DELITO há cinco anos

José Meireles Graça: «Oksana Homenyuk, a mulher do ucraniano assassinado, entrevistada pela SicN, diz que “sente ódio de cada vez que ouve a palavra Portugal". Não te acompanho completamente, Oksana, porque é o meu país. Mas lá que sinto nojo – sinto.»
JPT: «Já no feriado da Imaculada Conceição - esse sempre dia da Mãe para a minha mãe Marília como o fora para as minhas avós Teolinda e Claudina - congregaram-se para a última despedida. Fizeram-no na escassez deste recolher obrigatório, reforçada pelo discreto encanto burguês, avesso ao sonoro. Tiveram então nem uma meia hora diante daquela que partira, em reconfortos mútuos esgarçados pelos medos actuais. Cinco minutos, gentis e apressados, de um padre católico, apenas colhendo um balbuciado eco face a uma dúzia de descrentes no futuro de paz e luz que - dever do seu ofício - tem que augurar.»
Eu: «Hoje as ditaduras estão fora de moda. E os bigodes também. Até na América Latina, onde outrora pontificavam tiranos como Trujillo, Stroessner, Videla e Pinochet (que usavam bigode). Ninguém gosta de ser associado a elas, ainda que de forma subliminar. Excepto os déspotas venezuelano e nicaraguense, Nicolás Maduro e Daniel Ortega, que de algum modo confirmam a regra. Ou, no continente europeu, o ditador da Bielorrússia, Aleksandr Lukachenko.»

