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De novo os coletes amarelos.

por Luís Menezes Leitão, em 08.12.18

France-«-Gilets-jaunes-».jpg

A situação em França demonstra bem o flop total que está a ser a presidência de Macron, como aliás já antes o tinha sido a presidência de Hollande. O movimento En Marche não passou de uma total mistificação, como se alguém que foi Secretário-Geral Adjunto do Presidente Hollande e depois Ministro da Economia no governo Valls pudesse representar alguma novidade em relação ao Presidente anterior. Tudo isto não passou de uma tentativa bem sucedida para travar Marine Le Pen, com a invenção de um novo partido, graças ao facto de a França ter um sistema eleitoral que permite a um partido com 1/3 dos votos ter 2/3 dos deputados. Mas essa alavancagem da representatividade eleitoral falha nas alturas decisivas e aí basta uma fagulha para deitar fogo à pólvora.

A fagulha foi neste caso o aumento dos combustíveis, que é um símbolo da constante tributação de um Estado cada vez mais voraz. Esse Estado persegue os cidadãos até ao tutano, de tal modo que até uma parvoíce de uns coletes amarelos os manda ter no carro, sob pena de multa. Não admira por isso que essa imposição de vestuário seja usada como sinal distintivo pelos cidadãos. Os coletes amarelos são hoje o substituto dos barretes frígios usados pelos que tomaram a Bastilha. E ninguém sabe como isto vai acabar.

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19 comentários

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De lucklucky a 08.12.2018 às 12:33

Ora bem.
Usar os coletes amarelos que é mais uma imposição do Estado é brilhante.
O Estado não pode perseguir ninguém por ter colete amarelo...você vem com traz colete amarelo no carro... sim é o que diz a lei ooops!


Ainda ninguém chamou "Primavera" Europeia mas para lá caminhamos, claro que ninguém irá dizê-lo...

As vagas longas nunca são detectadas, tal como os eleitores não detectaram o caminho do estado Democrático para o Totalitarismo, fiscal, regulatório, o mesmo Estado também não consegue perceber a revolta larvar em muitos sítios... e por cá.
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De lucklucky a 08.12.2018 às 12:55

Mais coisas de França que não pode escrever...

https://www.nationalreview.com/news/academic-stabbed-to-death-for-insulting-mohammed-during-lecture/

An Irish lecturer was stabbed to death by a student outside the Paris university where he taught on Wednesday for allegedly insulting the prophet Mohammed by displaying a drawing of him during class.

John Dowling, 66, was speaking with a student, identified by authorities only as Ali R., following a lecture when the 37-year old student fatally stabbed him 13 times in the throat and chest. (...)
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De José Lopes da Silva a 08.12.2018 às 16:09

Está na BBC. https://www.bbc.com/news/world-europe-46456841
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De lucklucky a 08.12.2018 às 19:43

Ok, obrigado.
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De lucklucky a 08.12.2018 às 19:47

Fui ler a notícia, bela manipulação da BBC - nada de surpreendente - a esconder vária informação.
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De Anónimo a 08.12.2018 às 13:02

Que acabe mal e de preferência que se alastre ao resto da europa.
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De António a 08.12.2018 às 13:58

Vai acabar com a Le Pen no Eliseu. Talvez coligada com a extrema esquerda. E depois acabou a festa.
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De lucklucky a 08.12.2018 às 19:45

Venezuela... são todos socialistas , será só imprimir Euros mais do que aqueles que já são.
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De Luís Lavoura a 08.12.2018 às 15:05

um sistema eleitoral que permite a um partido com 1/3 dos votos ter 2/3 dos deputados

Exatamente.

E, perante os resultados concretos de tal sistema eleitoral, é impossível dizer-se que estamos perante a vontade popular.

Eu diria mesmo mais: é impossível dizer que estamos perante um sistema democrático.
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De Anónimo a 09.12.2018 às 09:28

E diga que países é que têm um sistema verdadeiramente democrático?

Deve ser só a Suíça, ou talvez nem mesmo essa.

Para responder à pergunta é preciso 1º perceber o que é a democracia. Qualquer regime em que o principal poder não é escrutinado, não é uma democracia. E o principal poder, é aquele que toma a última decisão.

Mas isto é complicado para alguns!
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De Luís Lavoura a 09.12.2018 às 17:50

Israel tem um sistema verdadeiramente democrático: há um só círculo eleitoral (todo o país) e a eleição de deputados é totalmente proporcional (não há método de Hondt nem outras falsificações).

Mas eu já nem pediria tanto. Agora, o sistema eleitoral francês (e o britânico, já agora) é que não é, decididamente, democrático.
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De Sarin a 08.12.2018 às 15:07

Com a diferença de os frígios terem sido genuínos e os coletes amarelos estarem infiltrados por agitadores profissionais com objectivo próprio e por "casuals" cujo mote é o vandalismo e a violência.

Vai acabar como antes, a história repete-se.
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De Luís Lavoura a 08.12.2018 às 17:57

Dizer que os coletes amarelos estão apenas infiltrados é ser muito caridoso para com eles.
Quando um grupo convoca uma manifestação sem prever para ela um sistema de segurança, e há merda, e então volta a convocar outra manifestação nas mesmas condições para uma semana mais tarde, e volta a haver merda, e então convoca uma terceira manifestação nas mesmas condições para uma semana mais tarde, então o que se pode dizer é que esse grupo não está infiltrado por agitadores - ele acolhe os agitadores!
Uma vez ainda se compreende o erro, mas segunda e terceira vezes, já não!!!
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De Sarin a 09.12.2018 às 09:31

Luís Lavoura, as novas manifestações são expontâneas, inorgânicas, imediatas. Não obedecem aos velhos paradigmas, organizadinhas com pedidos de autorização, barreiras, cordões policiais e carro-vassoura... adapte-se, sugiro-lhe.

Infiltradas porque no meio de alguma gente que justamente reclama surgem os que nada vindicam, apenas vingam a própria incivilidade. Ninguém os acolhe porque apenas eles estão organizados. Para seja qual for a causa.

Ou então sou eu a falar do alto da minha juventude, prontos!
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De Pedro Vorph a 08.12.2018 às 19:33

Sarin, não há manifestações sem a agitadores profissionais. São eles a vanguarda dos intelectuais de salão. São eles o bicho montado que atiçado desmonta o regime. A classe média essa fica em casa com receio de perder ainda mais qualquer coisinha. Nem que seja só a vergonha de mostrar ser o que já deixou de ser.
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De Sarin a 09.12.2018 às 09:16

Não é questão de classes, Pedro. É questão de classe: não há uma mediana na violência, tangente esta ao civismo mas já fora no seu deslizar para o zero - que é o que acontece quando à humanidade lhe dá para se dividir pelo infinitamente desumano.


Intelectual de salão é oxímoro: não se pode raciocinar sem sentir a lama nos pés, mesmo que depois lavados em água de rosas e malvasia no copo. Sim, podem perorar sem conhecimento de causa, mas por causa deles não insultemos os salões.


E uma causa, por mais justa que seja e esta só é pela metade, perde força na sem razão exponencial ao seu uso.
Ao contrário da Lena D'Água, eu digo Nuclear, Sim, Obrigada - concordo com ela, mas nestas coisas de reivindicações seria melhor que quem protesta identificasse o núcleo reivindicado; como vai, apenas os vândalos se realizam, aos outros explode-lhes nas mãos, talvez mesmo decepando-as.

E antes de te desejar Bom Domingo, permite-me que lamente esta minha linguagem ofensiva para com um povo nórdico, mas era chamar-lhes vândalos ou bestas, e creio ser mais seguro ofender historiadores do que provocar IRA...
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De Luís Lavoura a 08.12.2018 às 16:02

Creio que a presidência Macron não está a ser um flop total: já realizou umas reformas relevantes na lei laboral, ao que parece.
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De Anónimo a 08.12.2018 às 16:11

Eu sou contra a violência e contra os protestos apenas por dinheiro, pois protestos por dinheiro nem sempre são o mesmo que protestos para ter uma vida digna.

Mas os "coletes amarelos" envergonham os tugas em geral só se unem onde haja "circo". Ou não fossemos nós o país dos FFF !
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De Vento a 09.12.2018 às 12:42

Os coletes não têm estrutura para acabar com Macron. Mas Le Pen acabará com ele.

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