DELITO há cinco anos

JPT: «Há dias o Pedro Correia aqui expressou a sua filiação no rumo da máscara descartável. Eu tenho fortes discordâncias, estratégicas e ideológicas, com essa visão que considero meramente tacticista. E, como tal, reclamo o direito de facção aqui no Delito de Opinião. Pois há causas pelas quais urge dar a cara. De modo consistente e perene. Ou seja, não descartável.»
Maria Dulce Fernandes: «Tínhamos quinze anos e era Primavera. Trazíamos os livros, as alegrias, as tristezas e muitas paixões na mochila. Éramos alegres e despreocupadas. Era Primavera e o nosso espírito vicejante bulia por debaixo da bata azul que nos uniformizava.»
Paulo Sousa: «Pedro Nuno Santos não se demite. E assegura: "vou estar aqui muitos aninhos." Se a arrogância e o desrespeito pelos eleitores pagassem dívidas, estávamos safos.»
Eu: «Deixei de ter paciência para ouvir qualquer frase que comece pela muleta verbal "eu acho que". Não há outra tão estafada e repetida até à náusea nos ecrãs televisivos. Esta gente que está sempre a "achar" seja o que for errou a vocação. Em vez de exercer o comentário, devia dedicar-se à resolução de enigmas policiais. Se alguém se tornou especialista em achar alguma coisa, foram os detectives. Sherlock, Poirot, Maigret e Columbo: eis quatro célebres cultores do achismo em versão literal. Mas estes não se limitaram a mandar bitaites: encontraram mesmo o que tinha sido furtado ou estava oculto.»
