DELITO há cinco anos

João Campos: «Não seremos amanhã quem somos hoje, nem manteremos no futuro todos os pontos de vista que defendemos no passado. É normal que assim seja. Mais do que isso: é necessário. Ao contrário do que se pensa, a coerência não é exactamente uma virtude, algo desejável de preservar incondicionalmente - à partida, durante as nossas vidas continuamos a aprender, a crescer, a evoluir. Só os fanáticos se mantêm coerentes ao longo do tempo, e fazem-no através da mais absoluta imobilidade.»
José Meireles Graça: «Pedro Arroja foi em tempos alvo de uma queixa-crime por difamação (ou injúrias, já não recordo bem) por causa de umas coisas relativamente inócuas que disse sobre, salvo erro, o político Rangel. Processo esse que acabará possivelmente no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e com a condenação, tão habitual que já ninguém fica escandalizado, do Estado Português.»
