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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 12.09.19

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Paulo Gorjão: «Manuela Ferreira Leite poderá ter diversas qualidades, mas a franqueza não é seguramente a principal. O caso da regionalização é um bom exemplo. O programa eleitoral do PSD não se compromete com uma data para o referendo sobre a regionalização. Assume o compromisso de o realizar e nada mais.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Os partidos, que têm por  obrigação dar voz e enquadrar os anseios da comunidade, ou dos segmentos que representam, desta vez, por unanimidade, coisa rara entre nós a não ser quando se trata de condecorar um vulto saído da obscuridade, acharam por bem acolher as propostas da AEP. De Paulo Portas a Francisco Louçã, de Manuela Ferreira Leite a Jerónimo de Sousa, sem esquecer José Sócrates, não há líder que não fale nas PME.»

 

Teresa Ribeiro: «Tudo nos comove. E depois há a guerra. A que foi nossa e ainda assim conhecemos tão pouco. Não é por acaso que esta correspondência foi classificada para efeitos de publicação como "Cartas da Guerra". Suponho que foi sobretudo a consciência de que podia valer como documento que levou Lobo Antunes, sempre tão cioso da sua privacidade, a consentir na sua divulgação.»

 

Eu: «Hoje, na RTP, Ferreira Leite foi derrotada por um Sócrates em boa forma. O primeiro-ministro limitou-se a repetir com ela a táctica que já empregara no frente-a-frente com Francisco Louçã, há quatro dias: consultou o programa eleitoral da sua antagonista e durante mais de uma hora transformou-o em arma de arremesso, condicionando todo o curso do debate. A líder dos sociais-democratas, a quem caberia a ofensiva enquanto dirigente do principal partido da oposição, passou o tempo a tentar justificar omissões e contradições do seu programa em vez de fazer a análise minuciosa de mais de quatro anos de uma governação falhada.»