Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Debandada

por Pedro Correia, em 12.02.19

«É ainda esse tacticismo que faz o Bloco abdicar de posições claras e de agir em conformidade como no caso da questão da renegociação da dívida externa que era central e incontornável com o governo anterior, agora transformada em mero pormenor retórico que não perturba o apoio a um governo que perpetua a austeridade.»

 

Excerto de carta assinada por 26 aderentes do Bloco de Esquerda - incluindo dois irmãos de Francisco Louçã - anunciando que se desvinculam do partido

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:


15 comentários

Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 12.02.2019 às 22:56

Um governo de maioria é mais responsabilizado politicamente pelo (in)sucesso governativo do que um minoritário. Se o resultado da governação não decorrer conforme o desejado pode ser usado "o bode expiatório" das exigências da oposição, ou culpar as "forças de bloqueio" pelo insucesso governativo. Quanto às cativações nos governos minoritários, são um instrumento orçamental frequente, apenas, se os parceiros de coligação/de negociação orçamental forem fracos, desleais com o seu eleitorado (daí o termo geringonça se encaixar que nem uma luva ao actual pacto parlamentar). A preocupação primeira do BE e do PCP, ao aprovarem sucessivos orçamentos "aldrabados/cativados" do PS, é a de manter afastado do Poder o PSD, e não a implementação, no orçamento, de politicas que traduzam as preocupações reais do seu eleitorado. Só assim se percebe que não mujam nem tussam com as frequentes cativações a que temos assistido, conducentes à degradação da administração pública, sector tão caro dos partidos de extrema esquerda. ( imaginemos, perante o actual caos nos serviços do Estado e a falta de investimento público, a gritaria, no Parlamento, da extrema esquerda não democrática, se no governo estivesse um partido de Direita democrática) . Em qualquer outra coligação, dita séria e não numa geringonça, a cativação recorrente seria um instrumento que poria em causa a aprovação de um orçamento negociado e por isso uma medida de excepção. Não se pode obviamente concluir que nas coligações as cativações possam ser um instumento para fazer aprovar um orçamento, bem pelo contrário. Ao fazerem-se cativações não se cumpre o acordado com os parceiros de coligação parlamentar.

Hipócritas.....também eu me desvinculei no final do ano passado.
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 12.02.2019 às 23:04

Nunca, pelo menos desde que há registo sem interrupção na Conta Geral do Estado, um Governo cortou tanto usando as cativações feitas no início do ano. Em 2016, foram 942,7 milhões de euros que o ministro das Finanças não descongelou, seja porque entendeu não descongelar ou porque os serviços não pedem o descongelamento dessa verba. Trata-se do valor mais alto desde pelo menos 2004, o dobro dos 445 milhões de euros prometidos à Comissão Europeia.



A isto se chama ir para além da troika. Que têm feito os partidos de extrema esquerda, aqueles mesmos, que acusavam Passos de ir além da troika? Assinado de cruz todos os orçamentos.

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.02.2019 às 23:07

"Coeur à gauche, porte-feuille etc. etc.".

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 12.02.2019 às 23:47

O regime que nos oprime é ultraliberal.
Embora só Passos Coelho o tenha coerentemente assumido, todos os que aceitam jogar segundo as suas regras nāo lhe escapam, nem pela esquerda nem pela direita.
É um regime blindado pela falta de educação cívica, explorada pela manipulação da informação e pelo engodo do consumismo.
Todos dias há provas disso.
A dos últimos dias são a greve dos enfermeiros e o oportunismo dos serviços privados de saúde.
Não adianta, senhores!
Podemos entrar e sair dos partidos.
Podemos eliminar uns e criar outros.
Não mudaremos nada, enquanto não não mudarmos de regime.
Para um regime que ponha o dinheiro ao serviço da gente e não a gente ao serviço do dinheiro.
Perdoem-me a insistência!
João de Brito
Perfil Facebook

De Rão Arques a 13.02.2019 às 08:19

Bengala com bengalada caseira.
Imagem de perfil

De Luís Menezes Leitão a 13.02.2019 às 09:30

Parece que se preparam para aderir ao Chega ou à Iniciativa Liberal.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 13.02.2019 às 09:40

Um dia destes o Pedro Correia, o Luís Menezes Leitão e o Diogo Noivo assinam uma carta similar a desvincularem-se do PSD.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 13.02.2019 às 09:57

Eu assino já para nunca mais acabar a secção Lavourada da Semana.
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 13.02.2019 às 11:09

Não sou, nem nunca fui, militante de um partido político ou juventude partidária. E estou muito bem assim, obrigado.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 13.02.2019 às 11:25

Hihihi, eu estava a brincar, era só uma provocaçãozinha.

Eu fui militante ("aderente", como se chamava na altura) do Bloco durante cerca de dois anos (se bem me lembro). Desvinculei-me quando Santana Lopes era primeiro-ministro, em 2005, creio. Agora sou militante da Iniciativa Liberal. Não é certo que um dia desses não me desvincule dessa também...
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 13.02.2019 às 12:24

" A isto se chama ir para além da troika. Que têm feito os partidos de extrema esquerda, aqueles mesmos, que acusavam Passos de ir além da troika? Assinado de cruz todos os orçamentos." Nem mais.
À boca cheia é o que se ouve, mas a enfeudada comunicação social vai alegremente assobiando para o ar, ignorando ou fingindo ignorar exactamente isso.
Sem imagem de perfil

De Anonimus a 13.02.2019 às 19:36

A coordenadora do Bloco considera que o preço da energia é injustificável: “não tem sentido que um bem essencial como a eletricidade pague a taxa máxima do IVA”, afirma. Assim, o caminho é “ir às rendas excessivas do setor energético”, numa altura em que “já há dados que permitem ao governo cortar 500 milhões de euros nessas rendas excessivas para o ano que vem”.

Com eles, é possível “descer a fatura da luz” e “pela via fiscal também”. Ou seja, "devemos reverter essa que foi uma medida da direita e da troika: voltar à taxa reduzida de IVA”, defendeu Catarina Martins.

De acordo com o coordenadora do Bloco, este é um ponto do Orçamento do Estado e “o governo começa a dar sinal de que percebe essa exigência do Bloco”

Assim, após as negociações, esta “é uma boa notícia”: “o IVA da eletricidade vai descer no próximo Orçamento do Estado”.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 13.02.2019 às 23:42

Irão tremer as pernas dos banqueiros ao sentir os pulos dos 26 NãoSePagaNãoSePaga em agiteprope de Reemissão de marcelinhos & cruzados.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D