DELITO há cinco anos

João Pedro Pimenta: «Uma notícia não inesperada mas muito triste. Deixou-nos Gonçalo Ribeiro Telles. Já tinham anunciado estúpida e apressadamente a sua morte, há uns tempos, mas como aconteceu com Mark Twain, a notícia era manifestamente exagerada. (...) Era o último líder vivo da AD e curiosamente o mais velho. Exerceu o cargo de Ministro da Qualidade de Vida no segundo governo da coligação e criou a RAN, a REN e os PDMs. Concorreu à câmara de Lisboa pelo PPM, no meio de inúmeras candidaturas, e conseguiu ser eleito vereador. Lisboa deve-lhe o corredor verde de Monsanto, os jardins da Gulbenkian e o jardim Amália Rodrigues, atrás do parque Eduardo VII, entre outros. Defendia conceitos recebidos no início com estranheza pelos puramente citadinos, como as hortas municipais e a necessidade absoluta das cidades combinarem zonas de cultivo e zonas verdes com o emaranhado urbano.»
JPT: «Belo, sentido e acertado texto de Paulo Sande sobre a guerra no Cabo Delgado. É bom que alguém com visibilidade pública assim se exprima pois são ainda escassos os pronunciamentos em Portugal sobre algo já tão longo.»
Eu: «Gary Cooper [foi] uma das grandes figuras míticas do cinema, que interpreta na perfeição o forasteiro deste filme – homem que alia um perdurável amor à terra a um indomável espírito de aventura, alguém de poucas falas e vistas largas, sempre em demanda de novos horizontes. Precisamente ao inverso dos políticos dos nossos dias.»

