DELITO há cinco anos

JPT: «Clama Costa que a ministra Temido afinal não é o máximo, que a dra. Freitas ("ide visitar os idosos, sede solidários") só atrapalha com a sua atrapalhação, que os sacanas dos doutores esparvoam quando se atrevem a que a culpa disto tudo afinal não é dos putos que festejam. E pontapeia os gajos dos hoteis e dos restaurantes para que se amanhem com a falta de clientela - que ele já fez o que tinha a fazer, até trouxe a Champions. Ainda por cima o mascarado Rodrigues fala-lhe em "segunda vaga" do covídio, sem o avisar antes, qual Centeno, num "ninguém me diz nada"? Barafusta que a "culpa não é minha", levanta-se, num adeusinho "que já se faz tarde", segue à sua vida e dá as costas àquela malta, ali deixada a entreolhar-se até um bocado aflita com a zanga do Chefe. Até o Sousa, que ainda julgava ser o presidente.»
Maria Dulce Fernandes: «Tempos de férias fabulosos, estes, antes do pai se apaixonar por Lagos e Pedras d'El Rei. Só voltei a Alfeizerão e S. Martinho há pouco tempo. Creio que existem os Casais do Norte, a casa, não garanto. Um prédio por outro aviva a memória mas nada, nada mesmo, faz lembrar sequer a casa do Pão de Ló que comíamos à boca cheia.»
Eu: «A mais recente homenagem prestada em vida a Vera Lynn veio da boca da própria Rainha, outra testemunha directa da II Guerra Mundial, já com a actual pandemia em curso. Aconteceu na noite de 5 de Abril, numa rara alocução televisiva da monarca aos britânicos, a propósito deste vírus que assombra o planeta: «Better days will return. We will be with our friends again. We will be with our families again. We will meet again.» Era uma referência directa à canção, fazendo a ponte entre dois conflitos de natureza muito diferente mas ambos sérios testes à resistência humana. A última batalha na longa e frutuosa vida de Vera Lynn, que a 20 de Março, ao celebrar 103 anos, dirigiu uma mensagem aos compatriotas, com vídeo musical alusivo à efeméride. Sob o signo da esperança, incentivando-os a enfrentar o Covid-19. Há poucos dias, a 18 de Junho, o seu coração cansou-se enfim de bater. Mas a voz dela nunca nos abandonará, servindo-nos de inspiração e guia noutras causas e noutros combates. Com a certeza antecipada de que voltaremos a encontrar-nos, sem escudos nem máscaras, numa manhã inundada de sol.»
