DELITO há cinco anos

Cristina Torrão: «E pensar que vivemos num país pertencente à União Europeia, um país não-racista, respeitador dos Direitos Humanos...»
José Meireles Graça: «Rui Rio foi, durante o consulado de ruptura de Passos Coelho, a reserva do PSD para os tempos da concórdia. Um clássico: O PSD sempre teve oposição interna, sem grande peso até ao dia em que passa para o leme, quando o antigo poder, de peso, passa a não ter muito. No PS é igual: todo ele é hoje geringoncista, excepto a parte que não é (Seguro, Sérgio Sousa Pinto e outros próceres. Sócrates também, se aquele percalço que há-de ser julgado numa das próximas décadas não o tivesse remetido para as catacumbas da opinião).»
Maria Dulce Fernandes: «Troco conduta de lixo limpa e desinfectada por espaço de quintal em bom estado, de preferência de uns, mas sem problema se for de outros, durante a semana do Natal. Tenho também compota de tomate para trocar por doce de ginja ou de amêndoa amarga.»
Paulo Sousa: «A ansiedade e a incerteza matam mais que o Covid. Usufruamos pois dos pequenos prazeres, dos momentos em que não temos dores físicas, de quando nos aquecemos com um café, de quando saboreamos o sol na testa, de quando somos prendados pelos sons da natureza ou apenas pela ausência de ruído. Saboreemos a vida, em vez de sofrer por antecipação.»
Eu: «Num aeroporto chamado Humberto Delgado, assassinado por esbirros da polícia política de outrora, verdugos contemporâneos seviciaram e sovaram até à morte um homem chamado Ihor Homeniuk. Condenado a pena capital extrajudicial, em instalações do Estado português, pelo "crime" de querer entrar em Portugal. Precisamente num país que ainda se orgulha de ter sido um dos primeiros no mundo a abolir a pena de morte. Indigna e revolta saber que nesse aeroporto com o nome do general sem medo existe uma alcateia à solta. E também um bando de hienas a proteger as bestas - umas e outras pagas por todos nós.»
