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Da culinária

por Teresa Ribeiro, em 28.02.15

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O António Costa estampou-se. Como líder da oposição não podia ter usado aquele qualificativo. "Diferente" foi um termo demasiado ambíguo e, não há como iludi-lo, soava a elogio. O país incendiou-se. O Governo a bater palminhas, o PS a bufar, os media frenéticos. Desde que Costa pregou aos chineses que não se fala de outra coisa. Análises, debates, opiniões elevam o caso a questão de fundo.

É assim a política. Estridente, balofa, sempre muito ocupada com os detalhes. Note-se, não estou a desculpar o Costa. Um político experiente tem que saber de culinária e há pelo menos 100 maneiras diferentes de fazer um discurso. Mas o que nunca me deixa de espantar é esta harmonia que se gera em torno de um caso político. Coordenadamente todos os que nele intervêm agem como se não soubessem o que realmente aconteceu - um discurso para investidores chineses em que o que foi dito em contexto de diplomacia económica foi aproveitado politicamente contra Costa. Nem mais, nem menos. A poeira politico-mediática do costume, sempre mais cintilante que a substância. 

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4 comentários

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De lucklucky a 28.02.2015 às 13:21

""Diferente" foi um termo demasiado ambíguo e, não há como iludi-lo, soava a elogio."

Não soa a elogio foi um elogio , pois a frase elogia o contributo dos chineses para Portugal hoje estar diferente de 2011.

Obviamente isto quer dizer melhor e por causa do Governo. Porquê?

Porque já não há espaço cultural algum na cabeça das pessoas para um pais melhorar "apesar do Governo".

Porque o jornalismo é totalitariamente político ou não tem razão de existir.
Os "jornais de referência" ou são políticos , existem para promover a política, ou não são de referência.

Por causa do jornalismo as pessoas automáticamente julgam que qualquer coisa que aconteça é por culpa ou mérito do Governo.

É essa a assustadora dependência. A política em tudo, logo justifica-se tudo pela política.

Foi a Esquerda que mais construiu esta realidade, totalitária, agora só fica bem morrerem na cama que construíram.
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De Teresa Ribeiro a 28.02.2015 às 13:53

Por acaso a direita também não gosta de media amestrados, não senhor... Ó Lucky, deixe-se de maniqueismos, que isso também é coisa muito do agrado do socialismo que você tanto odeia.
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De lucklucky a 28.02.2015 às 21:50

As declarações contraditórias do Líder do PS que a incomodam não teriam saído cá para fora pela mão de jornalistas.

Durante uma semana ficaram "retidas" nas redacções.

É mais um de entre muitos sinais da dominação da esquerda no jornalismo.

E o problema não é existirem, é fingirem ser jornalistas e não políticos.

"Por acaso a direita também não gosta de media amestrados"

Não existem médias "amestrados", são todos criados por razões ideológicas.

Cria-se um jornal para influenciar a política de um país não para dar notícias.
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De da Maia a 01.03.2015 às 12:52

Há duas observações pertinentes:
Do Lucky:
- A notícia ter sido colocada pelo Nuno Melo versus o silêncio jornalístico institucional, que procura promover o golpe da alternância no arco de governação, levando Costa ao colo.
Tivesse o Lucky mais um olho, e diria ser uma manifestação clara do totalitarismo interno que alterna PS e PSD, para se manter com os cordelinhos do poder.

Do M.S.:
- A hipótese do Lucky ser um "parasita do estado" teve justificação pertinente.

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