Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Da importância das lombadas

por Pedro Correia, em 14.04.20

20200414_072051-1-1.jpg

 

Vejo na Netflix uma série islandesa de que estou a gostar muito: Os Crimes de Valhalla. Numa cena do terceiro episódio, um investigador da polícia entra na casa deserta de uma mulher de classe média que foi assassinada. Uma das primeiras coisas que vê - e nós com ele - é uma estante cheia de livros ocupando quase por inteiro uma das paredes da sala. 

Para quem esteja atento, os cenários aparentemente irrelevantes nas séries de qualidade podem dizer-nos muito sobre as características de um país. Esta diz-nos, desde logo, que existem hábitos de leitura na Islândia muito superiores aos nossos. Em que série, filme ou telenovela veríamos "adereço" semelhante numa casa portuguesa de classe média? Façam o teste e verão. As estatísticas confirmam o que a experiência empírica nos sugere: mais de dois terços dos nossos compatriotas passa um ano inteiro sem ler um livro: 67%. Lideramos o triste pódio europeu nesta matéria, superando Grécia (54%) e Espanha (53%). Em proporção inversa ao que ocorre na Suécia (28%), Finlândia (35%) ou Reino Unido (37%).

 

Talvez para marcar o contraste com esta idiossincrasia nacional, por estes dias não faltam políticos, comentadores e simples bitaiteiros que persistem em prestar depoimentos televisivos recolhidos em casa, escolhendo lombadas de livros a servir-lhes de moldura. São tantos os casos que não pode tratar-se de mera coincidência: entre nós, o livro continua a servir de elemento acrescido de autoridade natural a quem produz opinião, o que não deixa de ser irónico numa sociedade onde a norma é não ler.

Não vou presumir sobre os genuínos hábitos de leitura das personalidades que, devido à pandemia, nos vão desvendando ínfimos recantos dos seus lares. Mas aproveito para deixar a sugestão aos meus amigos editores - Francisco José Viegas, Guilherme Valente, Hugo Xavier, Inês Pedrosa, Manuel S. Fonseca e Rui Couceiro, entre outros - para transformarem estas imagens que começam a tornar-se familiares entre nós numa vasta campanha publicitária de promoção da leitura. Com a chancela institucional do Ministério da Cultura e parte da choruda verba que não chegou a ser gasta no abortado TV Fest. Faz sentido, numa altura em que o sector vai de mal a pior: a venda de livros caiu 83%, com milhares de pessoas em lay-off ou sem trabalho.

Deixo aqui algumas sugestões de figuras que poderiam figurar nessa campanha de promoção do livro. Com certeza os visados aprovariam. 

 

     02 (2).jpg 02 (1).jpg

03.jpg 05 (1).jpg

    05 (2).jpg 21767870_BbKcs[1].jpg

  07 (1).jpg 07 (2).jpg

 09 (2).jpg 15 (1).jpg

   09 (1).jpg 15 (2).jpg

  11 (2).jpg 11 (1).jpg

     17 (2).jpg 18.jpg


76 comentários

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 13:56

Vem a propósito, sim. Obrigado, António. Gosto muito deste blogue de Maria do Rosário Pedreira, que tem o dom da escrita e gosta de exercitá-lo não apenas nos livros - para proveito de todos nós.
Imagem de perfil

De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.04.2020 às 13:35

À margem, recomendo Hinterland e o Círculo de Hitler na Netflix

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 13:53

Agradeço-lhe as sugestões. Eu estive um mês sem ver séries nem filmes. Como creio já ter escrito aqui, este "filme" da vida real em que somos personagens de carne e osso é tão insólito e tão dramático que torna quase irrelevante qualquer ficção.
Dramático, sim, também para aqueles que ainda não perceberam e continuam a papaguear o coro dos imbecis que desvalorizam esta pandemia dizendo que não é tão má como uma vulgar gripe.
Ainda há pouco soube do falecimento de uma das mais conceituadas cientistas portuguesas, Maria de Sousa, vitimada pelo Covid-19.
https://www.publico.pt/2020/04/14/ciencia/noticia/morreu-imunologista-maria-sousa-1912199

Imagem de perfil

De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.04.2020 às 14:12

Já sabia.

https://mobile.twitter.com/RuiRioPSD/status/1250004529879437312?s=19

À margem :

A minha mulher é que tem seguido a série Hinterland. Eu tenho visto o Círculo de Hitler e uma série, no YouTube, sobre o recrutamento, de civis, para as SAS.:)

https://youtu.be/G0VCNEb8cYs
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:24

Sou capaz de seguir a sugestão da sua mulher. Sobre Hitler, II Guerra Mundial e guerra do Vietname já enchi o depósito. Não sobra espaço para mais.
Imagem de perfil

De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.04.2020 às 15:48

Tem razão. Já li, penosamente, o livro de Martin Gilbert, sobre a 2ww. Penosamente em virtude dos relatos macabros. Mas esta série não se foca nisso, em absoluto. Concentra-se na psicologia dos homens de mão de Hitler(Goering era um moderado, tendo sido educado por um padrasto judeu), e noutros menos conhecidos, mas fulcrais como, Dietrich Eckart, um escritor alcoólico, pertencente à Sociedade Thule, que criou a oratória panfletária das cervejarias e ensinou, a Hitler, as boas maneiras da classe alta alemã) e nas intrigas dentro do Partido (Goebells vs Goering vs Himmler vs Borman) .
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 14.04.2020 às 18:53

Eu estou a ler " The Holocaust: A New History", de Lawrence Rees. Não está a ser fácil, mas já tinha começado antes da clausura.

Só os primeiros capítulos, dedicados à formação do Partido, a forma como Hitler liderava o partido e com perfis de Goering, Goebbels e afins, arrepiam. Recuso-me a acreditar que houve uma concentração de gente especialmente perversa na Alemanha dos anos 20/30, mas as descrições do que pensavam e faziam já antes da guerra revelam mentes muito perturbadas.

PS: quanto às estantes, é curioso ver os diferentes métodos de organização.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:39

É curioso, sim. Dava para "um artigo de fundo", como antes se dizia.
Sem imagem de perfil

De Anonimus a 14.04.2020 às 13:50

Como tenho uma fobia de que o armário caia em cima de mim, prefiro mesas com a parede por trás. Ou viradas (encostadas) para uma janela, sendo que os livros estão o mais protegidos possível da luz solar.

Algumas notas:

O "comentário" desejável tem de ser feito por intelectuais e eruditos, e como se sabe, o que separa estes do comum ignorante é o hábito de leitura.

Em tempo de vacas mais magras, como diria a Camarada Catarina, o livro é mais que supérfluo. Normal.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 13:59

O livro nunca é supérfluo, Anonimus. Vivemos na civilização do Livro. No dia em que o livro fosse abolido, a barbárie sagrava-se vencedora.
Sem imagem de perfil

De Anonimus a 14.04.2020 às 14:41

Caríssimo Pedro, vivemos num país em que boa parte da população chega ao último terço do mês a fazer contas de sumir. Desses, bastantes viram o seu rendimento (ou "liquidez") diminuir ainda mais. E o futuro é incerto. Livros estão bem baixo na cadeia alimentar.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:27

Não há crise, meu caro. O sultão Centeno, vice-rei da Europa, anunciou ontem com sorriso nas ventas, em entrevista na pantalha, que o PIB português "só" cairá 10% até ao fim do ano.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 14.04.2020 às 15:43

E as bibliotecas públicas servem para quê?
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 16:02

Estão encerradas.
Imagem de perfil

De jpt a 15.04.2020 às 02:17

Acabei de ler um excelente livro (O Naufrágio do Batávia & Prosper, de Simon Leys). A qualidade habitual da editora Cotovia. Comprado em primeira mão, em estado normal (entenda-se: bom, intocado). Custou-me qualquer coisa como 2 ou 3 euros, como tantos que há por aí à venda nas livrarias do metro. Não estou a elaborar sobre o que significam essa venda quase ao desbarato dos fundos de (que é como quem diz ...) de catálogo das editoras. Mas apenas refiro isto para resmungar contra esta ladainha sistemática dos preços dos livros e dos nossos concidadãos saídos de um livro do Dickens. As pessoas não lêem livros porque não querem.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:42

Recomendas e observas tu muito bem. Tenho referido várias vezes isso também aqui. É um falsa explicação argumentar com o preço dos livros cada vez que alguém procura justificar este nosso triste recorde europeu de sermos o povo menos activamente letrado da Europa. E somos também aquele que menos livros compra: segundo dados oficiais, cada português compra em média 1,3 livros por ano - ou seja, "cerca de" quatro livros em três anos.
Sem imagem de perfil

De PNFerreira a 17.04.2020 às 09:32

Bom dia.
Ia lendo os comentários e pensava precisamente nas tais bancas de metro e feiras afins que você refere, onde se encontram livros com os três bês (bons, baratos e bonitos!). Realmente, o aspecto financeiro, sendo relevante, não é explicação para tudo. E ainda podemos acrescentar uma quarta qualidade: nesses locais vendem-se muitos livros anteriores à praga do AO.
Sou uma espécie de leitor militante e gasto mais dinheiro do que devia em livros. Mas depois do AO os meus hábitos mudaram consideravelmente: passei a comprar mais livros em inglês e espanhol e, em português, vou matando o bicho em alfarrabistas e nesses mercados de rua, para além de uma exígua oferta de livros novos que (ainda?) não embarcam no abastardamento da língua portuguesa. Por outro lado, a releitura ganha um espaço cada vez maior no meu quotidiano de leitor. Talvez os editores amigos do Pedro Coreia pudessem reflectir um pouco nesta minha pobre opinião.
Lá porque uns políticos de terceira ou quarta ordem, com complexos totalitários, se acharam no direito de formatar a língua, não significa que editores e editoras honestos e conscientes da importância que o respeito pela língua escrita nos deve merecer, como parte essencial da nossa sobrevivência enquanto povo, da nossa identidade, da nossa história e da nossa cultura, devessem embarcar nessa loucura. Não é possível queixarmo-nos da falta de hábitos de leitura quando quem deveria pugnar pela protecção da língua se dedica ao seu aviltamento.
Por mim, não me habituo a esse português asséptico do AO. É como se os livros não fossem inteiros.
Votos de boas leituras - o lado solar da quarentena.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 19.04.2020 às 09:38

Calma aí, meu caro. Você não é mais militante mais anti-AO do que eu. E no entanto todos os dias do ano encontra bons livros escritos em português correcto (agora não, infelizmente, porque as livrarias estão fechadas). Todos os dias trago um desses livros aqui ao DELITO.
Sem imagem de perfil

De V. a 14.04.2020 às 13:58

Tenho duas notas:

- Não sei como é que o Abrunho consegue ler às escuras

- Por trás da Catarina e do mago Saruman-Louçã não são bem livros, é tudo cópias em brasileiro do Alcorão
Imagem de perfil

De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.04.2020 às 17:38

O Júdice, na segunda prateleira da estante, do lado direito, tem um Manual de Guerrilha Urbana (possivelmente dos tempos do MDLP).
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 18:09

Não será antes de quando foi mandatário do António Costa à presidência da Câmara de Lisboa?
https://expresso.pt/actualidade/jose-miguel-judice-mandatario-de-antonio-costa=f109668

Imagem de perfil

De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.04.2020 às 19:06

Mais uma razão para a "Zanga" Gomes se candidatar. O PS tem sido um excelente cliente das sociedades de advogados e vice versa

https://expresso.pt/luanda-leaks/2020-01-26-Offshore-de-Isabel-dos-Santos-na-Ilha-de-Man-foi-montado-em-Lisboa
Imagem de perfil

De jpt a 15.04.2020 às 02:08

Comentário da semana (esse sobre o mandatário)? [não havia não sei o quê na administração do porto, entretanto, antes ou depois?]
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:44

Comentário da semana exceptua escribas "residentes", meu caro.
(Agora somos duplamente "residentes". E ainda mais resistentes.)
Sem imagem de perfil

De V. a 14.04.2020 às 19:57

Nunca me enganou, esse gajo! #judice
Sem imagem de perfil

De jo a 14.04.2020 às 14:33

Não estará a tirar muitas conclusões do cenário da série?

Se calhar a senhora da série gostava de falar no skype e não lia os livros. Se calhar só conhece famílias de classe média que não gostam de ler, e afinal há outras.

Se os nossos comentadores falassem diante de uma parede branca estava decerto aqui a dizer:
"Veem como estes analfabetos nem um livro têm em casa?"
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:30


Os seus "decertos" são desertos. De ideias. E de factos.

Quanto à série, sobre a qual opina sem a ter visto: candidate-se a tudólogo. O requisito básico é mesmo esse: falar do que não se sabe.
Sem imagem de perfil

De jo a 14.04.2020 às 22:45

Não vejo suficientes séries finlandesas para ter a sua profundidade de conhecimento do mundo, é um facto.

As lombadas são quase todas do mesmo tamanho. Desconfio qua alguém encomendou 3 metros de estante para o fazer o cenário.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 22:53

Se você confunde a Islândia com a Finlândia, países cujas capitais estão separadas por mais de três mil quilómetros, é natural que não perceba muitas outras coisas.
É um potencial tudólogo, portanto.
Sem imagem de perfil

De jo a 15.04.2020 às 13:36

Tem razão. Vou já ver séries Islandesas para poder opinar sobre as estantes portuguesas. É isso que faz um nadólogo (o que não sabe nada mas tem preconceitos que cheguem).
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 14:27

Fará bem melhor em consultar um atlas.
Sem imagem de perfil

De Bea a 14.04.2020 às 14:43

Gostei dessa série e até a recomendei. Também gostei de Hinterland. Mas prefiro a islandesa.
Não vejo hipóteses de aumentar de novo a venda de livros. As vendas estão quase todas a cair. E, perante as previsões de um enorme período de vacas magras que se aproxima, não é para livros que se amealha.
Julgo normalíssimo que as pessoas que a tv mostra em suas casas, estejam no lugar onde, provavelmente, passam mais tempo e que é afinal, parte do seu mundo e a parte mostrável e menos íntima, digamos assim. São os profissionais do livro. Que não são, na minha óptica, as melhores pessoas para recomendar a leitura.
Boa tarde
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:34

Isso depende, Bea. "A parte do livro" só será "a menos íntima" para quem nunca a frequentar. O que certamente não acontece com os exemplos que aqui trago - dez dos quais conheço pessoalmente e pelo menos três até trato por tu.
Daí sugeri-los para a tal campanha de promoção do livro.
Sem imagem de perfil

De Bea a 15.04.2020 às 20:36

é bem relacionado:).
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 16.04.2020 às 08:46

É a vida, às vezes acontece irmos encontrando muita gente pelo caminho.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 14.04.2020 às 14:51

uma estante cheia de livros ocupando quase por inteiro uma das paredes da sala

Podem não ser livros, pode ser somente um cenário de lombadas falsas. A minha mãe disse-me que dantes havia quem fizesse coisas dessas, para fingir ser muito culto.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:35

Você deixou de escrever frases iniciadas por "Eu acho que.. "
Perfil Facebook

De Ricardo Abreu a 14.04.2020 às 18:44

Isso era só nas lojas de móveis
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:45

Fica muito mais barato comprar livros em segunda ou terceira mão.
Sem imagem de perfil

De Miguel a 14.04.2020 às 19:31

Os analfabetos no «Volfrâmio» do Aquilino andavam de canetas de ouro no bolso. Mas é sem dúvida um livro indigesto: tem demasiadas páginas.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 19:39

Nos últimos oito meses li quatro livros de Aquilino, por esta ordem: «A Casa Grande de Romarigães', 'Quando os Lobos Uivam', 'Volfrâmio' e 'Malhadinhas'.
Recomendo todos. Do melhor de sempre na literatura portuguesa.
Hei-de falar pelo menos de dois deles aqui.
Sem imagem de perfil

De Miguel a 14.04.2020 às 19:46

Gostei muito dos três últimos!, "A Casa Grande de Romarigães" é uma leitura que me prometi para muito breve.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:45

Uma das dez obras-primas da literatura portuguesa do século XX. Com ou sem pandemia, tenciono falar dela aqui.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 14.04.2020 às 15:06

Antes de mais há que descodificar a logística da apresentação.
Nada garante que o esplendor da biblioteca exibida não seja apenas papel de parede de boa qualidade. Como, aliás, creio já ter sido deslindado por aqui.
Depois se alguns hábitos de leitura em mim teimosamente persistiam, perdi-os completamente ao tornar-me leitor assíduo deste blog onde o conhecimento geral de tudo sobre o todo superiormente derramado pelo leitor/comentador Vento, me ensina mais numa hora do que a biblioteca de Alexandria numa vida.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 15:35

Não seja injusto para o comentador Lavoura.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 14.04.2020 às 15:25

Vá lá saber-se porquê, esta "troupe" fez-me lembrar o Gouvarinho ...


JSP
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 14.04.2020 às 16:04

Gouvarinho faz-me lembrar a condessa...
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 14.04.2020 às 18:27

Por falar em condessa.
"A Condessa de Charny" de Alexandre Dumas.
Vale a pena ler, afianço-lhe.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 11:46

Tomo a devida nota. E agradeço a sugestão.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 14.04.2020 às 18:09

Mais um interessante tema. Repararam o "background" numa entrevista televisiva ao humorista Ricardo Pereira?. Aparentemente uma filigrana em madeira.
Depois de tanto letrado a ser entrevista fora do estúdio ... foi um descanço.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 15.04.2020 às 18:05

Ricardo Pereira, só conheço o actor.

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D