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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 22.11.19

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Ana Sofia Couto: «Chego ao Portinho da Arrábida para não fazer grande coisa: tomar um café, ler o jornal e ficar a olhar para o mar. Mas os planos alteram-se quando vejo a areia. A praia está diferente. Uns estão deitados, outros correm, quase felizes: estão ali, mais ou menos, quinze cães. Um está bastante magro, os outros aguentam-se. Não sei há quanto tempo estão ali. Parecem (é a única personificação que me ocorre) acomodados. Começo a sentir-me muito mal. Ligo para uma associação que conheço, mas percebo que não podem resolver a situação. Não sei como explicar aquilo. Estão para ali, abandonados na praia.»

 

Luís M. Jorge: «Seria trágico que os melhores amigos do primeiro-ministro fossem inquiridos por um afilhado da doutora Manuela, ou que um vereador do partido que os portugueses preferem tivesse que rastejar aos pés de um admirador de Louçã. Uma justiça merecedora do seu nome deve ser partidarizada: assim o exige o voto popular, a única raiz do poder soberano.»

 

Paulo Gorjão: «Quem chegasse agora ao planeta Terra oriundo de Marte e que nada soubesse sobre o PSD provavelmente diria, quase de forma imediata, que o seu líder era Aguiar-Branco... A direcção do PSD neste momento não existe, restando apenas alguns núcleos dispersos de actividade partidária, sem qualquer unidade ou orientação estratégica. Do princípio ao fim, este é o magnífico legado de Manuela Ferreira Leite.»

 

Eu: «"O passado nunca morre, nem sequer é passado." Lembrei-me desta frase de William Faulkner ao princípio da tarde de hoje, na cerimónia de despedida do Jorge Ferreira, a que assistiram largas dezenas de pessoas - algumas das quais colegas de faculdade que não via há quase 30 anos. Além dos familiares, lá estavam amigos que ele foi fazendo ao longo de décadas - na escola, na universidade, na vida partidária, no Parlamento, na advocacia, no Instituto Politécnico de Tomar. Lá compareceram deputados, advogados, juízes, jornalistas, professores, bloguistas, estudantes universitários, dirigentes políticos, gente das mais diversas crenças e dos mais diversos quadrantes.»


1 comentário

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De Luís Lavoura a 22.11.2019 às 11:52

Porque é que a Ana Sofia Couto começa a sentir-se muito mal? Devido ao cheiro a óleo que emana das águas do Portinho da Arrábida?

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