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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 19.08.19

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André Couto: «Zagreb fez-me lembrar Havana. Uma cidade de edifícios deslumbrantes mas na sua maioria bastante degradados. No entanto, ao contrário da capital cubana, em Zagreb já se nota um esforço de recuperação do parque edificado. Ao ritmo patente, alguns anos mais e dará cartas, merecidamente, entre as mais concorridas cidades europeias.»

 

Ana Margarida Craveiro: «Dois agentes da PSP, agredidos na Amadora em 2004 quando estavam em serviço, não vão ser indemnizados por danos morais e físicos e foram obrigados a pagar as custas do processo porque os agressores, condenados em tribunal, apresentaram atestado de pobreza.» No Público. (O único comentário seria a extrema vergonha que sinto por viver num país assim.)

 

Ana Vidal: «Tive hoje de manhã o desgosto de saber que José Sócrates não comenta "disparates de Verão", o que me fez perder a legítima esperança que tinha de vê-lo aqui, no DELITO, a comentar esta minha esforçada série dos ditos. Ainda estou profundamente abalada com a notícia.»

 

Jorge Assunção: «Enquanto no campeonato do mundo de atletismo Nélson Évora ganhou a medalha de prata, no campeonato português do quem dá mais a Santarém Sócrates ganhou a medalha de ouro (e, provavelmente, um voto nas legislativas).»

 

José Gomes André: «Já não bastava termos um futuro deputado da nação a proferir insultos públicos, usando não uma, mas duas vezes uma expressão ("filho da pu...") que julgava banida do debate civilizado. Agora temos também uma curiosa personagem ("João Coisas") de um blog de primeira linha (o Simplex) a enviar mails intimidatórios, apenas porque alguém resolveu ilustrar um texto com uma foto de Carolina Patrocínio - daquelas que se encontram aos milhares no Google. O episódio é explicado aqui e tem a sua graça. Sorte teve o Pedro Correia em apostar num cherrycake em vez de uma foto da dita Carolina, ou tinha também uma ameaça de um processo em cima por um "alegado amigo" da dita.»

 

Eu: «Uma indignidade que devia envergonhar qualquer português: uma adolescente violada viu, à insuportável violência de que foi alvo, somar-se o enxovalho de aguardar horas a fio que os especialistas cumprissem um horário qualquer da função pública, sem poder sequer deslocar-se ao WC. (I)moral da história: neste país as violações só podem ocorrer das 9 às 17, sob pena de se aguardar uma noite inteira por um perito - e nem pensar que sucedam no mês de Agosto. Um verdadeiro nojo.»

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1 comentário

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De Vorph Valknut a 19.08.2019 às 13:58

Ser ou não ser, eis a questão. Que é mais nobre para a alma? Suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim, tentando resistir-lhes? Ou morrer... dormir... mais nada. Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos, que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando por fim desenrolarmos toda a meada mortal, põe-nos suspensos. É essa ideia que torna verdadeira calamidade a vida assim, tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis morosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia, contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz cobardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem. Algo anda mal no Reino de Portugal

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