e incomodada com as eleições no PSD. Nuno Pombo, por exemplo, anda enjoado e com vómitos. Talvez deva consultar o dr. Jacinto Leite Capelo Rego, um conhecido especialista em fenómenos de repelência e de amor militante com humor.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «É natural que o PSD se vá abster na votação do PEC. É normal que assim seja. Na bancada do PSD quando se está contra o caminho é a abstenção para a seguir se criticar. Vamos ver como é que Passos Coelho vai gerir esta abstenção e quantos dos actuais deputados virão depois dizer que estavam contra.»

 

Eu: «À hora a que escrevo, já todos conhecemos com clareza as posições que os partidos parlamentares tomarão esta tarde na votação da resolução sobre o PEC. Todos menos um. O do costume. O PS, naturalmente, vota a favor. CDS, PCP e Bloco de Esquerda anunciaram oportunamente que votarão contra. A incógnita, uma vez mais, parte do PSD: o grupo parlamentar social-democrata permanece reunido, sem linha definida, como se não soubesse bem se há-de assumir-se enfim como um verdadeiro partido da oposição ou continuar a ser a muleta do Governo.»



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