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De súbito, a vichyssoise

por jpt, em 20.01.21

 
Tudo piora, numa crise extrema qual a Itália de Fevereiro. Muito pior, aliás, pois mostra a quem tenha um mínimo de decência que neste último ano o governo foi incapaz de aprender e de preparar a administração e a sociedade para a mais-que previsível nova vaga, num insuportável cúmulo de inépcia e inacção, uma incompetência inenarrável. E há quem, numa abjecta indignidade, ainda os sufrague.
 
Os governantes, para se defenderem, sempre fiéis à ideia de que o importante é "ficarem bem na foto", clamam que afinal a culpa é nossa, da nossa "mentalidade" diz Costa, diz a Temido, essa aberração, dizem os prostitutos do regime, os (...) das administrações não executivas, os académicos em busca de "grupos de trabalho", os jornalistas avençados, moles apenas sôfregas das tenças. Miserável gente. Passaram meses a criticar governos de países nos quais a pandemia mais grassava, o Trump, o Bolsonaro, o Boris, até um pouco os suecos e por aí afora. Agora, aqui? Os governantes estão correctos, o povo não presta ...
 
É a nossa "mentalidade" que está errada? Não foram os portugueses a recuar para casa, encerrando seus filhos, seus mais-velhos, logo em início de Março quando o governo inconsciente continuava a protelar, clamando (a senhora da DGS) contra o encerramento das escolas privadas, apelando (a senhora da DGS) a que visitássemos os lares, afirmando (o PR e o MNE) a impossibilidade do fecho das fronteiras? Augurando (a ministra da agricultura) que agora é que ia ser, o inundar da China com as nossas exportações? É a nossa "mentalidade" que está errada? Não clamámos, tantos de nós, contra os sinais erráticos do poder, do "25 de Abril" não mascarado, das manifestações autorizadas, do avante às festas e aos grandes prémios?, não contestámos que isso implicaria uma aligeirar da concentração diante dos perigos? Não apontámos o desvario (do PR Sousa) na trepidante campanha veraneante, em tronco nu Algarves afora? Onde esteve, estes meses todos, a "mentalidade" do poder, a gravitas, a consciência? A razão? Um poder tonto, é que tivemos, que temos.
 
E Sousa, esse, serve-lhes, aos do governo, a vichyssoise: o governo não se preparou para a terceira vaga, diz o PR. Como se não tivesse qualquer influência no que se passa. Eanes demitiu governos e constituiu os seus, Soares bateu-se com Cavaco, Sampaio demitiu governos maioritários, Cavaco restringiu-se mas em surdina marcou. E este pateta apenas troca de cuecas em público, roça-se, sem pudor, no povo, partilha bolos com os meninos, fotografa-se. E mente.
 
É evidente que foi o social do Natal que catapultou o que se passa. Exaurindo SNS e matando gente. Apesar de tudo houve gente no governo que quis incrementar as restrições nesse período. Inclusive lançou-se uma campanha publicitária (de facto propagandística, propaganda de cidadania): esta "Não deixes entra o vírus" - feita à revelia do inenarrável Ministério da Saúde, para o qual é suficiente deixar um ridículo doutor, de bigode retorcido, a mandar-nos fazer compotas, para re-mobilizar as pessoas diante dos perigos (que melhor ilustração da desvairada cultura das elites da administração pública, dos atrevimentos dos pequenos poderes?). Pois então as opiniões internas eram diversas. E o vosso "Marcelo", o meu abjecto "Sousa", influenciou-os, aos do governo, a animar o Natal, isso pressionou, para proteger tanto o comércio como os "afectos" e "famílias" deste país tão "católico". E, ainda que muitos quiséssemos "não deixar entrar o vírus" no Natal, veio ele (lembrai-vos?), risonho, anunciar que iria fazer várias refeições em família. Quereis maior minar das preocupações, das cautelas? Só se pensar na propaganda do governo, na véspera do Natal a anunciar as vacinas, quais prendas no sapatinho, e a enviar SMS's aos portugueses (aos eleitores, que é só assim que nos percebem, só assim, para isso, contamos). Haverá maior desincentivo para uma "mentalidade" hiper-cautelosa?
 
E vem agora Sousa atirar a vichyssoise aos pacóvios do governo, apontar-lhes a responsabilidade, descartar a caspa que lhe cobre a alma. Os do governo muito merecem e fazem por merecer as deslealdades dos cúmplices. E comem agora do que promovem. O aldrabismo visceral - e, infelizmente, neste caso assassino - do "católico" Sousa.
 
Entretanto, passam-se semanas em negociações, esperando pareceres de infarmeds e umas eleições que ninguém pensou em planificar - nem um boletim de voto apropriado conseguiram fazer, para além do caos das votações antecipadas, sob um ministro tétrico, esse abominável Cabrita. E, ainda que Costa tivesse dito em finais de Abril que tudo faria para nos proteger da pandemia, mesmo que violando a Constituição, nem conseguiram antecipar tudo isto, planificar o adiar das eleições. E dizem-nos, afinal e como se não fosse para eles letal, que não têm tempo para a "revisão constitucional" que seria necessária para esse adiamento. Que andaram a pensar nestes meses? Enfim, todas estas delongas, todas estas "excepções", toda esta abissal disfucionalidade, toda esta "crónica da crise anunciada", tudo isto pela vontade titubeante, nada esclarecida, de querer proteger "interesses". E tudo descamba.
 
Costa não é Sócrates (quer sê-lo quando procura controlar, para ganhos dos seus, o dinheiro europeu, nas manigâncias da ministra Dunem). De facto, Costa mostra-se agora tal e qual é, o pouco que é: um Guterres de segunda, emaranhado nas indecisões e nos tacticismos, na aflição da opção, numa indecisão radical para tudo que ultrapasse o mero jogo de bastidores, esse pouco que julga ser a política. Costa nada é, para além deste desastre evitável.
 
Guterres foi-se quando se levantaram os produtores de vinho, por causa do limite alcóolico dos condutores. Foi-se por uma minudência, a gota de vinho a transbordar o copo. Foi há vinte anos. Ainda havia energia para protestos consistentes.
 
E agora, apenas vinte anos passados, aceitamos este aldrabismo de Sousa, esta atrapalhação de Costa.
 
O país precisa de ventilador.
 


28 comentários

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De Anonimus a 20.01.2021 às 15:04

Falta referir as culpas do Passos Coelho, da Direita em geral e das suas políticas pós-25 de Abril, do grande capital e dos hospitais privados. E dos anti-patriotas que vão para União Europeia fazer queixinhas.
Esses aí referidos no texto têm algumas responsabilidades, mas poucochinhas, assim como que o tamanho de uma vitória do Seguro.

Relembrar que Costa tem responsabilidades governativas em diversos Governos, incluindo em pastas que hoje precisam de "urgentes mudanças estruturais". Poucochinhas, mas tem.
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De jpt a 20.01.2021 às 18:29

Faz bem em lembrar Passos Coelho. Com efeito muito do que se está a passar é da sua responsabilidade. Voltarei ao assunto em postal futuro.
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De Anónimo a 20.01.2021 às 15:17

Democracia desparticipativa. Dois comparsas e as suas respectivas "ego-trips".
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De jpt a 20.01.2021 às 18:30

Costa é só ambicioso. Sousa é desvairado egotista
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De Anónimo a 20.01.2021 às 15:38

Há pouco num canal de TV o PM do Reino Unido respondia a perguntas, bem duras, de vários quadrantes, inclusivé de deputados (MPs) do seu partido que, óbviamente, não lhe devem a nomeação para terem lugar naquele Parlamento.
Noutro canal, com pompa e circunstância, um PM cronologicamente nomeado PR de uma supinamente artificial União política, proclamava ufano inconsequentes platitudes.
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De jpt a 20.01.2021 às 18:31

há por cá, na política/imprensa, um "respeitinho" gigantesco pelos empossados
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De Anónimo a 20.01.2021 às 15:40

Excelente texto para enviar a todos os portugueses acordarem !

A,Vieira
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De jpt a 20.01.2021 às 18:32

Falando com toda a franqueza: muito obrigado.
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De João Sousa a 20.01.2021 às 16:03

"roça-se, sem pudor, no povo" - como gostaria de ter sido eu a escrever esta maravilha!
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De Anonimus a 20.01.2021 às 17:00

Só se roça porque o povo deixa. E gosta.
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De jpt a 20.01.2021 às 18:33

anonimus, também é verdade. E é isso a dor ...
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De jpt a 20.01.2021 às 18:33

escreve-a também, partilhamos a autoria. Apenas descreve o real, nada mais.
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De Anónimo a 20.01.2021 às 16:08

O jpt faz aqui uma crítica feroz ao governo e ao PR. Algumas coisas falharam na gestão da pandemia(não fechar as escolas neste momento é um erro enorme).
Mas eu também culpo os outros partidos da falta de seriedade o PCP então foi de uma arrogância com o Avante e o 1 Maio e até em inúmeras intervenções completamente desajustadas. Culpo-os a todos(partidos) acima de tudo de muita hipocrisia de cinismo e até de algum negacionismo.
Isto é um problema de saúde muito grave e não de ideologias que não interessam para nada.
Em primeiro lugar deve estar sempre a saúde porque sem ela não podemos ter uma economia próspera e saudável.
Mas independentemente disto tudo: seria sempre difícil gerir uma pandemia ainda com contornos desconhecidos como provam todos os dias as dificuldades de todo o mundo. Basta apenas olhar para a Europa para perceber que eles também tem andado perdidos.

Saúde, jpt !

Ricardo Santos
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De jpt a 20.01.2021 às 18:36

Ricardo Santos: sim, há muita deriva nos partidos. E nós aqui no DO temos amiúde referido isso. Mas são estes PR e PM (seu governo e administração tutelada) que têm os poderes fácticos.
E sim, noutros países também há aflição. Alguns com bons resultados iniciais na luta contra o covid. Mas isso não invalida o disparatado rumo que as nossas autoridades convocaram.
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De ChakraIndigo a 20.01.2021 às 18:36

Enquanto houver alguém que expresse desta forma mobilizadora o "direito à indignação", há esperança num Portugal mais pragmatico e competente.

Confesso que eu já desanimei faz anos.
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De jpt a 20.01.2021 às 21:08

é preciso resmungar
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De Anónimo a 20.01.2021 às 18:47

Lá está o senhor a perturbar o abúlico e mansíssimo rebanho...
Deixe-o nas suas, dele , rebanho, inabaláveis certezas : o Benfica é o maior do Mundo, o soares é (foi) um estadista e e o anacleto é uma robusta inteligência.
O Reino dos Céus está-lhe garantido, ou se está !...

JSP

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De jpt a 20.01.2021 às 21:08

Este ano o Sporting vai ser campeão.
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De Vento a 20.01.2021 às 18:54

Como ser divino que sou, tenho de melhorar este postal.
Felizmente que nesta nação tudo ocorre por acaso. E por acaso temos um governo de merda, à semelhança de outros anteriormente.
Só não é por acaso fazer-se bem; e bem temos poucochinhos a fazer e a trabalhar.
Ainda a propósito do trabalho, creio que esta merda no país ocorre porque se trabalha muito e mal. Eu sempre fui apologista de trabalhar-se pouco e bem. E resulta, mas não em Portugal que está viciado em muito trabalho. Gostamos que tudo possa sair mal para poder dizer que foi com esforço.

Como ser divino que continuo a ser, em Março escrevi sobre o que devia fazer-se, incluindo telescola e hospitais de campanha, e alertei que tínhamos 3 anos duros pela frente; e mantenho, mesmo com a vacina que tantos adoram mas que não resolverá nada. Todavia, espero que ofereçam oportunidade aos russos para introduzir a deles no mercado ocidental.

Quanto ao Natal, felizmente passei em família e com a família; e voltaria a fazê-lo. Dirá este governo que a minha família e eu somos exemplares, pois nenhum, idosos e jovens, levou com o bicho.
O indisciplinados, dirão, são os que foram passar o Natal com o bicho.

Adicionalmente, temos o Costa & Cia. a dizer que a porra de um café servido à porta, ou ao postigo, provoca contágios. Ora bem, se o filho da puta do bicho ataca à porta ou ao postigo, abram os cafés e sirvam ao balcão com nr. máximo de pessoas. É preciso muita inteligência para isto? É. Porque os gajos e gajas inteligentes trabalham pouco e bem.
Porém escolas abertas só servem para fingir que estão até que as encerrem, como agora já acontece em muitas. E isto acontece porque temos malta esforçada e muito trabalhadora a decidir que as escolas ficam abertas para serem encerradas.

Dito isto, a alternativa para este pais continuará a ser malta muito trabalhadora mas com muitos maus resultados.
Na verdade se fizermos o apanhado dos países europeus cujas empresas abrem e encerram sem que os funcionários façam horas ditas extraordinárias, verificaremos um número de contágios inferiores.
O que se espera para reduzir-se as horas de trabalho na administração pública e empresas privadas aos trabalhadores presenciais mesmo durante a semana?
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De jpt a 21.01.2021 às 14:20

Retiro o implícito do seu comentário (o qual agradeço): é que apenas um ser divino melhoraria o meu postal. Apesar de considerar algo exagerada tal conclusão, ela não deixa de me agradar.
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De Vento a 21.01.2021 às 19:13

Voltarei sempre que necessário. Não desespere.
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De Anónimo a 20.01.2021 às 19:22

Para além de criticas, com razão sem dúvida, também gostaria de ver sugestões, mas pelos vistos vou acabar por morrer antes de ver alguma. Há quem se roce no povo e há quem se deleite na crítica. Enfim ... prazeres.
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De jpt a 20.01.2021 às 20:51

Seria bom um comentário que apela ao construtivo vir assinado. Ainda assim: 1) há um âmbito crítico que apela a uma tecnicicidade que eu não possuo (administração do sistema saúde e áreas afins). Sobre isso não me lerá, pois não boto sobre isso; 2) no âmbito mais amplo, o da "política" no sentido de relação do poder com a população ("povo", sob outra conceptualização), não é requerido um conhecimento especializado e/ou empírico. Convoca um opinar cidadão, ao qual se reconhecem limites, advindos do insuficiente conhecimento e da subjectividade própria, e virtudes, isso de emanar da democracia. Neste âmbito, o tal segundo ponto, poderá V. (anónimo) consultar este blog, no qual eu e os meus co-bloguistas desde Março tanto temos botado sobre este processo e sobre aquilo que aqui afloro. Ou seja, essa crítica que me atira, o de me roçar no prazer crítico, não a assumo. c) em Maio passado, anónimo, botei na internet um texto de 40 e tal páginas sobre o Covid em Portugal: o título era "para melhor está bem, para pior já basta assim". Não é preciso ser muito inteliggente para perceber que abre caminho a um olhar não radicalmene crítico (no sentido de negativo) sobre a administração portuguesa desta pandemia. Ou seja, eu não me roço no prazer crítico. Aliás, anónimo, não me roço em nada. Afago quando quero, lambo se necessário, penetro quando deixam. Não me roço. É essa a diferença. E há outra. Assino. Sempre.
Percebe a dimensão do bardamerda que lhe estou a dar?
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De Anónimo a 21.01.2021 às 10:06

Eh pah! Tanta conversa! Percebe também que muitas das assinaturas que tanto reclama, não passam de "assinaturas".
Quanto ao badamerda, além da arrogante superioridade que julga ter sobre a sociedade em que se insere, só revela má educação.
E sabe, considerando-me, e sendo, um mero e simples cidadão, mais um como tantos outros, o seu badamerda não me atinge, tão pouco lho devolvo, não merece, porque eu não sou superior a ninguém, mas você está mesmo uns degraus abaixo.
Como tal, afague, lamba, penetre ... e já agora eduque-se. Ah pois ... e assine.
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De jpt a 21.01.2021 às 14:21

ouça lá, leve lá a primeira lição de boa educação: apresente-se antes de começar a falar. E de bónus leve a primeira de decência: não saia à rua a elogiar a indecência.

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