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Daquilo do dia contra a depressão

por jpt, em 11.09.19

mal.jpeg

(Transcrevo um postal meu no Facebook, ainda que sabendo ser o ambiente aqui, pejado de anónimos comentadores, muito mais hostil do que o do meu mural no FB).

***

Neste chato calendário laico, pelo qual se substituiu o santo do dia pela boa causa diária, ontem foi o dia mundial contra o suicídio, também dito "contra a depressão". Vejo por aqui-FB muita gente a partilhar os tradicionais dísticos, estandartes contra isso. Como sempre, nestas coisas, não serve para nada.

O estado depressivo é tramado. Homem que se preze nunca o reconhece em público. É até pior do que anunciar a disfunção eréctil. E é quase tão mau, quase, quase, como reconhecer que se tem hemorróidas (o maior tabu dos homens tóxicos, como agora sói dizer-se).

Há alguns anos, em Maputo, botei este texto "A Sair do Armário", e há dois dias recoloquei-o no (novo) blog. É sobre isso mesmo.

Mas como há este dia "contra a depressão" vou adiantar algo mais, a ver se tendes a paciência para ir ler o textinho do blog:

Está(s) deprimido? Deixe-se/deixa-te de coisas, vá(ai) ao médico. Quando dói a dentuça não corre(s) ao dentista? Médico e pílulas, pronto. Siga a marinha ...

É(s) daqueles que não vai ao médico? Deprimido como o c...... mas forte o suficiente para aguentar sozinho? Um gajo rijo, "tóxico", como antigamente havia, material do tempo da guerra? Conheço o estilo, dá cá um abraço camarada. És novo nisto, ou algo recente pelo menos? Então leva três avisos, de um mais-antigo na coisa, veterano do vai-e-vem:

1 - quando deprimido um tipo não bebe. Bebe, muito ou pouco, quando quiseres. Mas não quando deprimido, nunca assim. Sabe mal ...

2 - sentes-te miserável (de facto a gente diz "uma merda" mas parece mal escrever isso)? Não acredites quando te dizem que te enganas nisso. És uma merda, estás deprimido por isso mesmo. Mas lê o Eça, pelo menos. Apanha o Palma Cavalão, o Acácio, o Dâmaso (e até os protagonistas). E olha à tua volta. Está cheio de gente assim e até pior. Andam aí, viçosos e sorridentes - pudera, tantos deles carregados de antidepressivos. Ok, és uma merda. Mas isto está cheio de gente assim, até pior do que tu. Não te preocupes, és um homem, vales pouco. Mas mais que tantos, desses videirinhos, e assim não se justifica o teu choradinho.

3- só há uma cura. O sorriso de uma mulher. Não de qualquer uma, claro. Mas não precisa de ser a Princesa Encantada. Uma mulher sarar-te-á. Mas o problema é que andando deprimido poucas te sorrirão, assim, desse tal modo. E o pior é que, ainda por cima, tu estás tão estuporado que nem repararás quando (e se) isso acontecer. Pois estás ... grunho.

Portanto, larga a atitude. Deixa os alguns mais-antigos seguirem este nosso caminho, quais lone rangers de nós mesmos, relíquias que somos. Estás triste? És estúpido, pá?, deixa-te de coisas, vai ao médico!

E se este escrito te serviu para algo, ó pateta, clica na ligação e vai ler o meu texto no blog. Sim, este A Sair do Armário. Pois mitiga-me a tristeza saber que as minhas patetices são lidas.

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29 comentários

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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 09:39

Tendo ido a "nenhures", boto aqui, com licença do jpt, autor da expressão e do postal, esta também sua, um link que espero não mo levarem a mal. Sobre a depressão surge - me como muito adequada a definição dada por um famoso neurocientista. É a incapacidade para sentir prazer num pôr do sol (anedonia)

https://youtu.be/NOAgplgTxfc

"It's a biochemical disorder with a genetic component with early exposure experiences that make it so someone can't appreciate sunsets"

Pela minha experiência não há, na Depressão Major e Bipolaridade, cura médica, existindo uma componente claramente hereditária, ou de hereditariedade, e possivelmente uma causa genética. Sentir - se triste, não é sentir - se depressivo. Será, julgo, em 2030 a doença mais prevalente e incapacitante das sociedades ocidentais. Porque será?
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De jpt a 11.09.2019 às 09:49

Porque as outras a gente trata.
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 10:08

Cada vez são mais numerosas as doenças que não se tratam, e consequentemente mais frequentes os medicamentos que, prescritos, atenuam, mas não eliminam, os sinais clínicos, o que invariavelmente conduz a que as doenças ganhem um carácter crónico. Mais tarde, ou mais cedo, todos seremos crónicos, sem grandes crónicas (talvez as coisas se relacionem, não sei).

E também não sei, ou talvez julgue saber, vá lá, o porquê das doenças, na sua maioria, adquirirem cronicidade. Mas isso é assunto para outras crónicas.

Contudo, correndo o risco de apelidarem esta minha opinião de neomarxista, vejo como possível etiologia da depressão uma desadequação entre a nossa biologia (lenta nas suas evoluções, involuções e adaptações) e os saltos de tigre culturais e societais. Mas acredito que possa estar errado e se resuma tudo a uma falta de vontade e não de tempo.
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De jpt a 11.09.2019 às 17:06

V. está completamente errado: cada vez são mais as doenças que se tratam. Caramba, em que mundo vive?
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 17:44

Controlo dos sinais clínicos (ex: da dor, etc) e cura (eliminação permanente da doença) são coisas distintas. Cura implica saber ,sempre, a causa e sobre ela actuar. Se notar bem, jpt, são cada vez mais as doenças, ditas, multifactoriais (ex: neoplasias, etc). Contudo, de entre estes, o stress é omnipresente.

Onde vivo? Vivo diariamente com livros de medicina e pesquisa médica. Pratico medicina, e da mais variada
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De jpt a 11.09.2019 às 20:42

V. tem vivido mesmo num mundo diferente do meu.
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 21:54

Jpt, não querendo ser, parecer e tornar a caixa de comentários uma seca, exceptuando as infecto - contagiosas ("a dos antibióticos" ) , a "maior parte" das patologias são controláveis, mas não dispensam o uso de medicamentos para o resto da vida (deixar de os tomar implica o ressurgimento /agudização dos sinais patognomónicos - ex: doenças do foro reumatológico , endócrinas, cardiovasculares, neurológicas, etc). Cura, implica uma terapêutica médica, ou cirúrgica, limitada no tempo, que dispensa o uso, após implementação, de qualquer medicação.
Aliás a indústria médica tem sido criticada por esta abordagem na investigação médica (não, não é um ataque à Big Pharma).
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 10:20

Haja "fé" na ciência. Alguém, ou algo, um dia há-de tratar de tudo. Entretanto, aos que ficam, que esperem na certeza.
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De jpt a 11.09.2019 às 17:06

a ciência, a medicina, trata imensa coisa, deixe-se lá de catastrofismos new age
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De Luís Lavoura a 11.09.2019 às 12:50

Será, julgo, em 2030 a doença mais prevalente e incapacitante das sociedades ocidentais.

Atualmente, é a doença mais incapacitante em países subdesenvolvidos, segundo li há uns tempos, mas não em países desenvolvidos. Já não me recordo de qual é a doença mais incapacitante nestes últimos.
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 14:02

Ora aí está algo interessante. Países subdesenvolvidos com bons sistemas nacionais de saúde, bons departamentos de epidemiologia e salários, suficientes, para serem gastos, pelo geral da população, em ansioliticos /antidepressivos e médicos. O meu aplauso.

Nunca tal li, ou ouvi falar, pelo menos em revistas da especialidade. Tal como nunca ouvi, ou li, terem as doenças metabólicas (endocrinopatias, enfartes do miocárdio, obesidade, doenças auto-imunes ) grande incidência em países pobres (já agora, subdesenvolvido é o mesmo que pobre?)

Mas acredito que haja gente com depressão em todos os países, e até entendo melhor , psíquica e fisiologicamente, a sua epidemiologia num daqueles sítios onde a morte passeia. Já é mais complicado entender o seu brutal aumento (conjuntamente com os transtornos de ansiedade, autismo, deficit de atenção, transtorno obsessivo compulsivo, etc), nos últimos anos , em países, ditos, desenvolvidos. Mas afinal, também, o que faz um país desenvolvido? Ter gente capaz de comprar no supermercado, no talho, ou na farmácia, a felicidade?


https://youtu.be/_IQBrkwqFAY

Eu julgava que nos subdesenvolvidos/pobres as principais causas de incapacidade se relacionavam com a guerra/amputados, doenças infecto - contagiosas (ex:SIDA, Salmonelose), aumento da morbilidade, de doenças "banais", em virtude de uma rede de cuidados de saúde pública insuficiente, ou inexistente....

Não, não estou a julgar a sociedade moderna. Apenas a tentar perceber os seus crescentes gastos médicos em medicamentos usados para aguentar a realidade. Mas o Luís não deve ter desses quesitos. Tudo é Matemática, como no programa da SIC.



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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 09:48

Não me incomodam, muito, os dias contra a depressão. Incomodam - me mais os antidepressivos, não medicamentosos. Os que resumem tudo à falta, ou força da vontade. A imbecilidade. Os "tomistas".
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De Anónimo a 11.09.2019 às 11:40

É por estas coisas que vou lendo que gosto de letras. E aprecio tanto quem as sabe colocar. Não é para qualquer...

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De jpt a 11.09.2019 às 17:07

A gerência agradece a amabilidade
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De Luís Lavoura a 11.09.2019 às 12:53

Claramente, a depressão é um problema que atualmente aflige muito a direita política, como se constata com o aumento do número, da parte de autores dessa tendência política, de posts sem sentido, irracionalistas, ou sobre temas perfeitamente estúpidos.
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De jpt a 11.09.2019 às 13:13

Um postal para a Farmers Weekly
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 14:43

Para se vir a coxear é necessário ter pernas. Para uma depressão, ter um cérebro. Felizes são os que se servem da boca apenas para arrotar, e a cabeça apenas para coçar.

Sendo tu físico (possuidor portanto de um bom pensamento analítico) , mas mostrando, frequentemente, por aqui, uma completa ausência de empatia, presumo teres algum problema neurológico, porventura, entre o sistema limbico /ínsula e o córtex pré frontal. (Psicopatias, Sociopatias).

Para mim, estúpido, além de um cabrão, e, vá lá, um filho da puta, é um tipo que, aquando dos incêndios, usou a razão, para cuspir um argumento, que culpava a irracionalidade daqueles que, perante o inferno das chamas, entraram em pânico.
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De jpt a 11.09.2019 às 17:13

Ixe, esse velho comentário é mesmo patológico. Enfim, eu continuo a achar que o Lavoura tem uma aceitação descabida por aqui, serve até como símbolo da tolerância do DO, a qual roçará mesmo o exagero. Eu lembro-me que lá para 2012, quando da minha primeira participação no blog, li-o ser tão desagradável e rude com uma co-bloguista (não me lembro qual) que lhe disse que nos meus postais nunca mais comentaria, que era demasiadamente mal-criado. Foi-me um resquício daquele cavalheirismo, fora de moda, e até desadequado aos olhos d'hoje. Agora quando voltei entendi não trazer a "bagagem" e fiz por esquecer. Certo que comigo não tem sido particularmente desagradável mas vejo-o dizer coisas que nem sei de onde aquilo vem. Mas pelo menos assina-as. Já os anónimos abrasivos, raisparta ...
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 17:37

Assumo que, por vezes, me excedo, aqui. Mas já dei a cara várias vezes, correndo o risco de ser reconhecido (por aqui, onde vivo, não sou dos mais anónimos), mal entendido e prejudicado. Assumo que gosto de brincar, de provocar (não gozar mas, como disse o jpt, pelo escrito, às vezes é difícil distinguir. Mea culpa). Mas isso é demais (não andava, por aqui, em 2011). Cada um pode ter a opinião que quiser mas deve, também, pelo que escreve, ser responsável. E bem sei que é difícil, quando não injusto, estabelecer um retrato psicológico, pessoal, de quem, do outro lado, lança uns bitaites (sou muito melhor do que aquele que me julgam ser, e muito pior daquele que julgo ser). Mas pela consistência retórica, opinativa, diria que este tipo (Luís Lavoura, será mesmo assim que se chama? - pelos vistos, alguns autores deste blog já com, dito, tiveram trato) é execrável, ou então doente, se a maldade for, sempre, resultado de algum desequilíbrio qualquer...bioquímico, físico, biológico... no andar, no olhar...

Escrevo aqui muita patacoada , mas não tenho de dar cavaco a ninguém (excepto família que, aqui, às vezes, sei que vem espreitar) pois trabalho sozinho, não tendo horários a cumprir. Mas caso soubesse que tinha um tipo, destes, a trabalhar comigo, a debitar barbaridades dessas (não sobre raça, credo, etc), das duas, uma. Se fosse alguém por quem, dificilmente, quero crer, tivesse estima, encaminhava-o para um médico. Se não, olho da rua, ou rua no olho.

Houve outras, como essa, como a do velho, sem casa, por causa dos fogos, e sobre a culpa e estupidez daqueles que se lançaram na estrada, morrendo queimados….enfim.
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De António a 11.09.2019 às 13:24

Mesmo nos dias maus houve um gag no SNL que me fez sorrir.
“Do you feel depressed? Don’t !”.
Não me curou, mas fez-me sorrir. Foi um começo.
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De jpt a 11.09.2019 às 16:16

Não quero ser chato mas hoje estou pedagógico (dei-me para aqui, que fazer? ...). Os sorrisos próprios não curam. Podem animar mas não curam. Por exemplo, um gajo acorda bem disposto, faz um postal bem disposto. Sabe que a compreensão da ironia depende muito do contexto da interlocução e da partilha dos códigos. Sabe que num blog colectivo em que escreve a hostilidade leitora é enorme e que há muitos leitores, ainda que "classe média" letrada seguem coxos leitores, por mero furibundismo. Então, para ser mais compreendido, faz um postal sarcástico -. ciente que a diferença entre a ironia e o sarcasmo é similar à existente entre um suspiro e um arroto, Pratt (e não só) disse-o. Resultado? Vários visitantes atiram-se-lhe por serem incapazes de perceberem para além do literal. Do facial. Apesar do tão óbvio. (Ver abaixo um postal meu recente).

Ou seja, um tipo tem um sorriso. E depois vê a patetice circundante. Vai-se-lhe o sorriso todo. E sente-se um Atlas, carregando a estupidez generalizada aos ombros.

(Como é óbvio este comentário não lhe é dedicado, apenas explicito que um sorriso não chega, às vezes até é pior, pois ainda desarma mais, mais fragiliza)
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De Vorph Valknut a 11.09.2019 às 16:55

Caraças, só espero que não lhe tenha tirado o sorriso. Sinceramente não sei onde e como o possa ter feito. E se o fiz, pois, desculpe.
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De pitos a 11.09.2019 às 20:18

É tão humano! Por isso digno de compreensão. Mas indigno de respeito.
O não se tolerar — melhor, o não se aguentar — que haja pessoas com diferentes opiniões. Sobremaneira as que são diferentes das nossas. Ou, coisa que por aí não falta, as que nos insultam. Têm bom remédio se houver hormonas: publicar mas não responder.

É uma das marcas deste blog que tem vindo a decair como tal desde há uns anos, paulatinamente.
Têm o blog cheio de sub-blogs que, bem organizados, seriam uma melhoria.

O anonimato é exclusivamente alimentado por vós.
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De jpt a 11.09.2019 às 20:44

Não percebo, onde retira que não há respeito ou tolerância por opiniões diversas?
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De Anónimo a 11.09.2019 às 20:23

Pois sim. Mas pelos meus caminhos,arranjando-me ínfimos prazeres,um cais,uma brisa,um díálogo passeante,um disquinho,o tal "anónimo sorriso",o Eça ou o Marcial,nada disto tem aproveitado a um ou uma que me frequentam.
Mas uso, em desespero o seu conselho:---Vai ao Doutor,ele dá um jeito.
De resto saúdo a sua contribuição genuína para alívio desses males.
Mas parece-me que se não for o próprio a tomar a iniciativa.
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De jpt a 11.09.2019 às 20:45

Vá mesmo ao doutor. Desejos sinceros de uma boa convalescença
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De João Sousa a 12.09.2019 às 23:33

Eu acho que nem é necessário o sorriso - basta ver o reconhecimento no olhar de uma mulher com quem nos cruzamos ocasionalmente. É como disse há anos Jakucho Setouchi, uma monja budista: "When people are suffering, when they have some kind of complex, or when they’re lonely, they need someone to notice them, simply to recognise them".

Claro que se vier também o sorriso, melhor. E se o sorriso arrastar um flirtzinho, melhor ainda. Mesmo que seja um mero flirt lúdico para enganar o tédio de uma viagem que já se fez centenas de vezes.
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De jpt a 13.09.2019 às 00:22

nem mais ...

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