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Deixemo-nos de merdas

por Rui Rocha, em 12.05.16

Se estivéssemos verdadeiramente preocupados com a defesa da escola pública, em lugar de andar a perder tempo com os contratos de associação, estaríamos a propor a reintrodução de uma prova de acesso para candidatos à função de professor que impedisse analfabetos funcionais com excelentes classificações atribuídas por instituições de vão-de-escada de ensinar e, para não pedirmos muito, um mecanismo de avaliação adequado dos professores do quadro que afastasse do sistema os que tivessem uma classificação negativa reiterada. Mas claro. A escola pública está ao serviço de tudo menos da educação dos alunos. E depois, já se sabe. Num país em que a discussão científica mais profunda que é possível fazer-se diz respeito à idade real do Renato Sanches, o ministro aponta e a turba corre na direção que o dedo indica, desviando-se cada vez mais da Lua.


20 comentários

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De João Lisboa a 12.05.2016 às 17:07

Sim & adenda: http://lishbuna.blogspot.pt/2016/05/blog-post_68.html
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De Anónimo a 12.05.2016 às 17:34

O financiamento ou não das escolas privadas é uma questão de gestão financeira.
Concordo com a intenção do Governo.
Á mensagem do post é do âmbito estritamente educativo.
Assino por baixo.
João de Brito
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:11

Concordo que são questões que se coloca em planos distintos.
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De JPT a 13.05.2016 às 11:01

Exactamente a minha posição. O problema da escola pública (em que o aluno está no fim de um série de prioridades) está lapidarmente descrito pelo RR, mas a solução não pode ser o contribuinte financiar negócios privados e subsidiar os pais que menos precisam de subsídios.
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De JS a 12.05.2016 às 17:41

Exacto RR.
Entre o modelo centralizador socialista de "formatar" aos montes, e o modelo descentralizado -a escolha/selecção pelos pais e tutores, e consequentemente o aprimorar da oferta- os eleitores escolheram o primeiro.
Estão felizes. Ganharam neste ... e noutros tabuleiros.
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:12

Vamos ter muitos cirurgiões a rir às gargalhadas.
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De Farfaloto Pimpinelo a 12.05.2016 às 17:52

Se estivéssemos preocupados com a EDUCAÇÃO, tomávamos medidas que mexessem na ferida, no cancro, e não andávamos a escarafunchar o intestino à procura da pústula.

Quando se tratou de encerrar escolas públicas e de despedir professores do público, foi um aplauso geral, pois estava-se a combater o desperdício. Agora, é um 'ai Jesus', porque o atual ministério pretende combater redundâncias e poupar dinheiro dos contribuintes.

Querem fazer dinheiro a partir da Educação? Abram escolas privadas, financiadas pelos papás dos meninos. Agora, andar a enriquecer à custa de todos nós...

Imitem a Holanda em alternativa: aí, este tipo de contratos limita a obtenção de lucro a partir da atividade.

Todos enchem a boca com a Educação, mas ninguém, nem os analfabetos funcionais que escrevem «posts» em blogues, estão realmente interessados em cuidar dela.
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De Sigurdor a 12.05.2016 às 20:08

Subscrevo!
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:14

Se a questão lhe interessar alguma coisa, devo sublinhar que defendi várias vezes aqui no DO que questões como o aumento do número de alunos por turma decidida por Passos Coelho foi criminosa e põe em causa a qualidade do ensino. Infelizmente, o actual governo, quanto à reversão dessa medida, até agora não tomou qualquer acção concreta.
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De Tiro ao Alvo a 12.05.2016 às 18:03

Não posso deixar de lhe dar razão. Claro que devíamos estar a exigir que os professores fossem sujeitos a exames (de competência técnica e de personalidade), para poderem ensinar os nossos filhos de forma competente. Assim como devíamos exigir que fossem mantidos os exames de aferição, a nível nacional, única forma de conhecermos o bom desempenho dos alunos e dos professores e, sobretudo, das escolas. Mas andamos distraídos a discutir o que o sindicalistas inventaram para justificar o emprego que abraçaram.
Só não vê quem não quer ver, estas coisas estão todas ligadas e fazem parte de um plano para defender a classe dos professores funcionários públicos, especialmente os mais incompetentes, que apenas querem assegurar que a sua carreira prossiga sem sobressaltos.
Faço votos para que não ganhem esta batalha.
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:14

Subscrevo.
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De Filipe a 12.05.2016 às 19:10

Eu recebi uma reação de um link do vosso blog para uma página que não existe, com o título de "ler".
Que aconteceu?
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:25

Eventualmente algum post publicado por engano...
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De Fernando Sousa a 12.05.2016 às 20:06

Olá, Rui, tudo bem, mas eu iria por partes, não podendo ir a todas; a segunda pode, sim, ser essa, a reintrodução de uma prova de acesso para candidatos à função de professor...
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De Rui Rocha a 12.05.2016 às 20:16

Repara Fernando que não questiono a racionalidade de avaliar o interesse e pertinência dos contratos de associação.
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De Fernando Sousa a 13.05.2016 às 01:01

Então estamos de acordo, Rui.
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De lucklucky a 12.05.2016 às 20:55

A luta é pelo dinheiro que a Democracia extorque com a violência do Estado.

As crianças não entram na equação. São só uma justificação para poder tirar dinheiro.

Se entrassem:
As escolas privadas fariam guerra para terem os seus próprios programas e mandarem para o caixote do lixo como devia a porcaria que vem do Ministério Marxo-Fascista.

Os sindicatos fariam guerra por que o alunos tivessem a melhor escola possível e quereriam competição para se descobrir as melhores técnicas de ensino e escolas diferentes para que crianças diferentes tivessem oportunidades . E ainda nas crianças que estão melhor a aprender em casa em vez de na escola.
E assim melhorarem os Professores. Não só a ensinarem crianças mas abrirem novos mercados para adultos.

No Estado Social a coisa mais importante é o Dinheiro.
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De JAB a 13.05.2016 às 12:02

SUBSCREVO.
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De Manuel a 13.05.2016 às 16:50

Isto de dividir o exercito da pedagogia em dois é um acto falhado do anterior ministro. Ele até tinha uma intenção, quanto a mim, boa, pois queria libertar a sociedade deste fado comunista, só que usou a via errada para o conseguir fazer. O privado nacional está habituado a ganhar muito, a pagar mal e a fazer todas aquelas coisas próprias da exploração do Homem pelo Homem. Não sei se o Sr. Crato alguma vez trabalhou no nosso mercado de trabalho privado, mas independentemente disso, ele devia ter tentado conhecer melhor nossa mentalidade para poder definir a melhor táctica a aplicar.
Talvez se ele tivesse optado por manter o sistema dentro da esfera pública, mas descentralizando-o e desregulando-o o máximo possível, talvez a esta altura o Nogueira estivesse corrigindo testes ou preparando as aulas para amanha.

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