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Da inutilidade dos esforços

por Pedro Correia, em 15.01.19

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Foto Filipe Amorim / Global Imagens

 

Um dos pormenores mais relevantes que tornam Os Maias uma perene obra-prima da literatura portuguesa é o seu final em aberto, rompendo os cânones da época. Nunca saberemos se os dois amigos, Carlos da Maia e João da Ega, conseguirão apanhar aquele veículo de tracção animal mesmo correndo desenfreadamente, rampa de Santos abaixo, momentos após terem concluído da inutilidade de todos os esforços.

Imagino os protagonistas do romance novecentista, transportados para a política portuguesa do século XXI, proclamando como Carlos: «Não vale a pena fazer um esforço, correr para coisa alguma.» E mesmo assim correndo, como se o dedo do destino lhes tivesse lançado uma praga digna de Sísifo. António Costa acelerando o passo, numa tentativa inglória de demonstrar ao País a competência do ministro da Educação que alguém lhe recomendou em momento nada inspirado. Assunção Cristas em desesperada corrida contra as sondagens que teimam em congelar as perspectivas eleitorais do seu partido. Catarina Martins, afogueada na rota descendente, procurando incutir aos militantes do Bloco a ilusória garantia de que o chamado “caso Robles” lhe manteve intactas as expectativas de voto. Jerónimo de Sousa ainda capaz de enumerar os méritos da sua rendição ao PS perante os militantes que viram os socialistas, à boleia da “geringonça”, arrombar praças-fortes vermelhas como Almada, Barreiro e Beja.

Mas talvez a figura mais romanesca, do actual elenco de dirigentes políticos portugueses, seja o presidente do PSD – capaz de tiradas dignas de suscitar inveja a um Eça de Queiroz. Como a que proferiu em recente reunião do Conselho Nacional do seu partido, ainda o maior da oposição. Para empolgar e motivar os companheiros? Não, para lhes transmitir uma confissão antecipada de derrota: «Podemos perder à primeira, à segunda, à terceira, à quarta, à quinta… Mas virá o dia em que perceberão a diferença.»

É fácil imaginá-lo à desfilada, ladeira abaixo, procurando apanhar a tempo o “americano” sem macular um vinco do paletó, mão agarrada à aba da cartola. O político ideal, nesta óptica, é aquele que melhor sabe assimilar uma consistente soma de derrotas. Elas anunciam-se para o PSD em 2019: nas europeias, nas legislativas, até nas regionais da Madeira. Vale a pena prosseguir? Rio da Ega dir-vos-á sempre que sim, lançando o passo, largamente, rumo àquilo a que os filósofos da bola costumam chamar vitória moral: a do perdedor que não desiste.

Já não estamos apenas nos domínios de Eça: entrámos também no imaginário de Samuel Beckett, notória fonte inspiradora do líder laranja. É um ensinamento dele que parece dar-lhe a táctica: «O importante é tentar outra vez, falhar outra vez, falhar cada vez melhor.»

 

Publicado originalmente no jornal Dia 15

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60 comentários

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De Vorph Valknut a 15.01.2019 às 11:10

Boa reflexão
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:36

Dizem-me que fui "desamigado" e até "banido" na corte de Rio. Acho muito bem, mesmo sem saber o que isso significa.
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De Vorph Valknut a 15.01.2019 às 16:41

Pedro, seja o Comandante da sua vontade. O Capitão da sua consciência....o resto, bardamerda.

PS: Não gostava de ver Montenegro na direcção do partido, mas compreendo as críticas à liderança actual.

PS2: O que quereria dizer Daniel Oliveira, no Eixo do Mal, quanto à atenção que Montenegro deveria ter com o seu passado?....deu a entender que poderiam ser descobertas ilicitudes
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 18:05

Não sei responder-lhe. Há muitos anos que deixei de ver esse programa.

Entretanto, fiquei a saber que a SIC Notícias vai pôr fim ao mais velho programa de bitaites nas pantalhas portuguesas:
https://observador.pt/2019/01/15/programa-quadratura-do-circulo-da-sic-noticias-vai-acabar-ultima-emissao-sera-dia-24/44

Durou quase tanto como o antiquíssimo 'TV Rural'.
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De Vorph Valknut a 15.01.2019 às 18:52

O Pacheco andava intragável, e também o Jorge Coelho….sempre a porem em questão a pertinência das perguntas...não sei onde o Carlos Andrade ia buscar a paciência
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De jpt a 15.01.2019 às 21:01

Voto Sousa Veloso
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De Justiniano a 15.01.2019 às 22:53

Incomparavelmente, do ponto de vista didático e pedagógico!!
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De João Campos a 15.01.2019 às 11:23

Se é para citarmos Beckett a propósito de Rio, acho que ia mais para o Endgame: "o fim está no princípio e no entanto prosseguimos".

Aliás, o texto é capaz de ser quase perfeito para o PSD: tem um tipo cego que não se pode mexer mas manda (Rio), um tipo que consegue ver e mexer-se, que vai dizendo umas larachas mas que não manda (Montenegro), e duas "múmias" fechadas em caixotes dos quais espreitam de vez em quando para dizer disparates (Ferreira Leite é Pacheco Pereira). Os militantes, esses, são a o público que vai rindo sem perceber muito bem porquê.

(passe a analogia algo grotesca: Beckett é um gigante, e este PSD é um partido liliputiano)
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:37

Ferreira e Pereira lembram-me os velhos dos Marretas, embora com muito menos graça.
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De Justiniano a 15.01.2019 às 15:06

Apenas para enaltecer e subscrever o comentário do João Campos!!
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De Sarin a 15.01.2019 às 11:54

Cada vez me parece mais que Rio choca com alguns militantes porque faz algo que é quase sacrílego nos dias de hoje - definiu um trajecto e segue-o sem se preocupar com a popularidade.

Não percebi ainda bem qual o caminho que se propôs, mas no lugar dele talvez também não fosse clara, sabendo como são carne para canhão todos os que vêm após o afastamento do poder - tal e qual o que tentam fazer dele desde o minuto 1.

O mais engraçado é que acusaram o dirigente de um partido de ter fome de poder quando tirou o tapete ao anterior na sequência de umas eleições poucochinhas; agora o argumento não é fome, é preocupação com a deriva antes mesmo de eleições.
Iguaizinhos, se dúvidas houvesse.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:34

O trajecto de Rio está bem à vista. De trambolhão em trambolhão, sondagem após sondagem.
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De Sarin a 15.01.2019 às 13:39

E onde divergem as motivações para o demitir? Sondagens não são, sequer, resultados eleitorais, e pergunto-me se as sondagens devolveriam os mesmos resultados se, em vez dos ataques constantes, se tivessem mantido calmamente a ver o que acontecia.

Sede de poder. Pior ainda do que a fome pois sucumbe-se mais rapidamente.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:55

Credo, um político ser vítima de "ataques". Ai Jesus.
Vivemos mesmo num tempo de fofuras. Ao ponto de se alterado por completo a carga semântica da palavra "ataque". Um beliscão é um ataque, nesta era em que se disseminam vídeos de gatinhos.
Os que discordam de um "líder" deviam antes oferecer-lhe bombons e peluches.
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De Sarin a 15.01.2019 às 14:06

Pelo contrário, deveriam discordar abertamente mas sem questionar desde o primeiro minuto a legitimidade do cargo que ocupa porque para ele eleito - nem o benefício da dúvida lhe foi dado, sequiosos...

Da mesma forma, poderia servir de ensinamento aquela coisa fofureca de que "pela boca morre o peixe", aos MELosos e a outros.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 14:10

Vira o disco e toca o mesmo. Apelam a todo o momento à participação da sociedade civil e à mobilização cívica - e quando a sociedade se mobiliza, desatam a canelada aos promotores destes movimentos.
Gostam é de ver a malta bem quietinha e acomodada no sofá.
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De Sarin a 15.01.2019 às 14:47

Pode-se e deve-se manifestar as discordâncias, o que não se deve é fazer o que fizeram, achincalhar desde o minuto zero com o intuito de recuperar o poder. Não houve um debate sério, apenas virar costas, bater portas e apontar dedos.

E não devem fazê-lo principalmente depois de terem criticado os líderes de outro partido por terem feito parecido.


Para mim, que não sou apoiante de nenhum, é penoso ver ao que estão reduzidos os actores políticos e seus apaniguados.


Tem muita razão na análise que faz no postal, mas a leitura deste termina com mais um ataque - e é ataque, sim, porque foi exactamente esse o termo usado aquando das contestações a Seguro.
Como disse antes, iguaizinhos. O que até se pode perdoar aos apaniguados, já aos actores directos apenas os mostra como reis nus e despidos que estão de ideias políticas.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 15:41

Credo, "achincalhar desde o minuto zero".
Como se não tivesse sido o que aconteceu sempre a todos os líderes do PSD.
Excepto Cavaco. E Durão, talvez.
Foi diferente com o fundador, Sá Carneiro, que enfrentou um levantamento de rancho logo no I Congresso do partido e viu desertar metade do grupo parlamentar?
E com Balsemão? E com Marcelo? E com Santana? E com Mendes? E com Menezes? E com F. Leite? E com Passos?
Rio não apoiou até uma candidatura alternativa à do PSD para a Câmara Municipal do Porto nas autárquicas de 2013?

Caramba, tanta virgem ofendida. E sem memória.
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De Sarin a 15.01.2019 às 15:50

Virgem de partidos, nem sei como já que nos fazem o que fazem mas adiante. Portanto, virgem ofendida, sim mas com os actores políticos dos vários quadrantes.

Que o PSD é um saco de gatos que convivem mal uns com os outros, sabe-se há muito. Mas os maus exemplos do passado deviam servir de ensinamento a esta nova ala do PSD, não? Enfim, nada virgens mas muitíssimo ofendidos, nesta "juventude" relvista passista montenegrista de língua viperina mas poucochinha memória.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 18:07

Qual nova ala? A do sexagenário Rio?
A dos que agora se queixam da oposição interna quando estiveram desde o primeiro dia na primeira fila do combate a direcções anteriores e até patrocinaram candidaturas opostas às do próprio partido?
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De Anónimo a 15.01.2019 às 18:55

Retificações:
A frase que cita no seu texto, pretensamente ita por RR, e que serve de mote a tudo o resto, já foi desmentida.
Diga-me onde e quando o RR esteve na na 1ª linha de combate às direções anteriores.
Sei que teve problemas na CMPorto pois o governo ao tempo, e nomeadamente a ministra das finanças da altura, não injectava as verbas a que estava obrigada na sociedade de reabilitação urbana por ter o estado central participação na mesma. Ao contrário do que aconteceu com a verba entregue ao ACosta e à CMLIsboa pelo ministro Relvas (300ME) para saldar diferendo de décadas a propósito do aeroporto (enfim...a questão terá sido resolvida numa reunião de um grupo secreto, foi o que constou).
Relativamente ao patrocínio de uma candidatura que não a do partido, essa mesma candidatura não era mais do que uma ofensa pessoal ao Dr. RR. E quem tem coluna vertebral....não telefona à Cristina Ferreira. Toma posição!
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 22:16

Eis que aparece um membro do clube de fãs do doutor Rio, a arrasar corajosamente tudo e todos, injuriando sob a capa do anonimato.
Deve ser isto a que o ainda presidente do PSD chama "banho de ética".
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De Anónimo a 16.01.2019 às 03:13

Antonio Tomé de meu nome. Desculpe a omissão mas não foi por mal
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De Anónimo a 16.01.2019 às 03:15

Quanto ao resto, mantenho...são factos!
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De Pedro Correia a 16.01.2019 às 07:22

As apresentações fazem-se no início, não no fim.
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De Sarin a 15.01.2019 às 19:36

A ala que se afasta da social-democracia, Pedro, e que chama velhos a todos os que recusam tal deslize.

Patricinar candidaturas locais independentes contra o próprio partido é, quanto a mim, muito meritório, sabendo-se como as listas locais são tantas vezes formadas à revelia das concelhias.
E ser oposição é excelente - vergonhoso é ser uma oposição que atenta não nas políticas e estratégias mas nas pessoas.

As cadeiras do Poder deviam ser declaradas adictivas e, como o tabaco, ter impostos sobre impostos.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 22:20

Patrocinar uma candidatura oponente à do próprio partido de que se é dirigente, mantendo a militância nesse mesmo partido, talvez seja "banho de ética", segundo o doutor Rio.
Lamento contrariar-vos, a si e a ele, mas parece-me mais um banho de lama.
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De Sarin a 15.01.2019 às 23:07

Apoio a candidaturas não partidárias? Concordo, sim, e em qualquer partido. Que moverá a quem o fizer os devidos instrumentos disciplinares se infringidos os princípios orientadores e os regulamentos do partido.

Porque ser de um partido não implica concordar com tudo, incluindo as arbitrariedades do chefe - conforme o Pedro argumentou há pouco sobre a liberdade de contestação. Ou apenas servirá para um lado, sei lá, isto dos partidos é tudo tão fofo e tão inconstante, os malandrecos...

Mas a verdade é que aqueles que mencionou continuam militantes activos ou rasgaram o cartão por vontade própria. Portanto, não será por aí que vem a lama...

.... mas há mesmo muita lama na questão. Tuttifrutti, perdão, todavia o outro ficou "O Poucochinho", Montenegro e pandilha poderão vir a ser os "Nem pelo poucochinho esperam, nem para poucochinho servem".
O Conselho Naciomal do PSD decidirá em breve e logo nos contarão como foi.
Entretanto, bem podem meter a viola da "participação e mobilização" no saco, fica bem a acompanhar os miados que Montenegro et al tentam fazer passar por divergência política.


Para quem está de fora, tudo isto seria divertido se não fosse dramaticamente comum e denunciador dos maus agentes políticos que temos, à direita como à esquerda. Um asco.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 23:11

Era uma vez um dirigente de um partido que, em simultâneo, patrocina uma candidatura contra esse mesmo partido e no fim ainda se atreve a falar em "valores éticos".
Pessoas como você batem palminhas. E quando se cansam de aplaudir proclamam um imenso "asco" pela política.
Corra para o "americano", como o Ega. Verá que ainda o apanha.
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De Sarin a 15.01.2019 às 23:34

Era uma vez um partido que esteve no poder e deixou de estar. E que elegeu para dirigente um gato da facção contrária à que havia estado no poder.
Este líder, conhecido por ter estratégia calma, deixou com medo do desemprego muita J. alma. Essas almas, que gozaram o líder do outro grande partido quando, na sequência de um resultado insatisfatório numas europeias, desafiou a liderança a meio do mandato, tentaram a proeza do outro, mas antes de qualquer eleição e desde o primeiro minuto. Apesar de dizerem que não o fariam.
E ainda questiona a ética dos outros... não tropece mais na corrida, Pedro, esse "americano" lá segue ultrapassando a lama que lhe estendem os do amarelo da carris.


E, porque pelo visto não leu ou não quis ler, repito que as palmas vêm dos próprios partidos: os promotores de listas apartidárias continuam militantes, portanto não terão violado nem regulamento nem ética.
Falta de ética terão os que integraram listas partidárias mantendo a filiação noutro partido. Porque isso, sim, é dizer uma coisa e fazer outra. O que nos remete de novo para Montenegro et al.
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De Pedro Correia a 16.01.2019 às 00:00

Tanta palavra para descolar dos factos.
Que são estes: Rio, que chegou à presidência do partido proclamando um "banho de ética", apoiou enquanto dirigente desse mesmo partido uma candidatura autárquica concorrente. Que belo exemplo de ética.
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De Sarin a 16.01.2019 às 00:15

Tanta repetição para ocultar os factos: Rio foi e é acusado de falta de ética pelos mesmos que apoiaram a ética de Relvas ou dos autarcas da operação Tuttifrutti; Rio teve a liderança desafiada por esses mesmos assim que foram divulgados os resultados das eleições partidárias - e apesar do que disseram sobre outros desafios a lideranças de outros partidos; Rio não tem nem nunca teve um processo disciplinar enquanto militante por ter apoiado fosse quem fosse, ao contrário do que aconteceu com Carlos Pinto, por exemplo.
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De Sarin a 16.01.2019 às 11:26

Mas não listou nada sobre Rui Rio, o que apenas evidencia que Rio é muito melhor do que o partido que dirige.

É a verdadeira aplicação do bíblico provérbio "vês o argueiro no olho do teu irmão mas não a trave no teu".


https://www.google.pt/amp/s/www.dn.pt/politica/interior/amp/pgr-casos-relvas-nao-justificam-abertura-de-inquerito-2650147.html

https://www.google.pt/amp/s/www.dn.pt/portugal/interior/amp/bruxelas-diz-que-houve-fraude-na-empresa-de-passos-coelho-8912579.html


https://expresso.pt/economia/bpn-oliveira-costa-vendeu-a-cavaco-e-filha-250-mil-acoes-da-sln=f643506#gs.Hx20bXhC


https://observador.pt/especiais/como-os-caciques-do-psd-estao-a-ser-investigados-na-operacao-tutti-frutti/


Merecer-me-iam loas se vituperiassem uns e outros. Mas não, só se invectivam os da outra facção, os do outro partido, os outros, porque o que interessa é acusar as pessoas e não as falhas. Iguais, uns e outros.
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De Pedro Correia a 16.01.2019 às 11:47

Falo-lhe de vice-presidentes actuais do PSD escolhidos por Rio e dos dois secretários-gerais do PSD escolhidos por Rio - um dos quais já se viu forçado a demitir-se e todos estando sob investigação do Ministério Público - e diz você que este belo ramalhete não afecta afinal o autor das escolhas.
Que tese extraordinária.

Tem um argueiro enorme aí num olho. Melhor que não coce: é capaz de infectar.
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De Sarin a 16.01.2019 às 12:11

Não, o Pedro acusa Rio e para sustentar tais acusações apresenta as falhas dos que lhe são próximos.

Enquanto se mantém em silêncio sobre a falta de ética dos que lhes antecederam.
Sobre a falta de ética dos que o acusam.
Sobre a falta de ética que grassa no PSD, tal como no PS - esta que, justificadamente, tanto asco lhe dá.

Curioso como Passos não é responsabilizado pela falta de ética da sua entourage, nem Cavaco - mas Rio, sim.
Grande, a infecção. Imensa. E purulenta.
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De Pedro Correia a 16.01.2019 às 12:25

Rio é o presidente do partido desde Janeiro de 2018. Ao contrário do que você insinua, não aterrou ali há um ano, de pára-quedas, em estado virginal. Antes, durante 30 anos, foi tudo no aparelho do PSD: deputado, líder da JSD, secretário-geral e vice-presidente.

Mas o que interessa é hoje. O que ocorreu anteontem já foi julgado no tribunal da opinião pública.

Engrenar a marcha-atrás é fraco artifício retórico, próprio de gente falha de argumentos.
Contrapor casos presentes com casos ou pseudo-casos passados redunda na típica conversa de café tuga.
Que conduz com frequência ao Salazar. Ou ao D. Sebastião. Em casos extremos, ao próprio D. Afonso Henriques.
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De Anónimo a 16.01.2019 às 03:21

Era uma vez uma direção de um partido que patrocina uma candidatura para aforntar pessoalmente um presidente de câmara desse mesmo partido. A resposta deu-a a cidade do Porto.O Dr. Rui Rio não votou por ela.
Foi por essas e por outras que acabaram com 11% em Lisboa e 10% no Porto.
Estes resultados, e não sondagens,é que deveriam ter feito mover o LM, mas pelos vistos paralisaram-no. Ganhou vida agora!
António Tomé
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De Pedro Correia a 16.01.2019 às 08:15

Engana-se. Rio patrocinou a candidatura de Álvaro Almeida à Câmara do Porto - e até foi o primeiro promotor da posterior filiação deste no PSD.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/detalhe/rio-inscreve-no-psd-o-candidato-que-deu-pior-derrota-ao-partido-no-porto

Almeida obteve o pior resultado de sempre do PSD no Porto: alcançou uns históricos (pela negativa) 10,3% nas urnas.
A ligação Rio-Almeida era tão forte que Rui Moreira, no discurso da vitória em 2017, apontou Rio como um dos maiores derrotados dessa jornada eleitoral no Porto:
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica/eleicoes/detalhe/moreira-arrasa-rio-autarquicas-do-porto-nao-sao-primarias-secretas-do-psd
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De Anónimo a 15.01.2019 às 11:57

«O importante é tentar outra vez, falhar outra vez, falhar cada vez melhor.»
.
depois da tareia nas autárquicas...os passistas não aprendem mesmo nada!!! só querem é tachos e palco para a sua feira de vaidades...Rui Rio tem de correr com esses parasitas...não tem outro nome!! não sabem perder...
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:33

Um anónimo a querer "correr com parasitas". Este mundo virtual está cheio de guerreiros de sofá. Que por vezes nem conseguem matar as pulgas da própria cama.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 13:55

sim, o desemprego ameaça os passistas...coitadinhos!!
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 14:04

Tenta Raid. Dizem que é eficaz a matar o pulguedo e a mosquitagem.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 14:29

não funciona com maçons...
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 15:25

Se funciona com "morcons", esguicha em ti próprio.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 17:49

senao funcionar nos maçons não serve para nada...tem que se utiizar outros metodos,,,
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 18:01

Essas três virgulazinhas aí no fim parecem indiciar que preferes mesmo "outros métodos".
Enfim, cada um come do que gosta.
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De Vorph Valknut a 15.01.2019 às 23:10

Pedro, eu acho que às vezes inventa os anónimos
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 23:16

O das três vírgulas tem um cerrado sotaque setentrional.
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De José Manuel Faria a 15.01.2019 às 12:17

O PSD necessitará pelo menos 4 anos para dar cartas.
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 13:31

Quatro anos, em política, é uma eternidade.
Há quatro anos, o Presidente chamava-se Cavaco e o primeiro-ministro era Passos Coelho.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 14:27

É trágico que Rui Rio tenha esbanjado um enorme capital político por não querer representar o campo político natural do PSD, o liberalismo supletivo na economia e o conservadorismo tolerante e paciente com a evolução e mutação natural dos mores fundamentais do ser Português (nunca a vanguarda que instiga artificialmente à ruptura com os modos de produção e reprodução da vida). Perdeu-se, por tibieza, Rui Rio!! Não passa de uma sombra da convicção e desassombro de outrora!
É pena!
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 15:42

Atingiu o princípio de Peter na Câmara Municipal do Porto.
Nunca devia ter atravessado o Rubicão - isto é, o Douro.
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De Justiniano a 15.01.2019 às 16:08

Não creio que seja isso, caro Pedro Correia!
A linguagem como triunfo ideológico dá os seus frutos. Rio caiu na patranha de que, com Passos Coelho, o eixo ter-se-ia deslocado muito para a direita. Fez-se mal acompanhado (à excepção de A. Amaro e Justino)! Aperceber-se-á, a custo, que estava no mesmo sítio! Mas já irá tarde para emendar a mão!
É trágico porque Rio é um bom homem! É pena!
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 23:18

A dupla Rui Rio-Isabel Meirelles promete arrasar nas próximas eleições. Com a ajuda daquela senhora também muito loura que foi bastonária dos advogados.
Que trio. Mete respeito.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 14:39

Na verdade o PSD não se dá com "rios":

Depois do celebre mergulho no Tejo... Veio o Douro, qual deles o mais poluído!

Montenegro, terá "rio" , ribeira ou riacho?


Amendes
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 15:33

A continuar assim, em vez de rio, torna-se charco.
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De Anónimo a 15.01.2019 às 15:30

No conselho nacional vamos ver quantos se atrevem a desrespeitar os votos dos militantes que os elegeram.
Uma famosa citação de Churchil assenta que nem uma luva a esta pessegada maçónica.

WW
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 15:43

Ui, que medo. O doutor Rio ainda é capaz de dar tau tau a quem ousar discordar dele.
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De Cristina M. a 15.01.2019 às 18:50

Isto aqui, a dada altura, estava a parecer-se com uma desgarrada «eu tenho mais tratantes do que tu»...
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De Pedro Correia a 15.01.2019 às 22:14

O odor não se recomenda, Cristina. E ainda há quem bata palminhas.

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