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Da lógica

por José António Abreu, em 04.02.16

1. No esboço original do orçamento, o governo previa um crescimento da economia de 2,1% e um défice público de 2,6% do PIB;

2. Partindo do esboço original do orçamento, a Comissão Europeia antecipou um crescimento de 1,6% e um défice de 3,4% e o FMI um crescimento de 1,4% e um défice de 3,2%;

3. O governo e o PS asseguram que as previsões da Comissão Europeia e do FMI se baseiam em dados desactualizados, por não levaram em consideração as medidas entretanto propostas pelo governo;

4. Como é que isso justifica os desvios?


30 comentários

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De Anónimo a 04.02.2016 às 17:16

Quem se acredita no FMI que disse que a nossa dívida era impagável, sem reestruturação da mesma e numa comissão europeia que nunca se importou com o sacrifício dos portugueses... Não merecem nenhuma credibilidade porque são única e simplesmente medíocres, para não dizer maus, ao serviço só de alguns.
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De Fernando S a 04.02.2016 às 17:43

Fie-se na virgem !!...
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De José António Abreu a 04.02.2016 às 17:48

Não creio que ele acredite na Virgem. Só em Costa e Centeno.
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De Fernando S a 04.02.2016 às 17:51

Ah !... Fico mais descansado !... :)
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De José António Abreu a 04.02.2016 às 18:07

Bom, pensando melhor, julgo que ele até poderá vir a acreditar na Virgem - se Costa e Centeno lhe disserem para o fazer. :)
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De Fernando S a 04.02.2016 às 18:42

Este pessoal "acredita" que mesmo na economia é tudo uma questão de boas vontades ("uma comissão europeia que nunca se importou com o sacrifício dos portugueses..." ?!?.. Isto é, se se tivesse "importado" teria dado e não emprestado aos portugueses todo o dinheiro de que precisavam para não terem de fazer sacrificios !!... ) e não de gestão rigorosa e responsável de recursos escassos (e que, em boa medida, nem sequer são nossos) !

Costa e Centeno "acreditam" tanto no efeito multiplicador das "medidas entretanto propostas pelo governo" que foram "actualizando" a taxa de crescimento de 2,4% para 2,1% e, agora, para 1,9% !...
Ainda mais umas medidas despesistas (do tipo 1 € gasto = 4 € de retorno) e pode ser que ainda "actualizem" a taxa de crescimento para valores próximos dos da CE e do FMI !... ;)
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De Anónimo a 04.02.2016 às 20:53

Então pela sua lógica vamos andar eternamente a fazer sacrifícios, a pagar desvios da banca e trapalhadas de irresponsáveis que vão para os governos fazer o que querem e nunca são responsabilizado pelos erros que cometem. Pela sua lógica não importa que as pessoas morram à fome, sejam despejadas das casas que reformados não tenham dinheiro para medicamentos e outros bens, nada disto importa, importa é pagarmos todos os disparates, feitos por outros que não os portugueses. Até quando? Se o próprio FMI disse que a nossa dívida é impagável, afinal como é? É ou não? Se é, é por quem? Por quem se apoderou de bens públicos e fez o que quis? Eu não fiz dívidas e estou farto de pagar os roubos e falcatruas dos outros. Que pague quem esbanjou...
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De José António Abreu a 04.02.2016 às 22:44

"Que pague quem esbanjou..."

Estão ocupados a tentar fazer um orçamento...
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De Anónimo a 04.02.2016 às 23:30

Brinca e mente meu Caro e sabe que mente o que ainda é mais grave. Se fosse uma criança levava um puxão de orelhas, como é um adulto, merece que lhe digam que anda no espaço a levitar. Onde andava quando se deu a bronca do BPN, onde estava na bronca do BPP, onde se meteu na bronca do BES, GES... Isto passou-se cá e os portugueses pagaram e os senhores que fizeram as falcatruas passeiam-se por aí, como se fossem anjinhos. Não se esqueça dum pormenor muito importante, temos um Presidente da República que esteve Trinta anos no poder esse senhor é e sempre foi, do PSD e a democracia tem 41 anos. Quem está a fazer o orçamento está a tentar tudo, para dar a dignidade tirada pelo anterior governo.
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De lucklucky a 04.02.2016 às 23:20

Mas desde quando é que a nossa dívida é impagável. Basta ter défice zero e não temos problemas.

"Pela sua lógica não importa que as pessoas morram à fome, sejam despejadas das casas que reformados não tenham dinheiro para medicamentos "

Não venha com palhaçadas, morriamos à fome no ano 2000? com gastos do Estado muito menores?
Tem muito orçamento para cortar, pode começar pelo da "cultura", da "educação" , muitas mordomias como fundações, comissões, observatórios, RTP's etc, etc. O passado Governo mais Liberal de sempre no dizer da propaganda de Esquerda de alguns elementos deeste blog acabou a criar mais um canal na RTP...

Que tal você começar a perguntar se o Estado precisa de gastar tanto?
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De Anónimo a 05.02.2016 às 12:14

Dê-me exemplos de países com défice Zero. Dê exemplos de países sem dívidas e já agora, dê exemplos de empresas sem dívidas nenhumas. Diga lá. Eu não morri, você não morreu, mas convido-o a sair dos seus aposentos e ir ao Portugal profundo e depois reproduza o que viu. O Estado existe para servir o cidadão que paga os seus impostos, para que esse mesmo Estado, olhe por eles. Os impostos que nós pagamos são para isso mesmo e não para pagar dívidas e trafulhices.
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De José António Abreu a 05.02.2016 às 12:50

Défice zero? Até com superavit. Veja o saldo da Irlanda entre 1997 e 2007:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/treze-graficos-79663017

E depois veja como ela está a recuperar:
http://observador.pt/opiniao/adivinhem-qual-pais-cresce-na-europa/

Mas nós preferimos a mentalidade venezuelana.
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De Anónimo a 05.02.2016 às 16:20

Diga países com défice zero e deixe-se de chavismos e Venezuela que não vai a lado nenhum por aí, antes pelo contrário, só se afunda. Por acaso na Irlanda o salário mínimo são 1600€ Muito parecido com o nosso, não acha? Se calhar está aqui a chave da recuperação.
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De José António Abreu a 05.02.2016 às 17:04

Dados de 2014 (fechados, portanto) e numa lista não exaustiva: Suíça (enfim, -0,1), Dinamarca, Noruega, Estónia, Lituânia, Luxemburgo, Coreia do Sul, Singapura e mais uma data de países menos representativos como alguns estados do golfo pérsico. E depois há uma catrefada deles entre zero e -1 ou -2 (o que, com uma economia em condições razoáveis, permite não agravar endividamento) e ainda mais alguns que estão agora com algum défice mas têm margem para isso porque tinham excedentes ainda há pouco tempo e estão a compensar a queda na economia da região. É o caso do Chile e da Colômbia, prejudicados pela irresponsabilidade dos vizinhos.
De qualquer modo, existirem relativamente poucos é precisamente um dos problemas da economia mundial porque aumenta a bolha da divida.

Quanto ao salário da Irlanda, eles criaram uma economia capaz de o suportar. Nós achamos que basta aumentar os salários e que a economia vai atrás. (Recomendava-lhe que voltasse a analisar os gráficos do post que linkei mas sei que não vale a pena.)
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De Anónimo a 05.02.2016 às 19:45

Que belos exemplos deu, tirando a Estónia e Lituânia são tudo países em que os salários mínimos são altíssimos. Já agora pode pôr aqui os salários mínimos desses países e pode começar pela Suíça e assim, os leitores do DO, ficarão elucidados do porquê de estarmos sempre na mó de baixo. A Estónia e Lituânia podem ter défice zero, mas têm um nível de vida bem pior que o nosso. Quanto à Irlanda eles criaram um salário e uma economia capaz de o suportar e nós em vez de criarmos economia, criamos corruptos e corruptores com fartura e que desfilam por aí sem que ninguém lhes ponha a mão. Este é que é o nosso problema que ninguém quer ver, discutir e combater.
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De José António Abreu a 05.02.2016 às 21:43

"tirando a Estónia e Lituânia são tudo países em que os salários mínimos são altíssimos"

Na Estónia e na Lituânia também serão. Dê-lhes mais uns anos.
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De Anónimo a 05.02.2016 às 23:08

Tive o prazer de os conhecer o ano passado e posso dizer-lhe que vai demorar muito, até terem um salário mínimo, digno porque o deles, é uma vergonha. Foi pena, não pôr aqui os salários mínimos, desses países com défice zero e começar pela Suíça, mas não o fez porque sabe que estamos a anos luz deles.
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De José António Abreu a 06.02.2016 às 10:43

E, no entanto, desde 1999 - e apesar da crise financeira de 2008 - duplicaram o PIB per capita enquanto o nosso estagnou. Dentro de 3-4 anos, a Estónia estará ao nível de Portugal e a Lituânia não muito atrás. Dentro de 10 encontrar-se-ão claramente à nossa frente.
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De Anónimo a 06.02.2016 às 18:54

Continua sem pôr aqui os salários mínimos desses países. Que me interessa que o PIB duplique se isso não se reflete no bem estar das populações? A Estónia, dentro de três ou quatro anos, estar como nós? Em sonho pode ser, na realidade é muito difícil. As capitais estão em reconstrução e bonitas o resto está tudo como antes. Sabe porque razão nós não evoluímos e não saímos do mais do mesmo? Porque a corrupção destrói tudo e todos e ninguém a combate. Os corruptos e corruptores safam-se sempre porque as leis estão feitas para isso mesmo. Isto é que é grave...
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De José António Abreu a 06.02.2016 às 20:25

Os salários são uma consequência, não uma causa. Mas é inútil continuar com isto, não é verdade? Fazemos assim: quais Cary Grant e Deborah Kerr, encontremo-nos aqui no dia 6 de Fevereiro de 2026 e logo veremos. Até lá.
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De Fernando S a 04.02.2016 às 23:35

Anónimo : "Pela sua lógica não importa que as pessoas morram à fome, sejam despejadas das casas que reformados não tenham dinheiro para medicamentos e outros bens, nada disto importa,..."

Importa, e muito !...
Por isso é que fui contra o governo socialista de José Sócrates, porque levou o pais para a bancarrota e a recessão.
Por isso é apoiei o governo anterior na vontade e na coragem politica de consolidar as contas publicas e ajustar a economia para que esta pudesse retomar um crescimento equilibrado e sustentável.
Por isso é que hoje me oponho à irresponsabilidade do governo actual, porque se propõe interromper a consolidação das contas publicas e retomar as velhas receitas despesistas e estatistas que nos levaram à bancarrota e à recessão há apenas 4 anos.

.
Anónimo : "pela sua lógica vamos andar eternamente a fazer sacrifícios"

Vamos andar eternamente a fazer sacrificios se, de cada vez que se recupera o pais da situação de bancarrota e recessão em que as politicas socialistas nos colocaram, os mesmos irresponsáveis voltam a governar e a cometer quase exactamente os mesmos erros e disparates !!

.
Anónimo : "a pagar desvios da banca e trapalhadas de irresponsáveis que vão para os governos fazer o que querem e nunca são responsabilizado pelos erros que cometem."

Deve estar a referir-se aos governos de José Sócrates...
Por sinal, governos do mesmo Partido Socialista que agora nos (des)governa e cujo n°2 é o actual Primeiro Ministro !!

.
Anónimo : "importa é pagarmos todos os disparates, feitos por outros que não os portugueses."

Como assim ?!...
A culpa pela situação dificil em que nos encontrámos foi toda nossa, do nosso pais, dos portugueses, que democráticamente elegeram os governos e se acomodaram com as politicas despesistas e estatalistas que foram seguidas e que deterioraram a eficiência da nossa economia e nos endividaram até ao tutano.
Os "outros que não os portugueses" não eram os nossos pais ou tutores !...
Muito fizeram e fazem eles quando, estando nós na bancarrota e com uma economia desajustada, nos emprestaram ainda mais dinheiro em condições para nós muito favoráveis.
Isto de querer passar as nossas responsabilidades e as nossas culpas para os outros, em particular para aqueles que nos apoiam e ajudam, é muito feio e, além do mais, é contraproducente (os "outros" podem perder a paciência e mandarem-nos passear !...).
Temos se ser um povo adulto e digno, de assumir as nossas responsabilidades, de pagar aquilo que devemos e respeitar os compromissos que conscientemente e livremente assumimos.

.
Anónimo : "Eu não fiz dívidas e estou farto de pagar os roubos e falcatruas dos outros. Que pague quem esbanjou..."

Eu também não. E também tenho estado a pagar. E, pelos vistos, apesar dos anuncios precipitados e demagógicos sobre o fim da austeridade, vou continuar a pagar.
Mas o que é certo é que colectivamente, como pais e como povo, acomodámos durante muito tempo politicas de gastos excessivos do nosso Estado, de que muitos e muitos acabaram por benificiar, directa e indirectamente, aceitámos que o pais e o Estado se endividassem em excesso, e agora temos de colectivamente assumir a responsabilidade de pagar o que devemos e ter a lucidez e a coragem para fazermos as correcções e as reformas que evitem que voltemos à situação triste e vergonhosa a que chegámos em 2011 !!
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De José António Abreu a 04.02.2016 às 17:44

Bom, pelo menos você não chuta ao lado. Prefere fincar o pé na teoria de que o governo é a única entidade no planeta a saber fazer contas. Mas olhe que no último par de semanas essa teoria sofreu golpes severos.

Já agora: a dívida pública portuguesa é então pagável?
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De Vento a 04.02.2016 às 20:45

Vamos lá à lógica:
http://economico.sapo.pt/noticias/joao-salgueiro-orcamento-ultrapassa-as-expectativas_241759.html
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De José António Abreu a 04.02.2016 às 22:32

Quer mais lógica, Vento? No plano original, a um défice de 2,8 correspondia um crescimento de 2,1. No plano revisto (veremos se final), a um défice de 2,4 corresponde um crescimento de 1,9. Ou seja: o governo admite que os 0,4% de défice adicional só geravam um crescimento adicional de 0,2%. Puros génios. Considerando a admissão, ainda bem que foram obrigados a correcções e talvez seja conveniente que os forcem a mais algumas.
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De Vento a 05.02.2016 às 10:01

Fique atento ao conjunto e não aos detalhes. O seu problema, assim como o de muitos outros, é confundir a árvore com a floresta.
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De José António Abreu a 05.02.2016 às 10:10

Yep, as minhas limitações estão estabelecidas há muito, pelo menos em comparação com a sua clarividência.

Mas não fui eu que andei a propalar que cada euro introduzido pelo Estado na economia gerava quatro e depois apresentei contas onde afinal - e atendendo a que a despesa pública representa praticamente 50% do PIB - cada euro gera... surpresa... um euro.
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De Vento a 05.02.2016 às 11:08

Eu deixo o JAA afirmar o que eu por educação não afirmo a respeito de sua pessoa, mas que concordo em pleno.

Era assim no OE. Mas diz a razão e a iluminação, atributo dos eleitos como eu, que em matéria negocial tira-se o pó de um sítio para se colocar noutro. O JAA, pouco racional e iluminado, sem conhecer as linhas do orçamento entra em exercícios de clarividência que a mim me atribui.
Eu não necessito desse atributo de um comum mortal, sou divino. Sei o que escrevo.
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De José António Abreu a 05.02.2016 às 11:37

"Eu deixo o JAA afirmar o que eu por educação não afirmo a respeito de sua pessoa, mas que concordo em pleno."

LOL

http://www.priberam.pt/dlpo/hipocrisia
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De Vento a 05.02.2016 às 12:16

Permita que complete sua formação a respeito da hipocrisia. Hipócritas eram actores. Durante suas actuações, e precisamente por isto, necessitavam colocar máscaras, segurando-as, para levarem a efeito o que pretendiam. Daí o termo hipocrisia.

Por educação e não por hipocrisia, quando reconheço noutros limitações calo-as em mim. Mas, para não ser hipócrita, quando o autor as reconhece, eu confirmo minha percepção a seu respeito.

Portanto, hipócrita é aquele que mantém sua actuação já sem máscara e pretende fingir que a realidade é outra diferente do enredo que ele mesmo produz. Geralmente o Hipócrita tem tendência a confundir a performance com a realidade. Mas a máscara acaba por cair. Ninguém a pode segurar por tanto tempo.

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