DELITO há cinco anos

Cristina Torrão: «Quem, desde o início, abomina a geringonça, achando inadmissível que partidos como BE e PCP sustentem um governo, também o tem de fazer em relação ao Chega! É uma questão de coerência.»
João Campos: «Ao fim de quatro anos de decreto-via-twitter, de birras ridículas, de gritaria incoerente e com fraco domínio do idioma materno, é refrescante regressar ao discurso articulado, ponderado e frequentemente autocrítico de Obama. Quatro anos de chinfrineira infantil - quase foram suficientes para esquecer que este era o tom normal e expectável num Presidente norte-americano.»
JPT: «O eurodeputado Paulo Rangel publicou anteontem no jornal "Público" o artigo "Cabo Delgado, Moçambique - black lives matter!" julgo que já é de acesso livre (eu estou a consegui-lo). Não concordo com todo o seu teor mas o meu desconforto é por assuntos secundários.»
Rui Rocha: «Lothar Bisky foi um político alemão tendo sido, nomeadamente, co-presidente do Die Linke. Em 1995, foi revelada a sua actividade como informador da STASI, a polícia política da RDA. (...) Bisky foi deputado no Parlamento Europeu entre 2009 e 2013. Foi presidente do grupo da Esquerda Unitária até 2012. É o mesmo grupo onde estão inscritos os eurodeputados do Bloco de Esquerda. Rui Tavares pertenceu também a este grupo, coincidindo temporalmente o seu mandato com a liderança de Bisky. Isto é, Bisky e Tavares foram colegas. Trabalharam juntos no mesmo grupo. Subscreveram documentos e manifestos. Partilharam reuniões, pausas para café, almoços, serões. Tavares, como Louçã, Martins, Marisa, ou as Mortágua, conheciam bem Bisky e o seu passado. Isso não os impediu de o convidarem, por exemplo, para a Convenção do Bloco de 2009, onde Tavares também esteve presente.»
Sérgio de Almeida Correia: «Trata-se de uma série muito recente da plataforma Netflix, com apenas três episódios, cada um deles com cerca de 25 minutos. Os três episódios, com os títulos The Right to Vote, Can You Buy an Election e Whose Vote Counts, têm locução de Leonardo Dicaprio, Selena Gomez e John Legend, por eles desfilando académicos, políticos em geral, congressistas e senadores dos Republicanos e dos Democratas. Cheia de informação actual e pertinente, divulgada, explicada e discutida em termos que a todos são acessíveis, foi uma das minhas últimas agradáveis surpresas.»
Eu: «Não jogam à bola, não protagonizam filmes de sucesso, não ambicionam influenciar ninguém nas chamadas redes sociais. São gente anónima. Mas a eles iremos dever muito. Refiro-me a todos quantos, em vários países, se têm voluntariado como cobaias humanas das vacinas experimentais que permitirão salvar milhões de vidas ameaçadas pelo novo coronavírus. A palavra está fora de moda, mas eu emprego-a mesmo assim: heróis. Eles são heróis deste nosso tempo.»

