DELITO há cinco anos

João André: «Falar da Ana Rita, da Elsa, da C. e da S. não é dar conta de toda a minha vida amorosa até aos 18 anos. Nada disto refere os namoricos de Verão, os jogos de bate-pé (cujas regras me pareciam algo esotéricas), os beijos (chochos, no termo estranhamente apropriado que usávamos) em excursões - perdão, "visitas de estudo" - ou festas e idas às matinés da discoteca local. Aos poucos tais actividades foram removendo a minha incapabilidade de interagir com raparigas de forma mais física (se as circunstâncias fossem assexuadas, eu dava-me melhor com raparigas que qualquer outro rapaz que eu conhecia) e aprendi aquilo que qualquer rapaz deve aprender na adolescência. Nunca fui popular, mas não precisava de o ser.»
