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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 18.06.19

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André Couto: «Frontal e transparente. Íntegro. Presente de rosto, corpo e alma em todas as suas causas. O que muitos dizem ser mas que poucos, muito poucos são. Isto foi Carlos Candal. Por todas as vezes que gritaste "Liberdade!": Obrigado, Camarada!»

 

João Carvalho: «Há um modo masculino de vestir com que embirro solenemente: rejeitar a gravata, mas usar blazer por cima de camisa para gravata. Não sei bem por quê, mas embirro. Talvez seja pelos colarinhos que não assentam, cheios entretela, rijos, com um dos lados descaído por dentro do casaco e o outro lado a espreguiçar-se cá fora todo esticado. Aquilo acaba por nunca assentar bem.»

 

Eu«Facilmente se compreende este objectivo estratégico do PS: é hoje impossível governar um país em crise com os socialistas a valerem eleitoralmente apenas mais cinco pontos percentuais do que a soma BE+PCP. Ao procurar estreitar os 21% de apoio eleitoral agora obtidos à esquerda do PS, Sócrates não se limita a cuidar da sua sobrevivência política: acaba por prestar também um serviço ao próprio PSD.»

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8 comentários

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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 07:57

BREVE MANIFESTO ANTI PORTAS EM PORTUGUÊS SUAVE
"Real Senhor ía passando... Encostado à bananeira, diz o preto para preta: está bonita a
brincadeira."
1.- Estava eu 'posto em sossego' - aprestando o barquito da família para umas passeatas
na Ria -, quando soube que vinham albergar em Aveiro nada menos que 2-intelectuais-2
de Lisboa, apostados em trocar a missanga de meia-dúzia de refervidas ideias por um
açafate cheio do marfim eleitoral deste Distrito.
De pronto apostado em estragar-lhes o negócio, ainda ponderei então a conveniência de
dar um salto algarvio à Praia dos Tomates - para um tonificante estágio 'à la minuta',
junto da elite bem-pensante e vegetariana da Capital em férias.
Todavia, depressa desisti desse passeio para o sul - confiado em que a singela funda-de-
David, que sempre me acompanha, bastaria para atingir e abater essas aves de arribação.
Não é que não goste de pássaros. Gosto. Mas detesto os cucos políticos - que usurpam e
se instalam com à-vontade nos ninhos feitos por outros companheiros (ía a escrever
'camaradas' - expressão regional caída em desuso, mas recuperável).
2.- Deixando os eufemismos, a verdade é que venho lutando desde há muitos anos
(frustradamente embora) contra o latrocínio institucional de que a região de Aveiro vem
sendo vítima: designadamente, tiraram-nos o Centro Tecnológico da Cerâmica; o
Centro de Desportos Náuticos foi também para Coimbra; o discreto porto da Figueira da
Foz vem sendo privilegiado em relação ao porto-de-mar de Aveiro; a nossa
Universidade só começou a receber dotações decentes depois de saturada a
Universidade do Minho; as questões da bacia do Vouga são tratadas na Hidráulica do
Mondego; a Direcção dos Serviços da Segurança Social de Aveiro foi transferida para
Coimbra; os nossos Serviços de Saúde foram degradados para 'sub-regionais'; a
Agricultura do Distrito passou a ser dirigida pela Lusa Atenas e por Braga (!); e a
supervisão da Educação na região foi repartida entre o Porto e a dita Coimbra.
3.- Só nos faltava agora mais essa: sermos doravante representados no Parlamento por
dois intelectuais da Capital! Era o cúmulo passarem os Deputados por Aveiro a ser
gente de fora - 'estrangeiros' para aqui impontados por Lisboa, como 'comissários
políticos para zona subdesenvolvida' ou 'tutores de indígenas carecidos de
enquadramento'.
Tinha que reagir - e reagi ! 4.- Na verdade, o Distrito de Aveiro sempre foi terra de
franco acolhimento para quem vem de fora - para aqui trabalhar e viver, valorizando a
região (que se torna também sua). Aliás, é esse um dos segredos do nosso crescimento e
desenvolvimento. É esta uma das características da nossa identidade: somos gente
aberta e hospitaleira, tolerante e liberal, civilizada, moderna, culta e progressiva; todavia
- até por isso - nunca tolerámos que nos impontassem mentores! 5.- Disposto a barrar a
promoção (à nossa custa) a tais intrusos, procurei apurar quem realmente sejam.
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:00

6.- Quanto ao Dr. Pacheco Pereira, foi-me fácil saber que, antes e depois do '25 de
Abril', foi comunista radical - daqueles que (aos gritos de "nem mais um soldado para as
colónias") impediram designadamente que Portugal pudesse ter evitado a guerra civil
em Timor (e a subsequente invasão indonésia - com os dramas e horrores tão
sobejamente conhecidos).
Com sólida formação marxista-leninista, o Dr. Pacheco Pereira tem vários livros
publicados sobre o movimento operário e os conflitos sociais em Portugal no início do século
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:00

Constou-me ter agora no prelo um longo escrito sobre as motivações íntimas que o terão
levado a renegar o comunismo - opção ideológica que (a manter-se) não lhe teria
permitido 'fazer carreira' no PSD, como é evidente...
Todavia, segundo notícias de certo semanário, o Dr. Pacheco Pereira recusa o jogo de
equipa que a social-democracia pressupõe: ditadorzinho, não quer na campanha eleitoral
em curso a companhia do Dr. Gilberto Madail - que limita às vulgares tarefas de
motorista: guiá-lo pelo Distrito (que mal conhece).
Realmente, o Dr. Pacheco Pereira ainda carece de alguma reciclagem democrática...
7.- Quanto ao Dr. Portas, esfalfei-me a correr bibliotecas e alfarrabistas - à procura dos
livros que tivesse dado à luz, donde pudesse inferir qual seja afinal a corrente de
pensamento que o norteia.
Baldadamente. De facto, o Dr. Paulo Portas apenas publicou um 'folheto de cordel' (que
me custou 750$00) sobre os malefícios da integração do nosso país na Comunidade
Europeia - opúsculo sem qualquer novidade em relação aos numerosos bilhetes-postais
que vem subscrevendo no seu jornal (sem erros ortográficos, mas com pouco fôlego -
valha a verdade).
Digamos que tais escritos estão para o 'ensaio' como as quadras populares para o
'poema' - na forma e no conteúdo.
Trata-se de breves crónicas fúteis (embora não tanto como as do MEC, que aliás lhe
leva a palma no sentido de humor e imaginação). Espremidas - pingam apenas cinco ou
seis ideias, que não chegam sequer para conformar o anarco-conservadorismo (?) que se
arroga ser a sua actual matriz ideológica.
8.- Certo é porém ter sido com essas 'quadras soltas' que o Dr. Portas concorreu aos
jogos florais da política recente - ganhando (por 'menção honrosa') a viagem turística ao
círculo eleitoral de Aveiro, que o Partido Popular oferecia como prémio para o melhor
trabalho apresentado por amadores sobre o tema do 'antieuropeísmo primário'.
Tenho-me esforçado por lhe estragar tal passeio - com algum êxito.
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:02

9.- Julgavam o Dr. Portas e o enfadado Pacheco Pereira (outro excurcionista) que as
respectivas candidaturas a deputado por Aveiro eram 'favas contadas'.
Não nos conhecendo, supunham que os aveirenses ('provincianos' como nos chamam)
ficaríamos enlevados e até agradecidos pela sorte (grande) de passarmos a ser
representados no Parlamento por 'lisboetas de tão alto gabarito' (a expressão não é
minha, evidentemente).
Terão assim ficado surpreendidos pelo 'impedimento' que - logo após a 1ª anunciação -
eu próprio (parente muito chegado da noiva) entendi opôr firmemente ao casamento-de-
conveniência que pretendiam contraír com a minha querida região de Aveiro (num
escandaloso golpe-de-baú eleitoral - para usar linguagem de telenovela).
Como consequência imediata, eles - que tencionavam 'casar por procuração' (que é
como quem diz sem-sequer-cá-pôr-os-pés) - tiveram que se dar ao incómodo inesperado
de interromper as regaladas férias que gozavam e vir mesmo mostrar-nos os seus dotes.
Estraguei-lhes o arranjinho! 10.- O primeiro a comparecer foi o Dr. Portas.
Chegou de fato novo e ideias velhas.
E instalou-se num hotel da região - escolhido pela mãezinha (no Guia Michelin).
Desde então, quase não tem feito outra coisa senão passar a 'cassete' - que gravou contra
a participação de Portugal na Comunidade Europeia.
Tão desenvolto como qualquer vendedor de banha-da-cobra, impinge a quem se acerca
as suas críticas à integração (aliás com a mesma monotonia com que o Marco Paulo
repete ter dois amores).
E confunde deliberadamente os erros crassos cometidos pelo cavaquismo.
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:03

Pior é quando reclama que seja submetida a referendo a nossa entrada na União
Europeia - depois de já termos entrado (e... recebido os milhões e milhões que essa
opção facultou aos incompetentes governos do PSD) ! Aliás, o Portas não explica
sequer que mirífica alternativa à comparticipação na CE teríamos podido escolher.
11.- Confrontado com questões políticas mais comezinhas (como a regionalização e o
tratamento dos resíduos tóxicos), não tem opinião própria ou não sabe para que lado lhe
convém cair - e refugia-se então na evasiva: reclama um plebiscito 'adequado'.
12.- Fundamentalista e vaidoso, o Dr. Portas parece estar convencido de que não existe
mais nenhum português inteligente e verdadeiramente patriota - além dele e do Dr.
Manuel Monteiro.
Aliás, o Portas tem o nosso povo em fraquíssima conta...
Não obstante, messias da restauração, reclama 'missionários' (sic) para o seu ridículo
sebastianismo - sem revelar de que Alcácer Quibir pretende afinal a reconquista.
13.- Inseguro, o jovem Portas sublima os seus problemas existenciais numa catarse de
legitimidade duvidosa: exacerba as opiniões políticas que defende a um grau de
intolerância que excede manifestamente o radicalismo aceitável de quem se move
apenas por convicções arreigadas - tornando-se injusto, maledicente e agressivo.
Aliás, o frenesim que reveste a sua militância é bem um indício dessa terapêutica
(praticada que foi, também, por 'chefes' cujos nomes a História registou - mal
comparando...).
14.- Políticamente, o Portas é um 'bluff' - produto acabado de certos meios
intelectualóides da Capital, que funcionam em circuito fechado: por convites mútuos,
elogios recíprocos e esquemas de sobrevivência imediata.
Entre muitos outros, fazem parte de tal 'entourage' o avinagrado Vasco Pulido Valente
('avinagrado' de vinagre - entenda-se) e sua piedosa esposa, D. Constança Cunha e Sá -
ambos comungando os chorudos ordenados que "O Independente" (assim chamado) do
Dr. Portas lhes paga, pelas crónicas de mal-dizer que semanalmente ali escrevinham, no
cómodo formato A4.
Também o inefável Miguel Esteves Cardoso colabora no endeusamento do Portas,
rebuscando a favor do patrão os trocadilhos que lhe deram notoriedade há mais de 20
anos - aquando era uma espécie de menino-prodígio da escrita fútil.
Pena que tenha deixado de ser prodígio e se mantenha menino; pena que desperdice
agora o seu inegável talento juvenil a produzir romances pornográficos - ainda que
muito apreciados pelas pegas e pederastas do Intendente e pelo crítico Henrique
Monteiro, que os reputa (o termo é adequado) como peças exemplares da literatura
moderna.
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:05

15.- O Portas é elitista. Mas simula demagogicamente interessar-se pelos problemas
daqueles a quem, no seu milieu, é uso chamar 'as classes baixas' - como aconteceu
recentemente na Bairrada, quando fingiu participar na vindima que gente simples e
autêntica da terra levava a cabo (por castigo andando agora, há já várias noites, a pôr
'creme nívea' na sua mãozinha mimosa, nunca antes maltratada por qualquer alfaia
agrícola).
16.- O Portas é dissimulado: esconde da opinião pública parte da sua verdadeira
identidade.
Concretamente, oculta que é monárquico - opção que, sendo embora legítima, tinha
obrigação de revelar àqueles a quem pede o voto para deputado da República ! É a tal
'falta de transparência política' que critica - nos outros, claro...
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 10:08

17.- O Portas é um democrata precário: por falta de formação ou informação, por
carência de convicções ou por incoerência, rejeita a aplicabilidade universal da regra
'"um homem-um voto" - verdadeiro axioma da Democracia essencial.
Assim sendo, não me admiraria nada que o Dr. Portas resvalasse a curto prazo para a
defesa de soluções autoritárias para a governação dos portugueses, que (no seu entender)
revelam "uma estranha tendência para o precipício".
18.- Eleitoralmente, o Portas é desleal: vicia as regras do jogo.
Na verdade, tendo-se feito substituir formalmente na direcção d' "O Independente"
(assim chamado), usa agora tal semanário como jornal-de-campanha privativo, aí
publicitando escandalosamente os seus palpites e auto-elogios e atacando e denegrindo
os adversários - com a cumplicidade na batota do respectivo 'conselho editoral' ! Porque
não sou 'queixinhas', não vou lamentar-me nem reclamar contra tão anómalo
procedimento - junto da comissão-de-ética do Sindicato dos Jornalistas, junto da Alta
Autoridade para a Comunicação Social ou mesmo junto da Comissão Nacional de
Eleições.
Não vou sequer queixar-me à mãezinha do Dr. Paulo Portas.
Tão-pouco protestarei junto do Dr. Nobre Guedes - tido por 'dono do jornal' -, até
porque sei que anda absorvidíssimo por visitas diárias a feiras e mercados e pelas
demais tarefas da sua própria 'candidatura a sanguessuga' (também pelo PP), sem que
lhe reste tempo para se preocupar com subtilezas e ninharias éticas.
Aliás, provavelmente não será especialista em 'deontologia profissional do jornalismo'.
Assim sendo, remeto a apreciação da chocante conduta do Dr. Portas e d' "O
Independente" para a opinião pública e para os jornalistas Daniel Reis, Cáceres
Monteiro, César Principe e José Carlos de Vasconcelos - tidos por profissionais
honestos, competentes e livres (aliás como muitos outros).
Concretamente, permito-me perguntar-lhes se acham que o comportamento daquele
semanário e do Dr. Portas (que usa fazer a apologia dos valores morais sociais) seja
éticamente aceitável.
19.- De facto, não é fácil ser-se coerente e sério em política ! 20.- Particularmente difícil
é porém 'fazer carreira política' em Portugal - sobretudo quando não se dispõe do apoio
de qualquer dos 'lobbies' que condicionam quase toda a nossa actual vida pública. Estou
a referir-me à 'solidariedade corporativa' na promoção individual de que beneficiam os
membros da Maçonaria, os confrades da Opus Dei, os agentes dos grupos económicos e
- mais recentemente - os parceiros da comunidade 'gay'.
Trata-se de organizações ou agregados que mantêm intervenção (directa ou indirecta)
praticamente em todas as estruturas da nossa vida colectiva - também nos partidos
políticos e na comunicação social.
Agindo concertada ou avulsamente,os membros de tais 'lobbies' têm grande influência
sobre muitas tomadas de posição de quem-de-direito e sobre a formação da opinião
pública.
Podem designadamente ajudar ao aparecimento de pretensos génios artísticos, 'heróis
sociais' ou ídolos-de-pés-de-barro (como são muitos dos políticos de sucesso).
21.- Por definição, as interferências do género são discretas ou mesmo subliminares - e
passam geralmente desapercebidas aos cidadãos influenciáveis.
Na verdade, quem é que, de manhã, ao acompanhar a torrada e o galão do dejejum com
a leitura do 'Público', pondera que esse jornal tem dono - e que o editorialista Vicente
Jorge Silva é capataz dos respectivos interesses (mesmo quando - agora instalado -
escreve considerações que fazem lembrar os tempos remotos e diferentes em que foi
considerado pelos situacionistas de então como um jovem rasca da 'geração de 60') ? E
quem perceberá que está a ser condicionado na formação da sua opinião, quando escuta na....
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De Vorph Valknut a 18.06.2019 às 08:08

na rádio uma análise ou critica - injustamente lisonjeira - da acção de um diplomata, do
trabalho de um artista ou da capacidade de um político homossexual proferida por outro
homossexual, se não souber que tal apreciação reporta afinal a solidariedade de pessoas
da mesma minoria ? 22.- A acção de todos ou alguns desses 'lobbies' perpassa de facto
os principais partidos - transversalmente.
E, por vezes, é no espírito-de-corpo ou jogo de conveniências dos respectivos
protagonistas que se encontra explicação para surpreendentes convívios gastronómicos
no 'Gambrinus' ou na província e para inesperados apoios ou solidariedades espúrias
ocasionalmente detectáveis nos mais variados campos da nossa vida colectiva.
23.- Republicano convicto, socialista humanista e democrata sem transigências, tenho
feito o meu discreto percurso de político-não-profissional apenas com a ajuda dos
activistas locais do PS e o firme apoio da gente bairrista da região de Aveiro - sem
compromissos em relação a qualquer daquelas estruturas ou 'forças de pressão'. Livre e
independente como sempre, enfrento a presente conjuntura eleitoral com justificada
confiança.
Estrêla de 3ª grandeza nos céus confinados do meu Distrito, nada me ofusca o brilho
fugaz do citado Dr. Portas - cometa ocasional, que desaparecerá deste firmamento tão
depressa como apareceu (e... sem deixar rasto).
Tão-pouco me perturba a dimensão aparente do Dr. Pacheco Pereira - lua nova doutras
galáxias, que (perdido o fulgor militante que o marxismo-leninismo lhe emprestava)
agora só é visível quando reflecte a claridade frouxa dessa extensa nebulosa que se
chama PSD.
24.- Na minha terra, sou mais forte do que eles ! 25.- Na noite do próximo dia 1 de
Outubro, espero poder pendurar no meu cinto de caça política as tais duas aves de
arribação - espécies exóticas lisboetas pouco apreciadas na região cinegética de Aveiro:
um garnisé-cantante e um pavão-de-monco-caído.
Esses troféus servirão de espantalho a futuras transmigrações para esta 'zona demarcada
entre o Douro e o Buçaco"
Carlos Candal....

Para avivar o passado, a quem lhe possa importar .

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