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Custa a acreditar neste novo mundo!

por Helena Sacadura Cabral, em 07.06.17

Amanci Ortega.jpg

 "La donación de 320 millones de euros que anunció el pasado marzo la Fundación Amancio Ortega para la renovación de los equipos de diagnóstico y tratamiento del cáncer en los hospitales públicos españoles no se ve con buenos ojos desde muchas asociaciones de usuarios de la sanidad pública.

El lunes pasado la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de Aragón mostró su rechazo a la donación de 10 millones que la Fundación Amancio Ortega acordó con la Comunidad Autónoma de Aragón. El colectivo explica que no es necesario "recurrir, aceptar, ni agradecer la generosidad, altruismo o caridad de ninguna persona o entidad".
"Aspiramos a una adecuada financiación de las necesidades mediante una fiscalidad progresiva que redistribuya recursos priorizando la sanidad pública", afirma el grupo.
Esta asociación no es la única que se ha opuesto a este donativo. La semana pasada se hizo pública la donación de 17 millones a la región de Canarias, y la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de esta comunidad criticó la actuación."
 
                                                      in El Mundo
 
Nem me dei ao trabalho de traduzir, porque se lê e se compreende. O que não se compreende é a recusa elitista da Associação para a Defesa da Saúde Pública de Aragão em aceitar dinheiro, cuja a finalidade se destinava à melhoria do sistema de saúde publico espanhol, no tratamento do cancro.
O que pensarão desta recusa todos aqueles doentes oncológicos a quem a referida doação poderia mitigar o seu sofrimento? Inacreditável, de facto, até onde a ideologia pode levar certas pessoas...
Amancio Ortega, filho de um ferroviário, começou a trabalhar aos 14 anos. Hoje é o dono da Inditex que possui marcas como a Zara, Massimo Dutti, Oysho, Zara Home, Kiddy's Class, Tempe, Stradivarius, Pull and Bear, Bershka e foi considerado pela Forbes o homem mais rico da Europa e um dos homens mais ricos do mundo.
Se o mundo não está louco, decerto que para lá caminha...

 

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14 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 07.06.2017 às 17:33

Helena, não me parece nada mal!
Veja bem. Muitos empresários comportam-se como autênticos tiranos, não olhando a meios para obterem sucesso e depois no final da vida lembram-se de se redimir, por precaução, não vá haver algum tipo de julgamento final. Como se por esse ultimo gesto branqueassem tal qual um baptismo todo o pecado acumulado....à semelhança também daqueles nobres que encomendavam missas aquando da sua morte para pressionar o Juiz e abreviar a sua estada no Purgatório.

Vejamos Zara:

Trabalho escravo em fábricas da Zara no Brasil

http://expresso.sapo.pt/actualidade/trabalho-escravo-em-fabricas-da-zara-no-brasil-video=f668694


High-street fashion store Zara accused of using slave labour at factories in Argentina

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2303358/High-street-fashion-store-Zara-investigation-use-slave-labour-factories-Argentina.html

Zara fails to protect labourers from modern-day slavery practices

https://fashionunited.uk/news/fashion/zara-fails-to-protect-labourers-from-modern-day-slavery-practices/2015051116376

Também Pablo Escobar era muito querido das gentes pelo seu trabalho humanitário.

Fue el propio Escobar quien mandó a construir las primeras 443 casas de esta barriada –que actualmente tiene unas 4.000 viviendas– para dárselas a los más pobres de la ciudad, entre los que también acostumbraba repartir canchas de fútbol, dinero, medicinas y alimentos.
"Nosotros respetamos el dolor de las víctimas pero le pedimos a la gente que por favor entiendan la alegría nuestra, lo que significa salir de un basurero a vivir a una vivienda digna, que se la regalen a cambio de nada", le dice a BBC Mundo Ubernez Zavala, el presidente de la Junta de Acción Comunal del barrio.
Y doña Franquelina Guerra Carvajal, de 78 años, una de las fundadoras de la urbanización, es incluso más tajante.
"Él fue una buena persona. Nosotros estábamos viviendo muy mal, él nos hizo una visita allá (al basurero) y nos dijo que nos iba a comprar un lote para hacernos unas casas, porque nosotros éramos unas personas que merecíamos lo que merecía un rico", le cuenta a BBC Mundo rodeada de sus nietos, mientras sostiene en sus rodillas una foto de Escobar y otra de su madre.
"Yo no conocí nada de eso. Yo lo que conocí fue lo bueno de Pablo", contesta cuando se le pregunta por el lado oscuro de su benefactor.
"Yo pienso que eso nunca fue así, porque yo nunca supe", responde a cualquier sugerencia de atentados con bombas y asesinatos.

http://www.bbc.com/mundo/noticias/2013/12/131129_colombia_pablo_escobar_aniversario_relacion_amor_odio_aw

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De Helena Sacadura Cabral a 12.06.2017 às 20:45

Onde estaria hoje a Fundação Champalimaud ou a Fundação Gulbenkian se todos pensássemos assim?
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De Vento a 07.06.2017 às 17:44

Tenho conhecimento que existem pessoas com acesso aos serviços de saúde e que continuam muito doentes e até mesmo só doentes.
A doença mantém-se por não existir a possibilidade de prosseguir os tratamentos no que respeita à aquisição de medicamentos e de bens alimentares.

Significa isto que os serviços nacionais de saúde em muitos países europeus são uma falácia total, e muitas vezes pensa-se que a prevenção de doenças só se aplica às políticas, também elas duvidosas, anti-tabagistas, de vacinação, de exercício e de uma boa alimentação.
E julga-se que tratar não faz parte do prevenir.

Vem isto a propósito para dizer que é um absurdo total a rejeição de tal donativo, pois o mesmo podia constituir-se como fundo de aquisição de medicamentos e alimentos.
Mas por outro lado eu compreendo que a forma como se distribui esse auxílio expõe demasiado a privacidade das pessoas. Se é certo que não se pode ser pobre e mal agradecido, não menos certo é que não se deve envergonhar a pobreza. Envergonhar a pobreza é aceitar-se que para ela não há remédios e, quantas vezes, usá-la para acomodação do doador.

Helena, li seu livro de orações. Gostei quer pela compilação que faz quer pela novidade que oferece.
Gostaria de deixar-lhe como retribuição a oração das 7 dores de Maria, resultante da aparição a Santa Brígida (7 avé Maria):
https://www.youtube.com/watch?v=EbgwN9MLWrA
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De Helena Sacadura Cabral a 07.06.2017 às 22:55

Obrigada, caro Vento, pela brisa da sua oferta!
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De Helena Sacadura Cabral a 07.06.2017 às 23:03

Esqueci-me de lhe dizer que, inicialmente, a tinha considerado. Mas o livro já estava muito grande. Houve que cortar e assim lá se foi Santa Brígida.
Obrigada, uma vez mais.
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De JSP a 07.06.2017 às 18:19

Pablemos, minha senhora, pablemos...
O bloco de esterco de lá, com a benção, compreensão e incentivo de certas agências/metástases novaiorquinas...
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De Julianna a 07.06.2017 às 19:29

A grande esperança do futuro é o transplante de órgãos públicos.
(frase do livro "desaforismos" de Georges Najjar Jr)
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De jo a 07.06.2017 às 20:17

Falta de compreensão de como o mundo poderia ser.

Sempre se disse que se cada rico tomasse um pobre ou dois à sua conta acabava-se a pobreza no mundo.

Parece que a saúde de muitos espanhóis depende do estado de espírito do dono da Inditex. Se ele estiver mal disposto e não der, não há dinheiro para tratamento. No fundo ele decide sozinho se os doentes podem ou não ter o tratamento.

Mas o homem mais rico da Europa tem direitos inerentes.
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De Helena Sacadura Cabral a 07.06.2017 às 23:00

"Mas o homem mais rico da Europa tem direitos inerentes."
Será que não é sempre assim, mesmo que não se trate do homem mais rico da Europa? Quem é que decide os tratamentos que eu posso fazer no SNS? Não é o homem mais rico, é o ministro, que não tem dinheiro que chegue para todos...
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De jo a 07.06.2017 às 23:47

O ministro não é dono do ministério. Essa é uma visão muito redutora da política. A visão de que há os que têm poder e podem decidir o que quiserem, e os outros.

O SNS é pago por todos nós e gosto de pensar que tem a obrigação de cumprir. Se não conseguir não cumpre, mas não por vontade ou por capricho do ministro da altura.

Se o sr. da Inditex morrer amanhã (não lho desejo claro) e os herdeiros preferirem gastar em p... e vinho verde, ninguém tem nada com isso.
Não será dar poder demais ao dinheiro?
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De Helena Sacadura Cabral a 12.06.2017 às 20:42

Eu terei uma visão muito redutora da política. Aceito. É um facto.
Mas quando refiro que o "poder" está nos que mandam, falo de uma realidade. Mandam porque "nós" lhes demos esse poder de decidirem por nós.
Os ministros não são donos dos ministérios. Mas gerem as verbas desses ministérios. Tanto para aqui, tanto para acolá. E é nesse "tanto" que, a meu ver, reside o seu poder.
Também eu gosto de pensar que SNS é pago por todos nós e gosto de pensar que tem a obrigação de cumprir. O problema surge quando ele não "pode" cumprir.
E eu sou uma utilizadora do SNS que não tem razões de queixa.
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De lucklucky a 08.06.2017 às 18:30

É uma questão de poder.

A Máquina que os Marxistas querem construir não pode ser dessecrada.
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De Anónimo a 09.08.2017 às 17:39

Doutora Helena tenho muita pena que a Senhora com a sua competência, sensatez e honestidade não queira fazer parte da política do nosso país .Era de pessoas de excelência como aSenhora que o país precisava.

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